Em processo de implantação de uma unidade de etanol de milho, a SJC Bioenergia anunciou seu balanço da safra 2014/15
Em processo de implantação de uma unidade de etanol de milho, a SJC Bioenergia anunciou lucro líquido de R$ 41,7 milhões na safra 2014/2015, cujo período se encerrou em 31 de março passado. O valor é 73% acima do registrado no exercício anterior.
Resultado de uma joint venture formada em 2011 entre o grupo sucroenergético Usina São João (USJ) e a multinacional de alimentos Cargill, a empresa controla as usinas São Francisco e a Rio Dourado, as duas em Goiás.
A companhia registrou alta também na receita operacional, elevada em 41%. Os dados da SJC no exercício 2014/15 incluem:
- endividamento com empréstimos e financiamentos
- custo financeiro
- moagem e produção de etanol de cada unidade em 2014/15
- investimento em usina flex (etanol de milho)
Em processo de implantação de uma unidade de etanol de milho, a SJC Bioenergia anunciou lucro líquido de R$ 41,7 milhões na safra 2014/2015, cujo período se encerrou em 31 de março passado. O valor é 73% acima do registrado no exercício anterior, de R$ 24,1 milhões.
Resultado de uma joint venture formada em 2011 entre o grupo sucroenergético Usina São João (USJ) e a multinacional de alimentos Cargill, a empresa controla as usinas São Francisco, em Quirinópolis, e a Rio Dourado, em Cachoeira Dourada, as duas em Goiás.
De acordo com balanço publicado nesta terça-feira (30), a companhia registrou alta também na receita operacional líquida: R$ 897,3 milhões, elevação de 41% se comparado aos R$ 636 milhões somados anteriormente. O lucro bruto chegou a R$ 238,6 milhões no exercício que se encerrou em março deste ano, diante de 175,8 milhões no mesmo período de 2014, aumento de 35%.
Na safra 2014/2015, a Usina São Francisco registrou 4,6 milhões de toneladas de moagem de cana-de-açúcar, e 157,5 milhões de litros de etanol. Já a Usina de Rio Doce registrou volume de 2,2 milhões de toneladas em cana moída e 185,5 milhões em litros de etanol.
O endividamento com empréstimos e financiamentos chegou a R$ 1,253 bilhão. Desse total, R$ 406,8 milhões estão no curto prazo. O valor é 3,7% acima do registrado no exercício anterior, de R$ 1,208 bilhão, sendo R$ 478,7 milhões no custo prazo.
As despesas financeiras somaram R$ 463,7 milhões, 10% abaixo do registrado no exercício 2013/14.
Usina flex
A unidade industrial para processamento de milho que está em construção será integrada à Usina de São Francisco. A planta vai produzir etanol, óleo de milho, proteínas e fibras para a produção de ração animal.
O investimento é da ordem de R$ 160 milhões. Deste total, 70% serão financiados pela Finep; o restante virá do capital das empresas sócias, Cargill e USJ, que farão aporte de R$ 24 milhões cada.
A fábrica terá capacidade de processar até 1.650 toneladas de milho por dia. A previsão é de que a obra seja concluída em 18 meses.
A produção de etanol de milho deve representar, nos primeiros 12 meses, 16 milhões de litros, metade do que a planta produz a partir da cana. A meta é elevar o volume do etanol de milho para 200 milhões nos três anos seguintes.
Atualmente a Usina São Francisco conta com capacidade de moagem de 4,5 milhões de cana por safra, 1,5 milhão de litros de etanol por dia, sendo 780 mil de anidro e 800 mil de hidratado, e 50 mil toneladas de sacas por dia em produção de açúcar. A potência instalada em cogeração de energia é de 80 MW.
A unidade Cachoeira Dourada tem capacidade de moagem de 2,19 milhões de toneladas de cana por safra e potencial para a produção de 2,48 milhões de litros de etanol por dia, sendo 1,20 milhão de anidro e 1,28 milhão de hidratado. A potência instalada para a cogeração de energia é de 40 MW.
Filipe Albuquerque – NovaCana