As divergências entre o volume produzido pelas usinas e o vendido pelas distribuidoras já chegou a 1,2 bilhão de litros em 2012
As divergências entre o volume produzido pelas usinas e o vendido pelas distribuidoras já chegou a 1,2 bilhão de litros em 2012 e 1,1 bilhão de litros no ano passado. Agora, com mudanças colocadas em prática no sistema de acompanhamento, as diferenças em 2014 foram as menores desde que o Sistema de Informações de Movimentação de Produtos (Simp), da ANP, começou a divulgar os dados, em 2009.
As divergências entre o volume produzido pelas usinas e o vendido pelas distribuidoras já chegou a 1,2 bilhão de litros em 2012 e 1,1 bilhão de litros no ano passado. Agora, com mudanças colocadas em prática no sistema de acompanhamento, as diferenças em 2014 foram as menores desde que o Sistema de Informações de Movimentação de Produtos (Simp), da ANP, começou a divulgar os dados, em 2009.
Um texto divulgado nesta semana, o Sindicom afirma que o Simp está cada vez mais próximo de refletir a realidade da distribuição de etanol hidratado no país.
Na comparação com as vendas declaradas pelos produtores, a comercialização do combustível pelo mercado distribuidor registrou diferença de 2,5% entre janeiro e outubro deste ano. Em 2013 esta diferença foi de 9,8%. A divergência é menor desde o início da divulgação dos números do Simp, em 2009.
Por trás da convergência dos dados está o aumento da fiscalização, previsto na agenda regulatória da ANP para o período 2013-2014. A agência criou grupo de trabalho que acompanha e orienta os agentes na prestação das informações, realizando autuações por falhas nas declarações. Os volumes mensais de vendas de etanol, assim como dos outros combustíveis, devem ser reportados obrigatoriamente pelas empresas até o dia 15 do mês subsequente, via internet, pelo sistema Simp Web.
“Adotamos medidas que devem contribuir para a manutenção das divergências em um nível aceitável”, afirma o superintendente de Abastecimento da ANP, Aurélio Amaral. “O primeiro passo foi garantir a adimplência do envio das informações. Em seguida, promovemos o cruzamento dos dados das declarações de produtores e distribuidores e atuamos sobre as maiores diferenças”, afirma Amaral. Até outubro, a defasagem de 2,5% representou 260 milhões de litros, três vezes menos que os 1,1 bilhão registrados em 2013.

Visão do mercado
A adesão das empresas ao Simp também contribui para ajustar as estatísticas à realidade, afirma Aurélio Amaral. “Cabe destacar o envolvimento dos agentes econômicos, que, na maioria, têm respeitado o prazo para o envio da declaração de movimentação e melhorado sua qualidade”, assinala. Ele ressalta a importância dos dados para a agência e o mercado: “Com melhores informações, podemos tomar decisões e realizar estudos que permitam aumentar a eficiência do abastecimento nacional e subsidiem as políticas públicas”.
A sintonia do Simp à realidade atende a antiga reivindicação do Sindicom, que apoiou a ANP na implantação do sistema desde as primeiras discussões, em 2004. Dois anos depois, os produtores e distribuidoras passaram a ser obrigados a informar suas movimentações de etanol, nos moldes de exigência que já vigorava para os derivados de petróleo. Muitas das mais de 150 distribuidoras deixavam, porém, de fornecer as informações, possivelmente para ocultar alguma sonegação e/ou inadimplência de impostos, e/ou a venda irregular a postos de outras bandeiras.
Embora as flutuações de demanda e de estoques façam com que os dados reportados pelos produtores e distribuidoras não sejam necessariamente os mesmos, a diferença real não era captada pelo Simp, tendo atingido 12,1% (1,2 bilhão de litros) em 2012. O movimento de queda indica que a convergência continuará, avalia o superintendente de Abastecimento da ANP. “De julho a outubro, a divergência média foi inferior a 1%”, informa Aurélio Amaral. “Ainda temos medidas corretivas em andamento. A manutenção da qualidade dos nossos dados é um trabalho contínuo, que requer persistência.”
NovaCana