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Segunda planta de etanol celulósico é inaugurada nos EUA

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Usando a fibra do mesmo grão de milho que é utilizado como matéria-prima para fabricar o etanol convencional, a Quad County Processors será agora capaz de produzir 7,5 milhões de litros de etanol celulósico por ano, disse o CEO da empresa, Delayne Johnson, a cerca de 200 visitantes que participaram da inauguração do projeto de expansão da usina de etanol de primeira geração.

O mesmo grão de milho que os produtores do estado norte-americano de Iowa usam para produzir o etanol será agora utilizado na fabricação da segunda geração do biocombustível, o etanol 2G.

A fábrica de etanol pertence a empresa Quad County Corn Processors e está localizada na região noroeste do estado de Iowa.

Usando a fibra do mesmo grão de milho que é utilizado como matéria-prima para fabricar o etanol convencional, a Quad County Processors será agora capaz de produzir 7,5 milhões de litros de etanol celulósico por ano, disse na última terça-feira (10) o CEO da empresa, Delayne Johnson, a cerca de 200 visitantes que participaram da inauguração do projeto de expansão da usina de etanol de primeira geração.

A usina produz cerca de 132 milhões de litros de etanol, incluindo a produção tradicional de etanol de milho.

A Quad County foi a primeira usina de Iowa a produzir o etanol celulósico em escala comercial ainda em junho, mas a inauguração aconteceu no início desta semana. A empresa espera vender a tecnologia 2G a outras plantas de etanol existentes no país.

Na semana passada, a DSM e a Poet inauguraram uma fábrica em Emmetsburg, Iowa. A planta recebeu investimentos de U$275 milhões. Para fabricar o etanol celulósico, a planta usa folhas, cascas e talos de milho como matérias-primas.

Outra planta 2G está em construção no estado de Nevada. Com investimentos de U$225 milhões, o projeto pertence à Dupont Danisco e também converterá os resíduos do milho em biocombustível. O projeto deverá ficar pronto no final deste ano.

Oficiais disseram na terça que o estado de Iowa está liderando o desenvolvimento do etanol celulósico nos Estados Unidos.

Bob Dinneen, CEO da Associação de Combustíveis Renováveis (RFA, na sigla em inglês), com sede em Washington, disse que os críticos do etanol chamaram o etanol celulósico de “combustível fantasma” que “jamais aconteceria” ou que era “apenas um sonho”.

“Não é um sonho. Não é um combustível fantasma. Vocês estão fazendo isso acontecer”, Dinneen disse. “É o que fará nosso país ir para a frente”.

O uso do etanol celulósico em automóveis produz menos gases de efeito estufa do que a gasolina – cerca de 95% a menos, oficiais disseram.

Empresas como a Quad County Processors, Poet-DSM, entre outras, enviaram na terça-feira uma carta ao presidente Barack Obama encorajando-o a voltar atrás na proposta que diminui os mandatos federais de mistura de biocombustíveis na gasolina. A proposta é um empecilho para o desenvolvimento do etanol celulósico. 

O país já produz etanol o suficiente para atender os mandatos atuais. A menos que aumentem, os incentivos para continuar investindo em combustíveis avançados como o etanol celulósico são pequenos, disseram as empresas.

“O assunto em questão é quando o retorno de investimentos fluirá predominantemente aos Estados Unidos, ou quando países como a China e o Brasil colherão as vantagens econômicas e ambientais de tecnologias desenvolvidas na América”, disseram as companhias.

A GranBio deve em breve inaugurar a primeira planta de etanol celulósico do país. A usina usará a palha da cana como matéria-prima e já tem autorização da ANP para operar.

Já a China anunciou que irá construir a maior fábrica de etanol 2G do mundo.

Jan Koninckx, diretor global de biorrefinarias da DuPont, empresa que fornece as enzimas utilizadas na planta da Quad County, disse que o país tem uma responsabilidade social ao desenvolver combustíveis renováveis que têm um impacto ambiental menor.

“Nós não podemos simplesmente só cavar”, disse ele. “Estamos entregando um combustível limpo aqui, um combustível renovável que a velha indústria não pode sequer imaginar. É sustentável. É uma responsabilidade que esta geração tem para a próxima”.

The Des Moines Register
Tradução e adaptação Leonardo Siqueira - NovaCana

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