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Nova levedura da GranBio pode chegar no mercado ainda este ano

Levedura geneticamente modificada (OGM) da GranbioUm dos elementos chaves da GranBio para produzir etanol de segunda geração, uma levedura geneticamente modificada, faz parte de um processo com mais de 150 páginas que contêm segredos industriais e estratégias comerciais
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Na semana passada o portal NovaCana revelou que está nas mãos da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CNTBio) um processo que permitirá a GranBio utilizar uma levedura geneticamente modificada para produção de etanol celulósico.

O portal ouviu o CTNBio e analisou processos sobre...

Na semana passada o portal NovaCana revelou que está nas mãos da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CNTBio) um processo que permitirá a GranBio utilizar uma levedura geneticamente modificada para produção de etanol celulósico.

De acordo com o CTNBio, o processo de análise para a comercialização da levedura da GranBio destinada à fabricação de etanol de segunda geração (2G) estará na pauta de deliberação das próximas reuniões até que ele seja deferido ou indeferido.

Revisando o tempo médio de análises anteriores, é possível estimar que serão necessários cerca de cerca de seis meses até a finalização dos procedimentos. Este foi o tempo médio para a aprovação de leveduras destinadas a outros fins, desde a abertura do processo até a liberação comercial da (CTNBio).

Páginas confidenciais

Para entrar na pauta de discussões, a solicitação da Bio Celere Agroindustrial, empresa da marca GranBio, precisa ser avaliada por quatro subcomissões. O documento tem mais de 150 páginas, das quais sete, apensas ao processo, possuem conteúdo confidencial. Sob a análise da subcomissão que deferiu o sigilo, em 15 de maio, as informações contidas nas folhas "representam conteúdo de segredo industrial, bem como questões relativas à estratégia comercial".

De acordo com a assessoria da CTNBio, o processo será analisado por quatro relatores, representando as subcomissão setoriais permanentes nas áreas de Saúde Humana e Animal, Vegetal e Ambiental. O processo estava na pauta da última reunião ordinária da CTNBio, em 16 de maio, mas acabou sendo retirado da discussão. A relatoria da subcomissão de Saúde humana e Animal, definida em abril, é composta pela Dra. Nance Beyer Nardi e a assistente Pamella Meireles.

Cada uma das subcomissões tem um prazo de 90 dias para análise e elaboração de pareceres, período que pode ser estendido por mais 90 dias. Para que a comercialização seja deferida é preciso atender ao disposto na Resolução Normativa Nº 5, de 12 de março de 2008. Já as reuniões para deliberação da CTNBio acontecem mensalmente.

Responde pela solicitação da Bio Celere Agroindustrial o gerente de regulamentação e tecnologia da GranBio, Celso Spada Fiori. A equipe responsável ainda tem como membros o especialista em genética de leveduras, Osmar Vaz de Carvalho Netto, e o especialista em bioprocessos, Luige Armando Llerena Calderón.

Amanda SchArr – NovaCana
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