A empresa conseguiu conseguiu melhorar o desempenho dos seus principais indicadores financeiros
Um dos grupos sucroenergéticos mais lucrativos do país continua aumentando a distância em relação aos concorrentes. O grupo São Martinho, que controla quatro usinas no país e detém uma capacidade de moagem de 20 milhões de toneladas, conseguiu melhorar o desempenho dos seus principais indicadores financeiros, com destaque para o lucro líquido que registrou um salto de 112%, para...
Um dos grupos sucroenergéticos mais lucrativos do país continua aumentando a distância em relação aos concorrentes. O grupo São Martinho, que controla quatro usinas no país e detém uma capacidade de moagem de 20 milhões de toneladas, conseguiu melhorar o desempenho dos seus principais indicadores financeiros, com destaque para o lucro líquido que registrou um salto de 112%, para R$ 286,1 milhões.
Com uma estratégia que deu mais peso ao açúcar e à cogeração e um final de safra favorável ao etanol na competição com a gasolina pela preferência do consumidor, a empresa conseguiu o fortalecimento de seu caixa.
Ao final do exercício 2014/15, o grupo registrou receita líquida de R$ 2,349 bilhões, 19,2% mais do que 2013/2014, e o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 1,1 bilhão, com alta de 42,4%.
Considerando apenas o último trimestre fiscal, correspondente à entressafra, a receita somou R$ 718 milhões, uma alta de 64% na comparação com a safra passada. O lucro líquido ficou em R$ 56,6 milhões, contra R$ 6,4 milhões no mesmo período do ano passado, o que representa uma alta de 784%.
Dívida de R$ 2,2 bilhões
A aquisição da Usina Cruz foi apontada como um dos principais motivos para o aumento de 66,8% na dívida da empresa, que atingiu R$ 2,2 bilhões. A relação dívida líquida/Ebitda ficou em 2,2 vezes, ante 2 vezes ao final do exercício passado.
De acordo com o relatório da empresa, a valorização de 40% da moeda norte-americana, com a qual está atrelada boa parte da dívida da São Martinho, também foi responsável pelo maior endividamento.

Crescimento nas vendas
Entre os destaques desse período estão as vendas de etanol (+132%), de açúcar (+51,3%). No caso do açúcar, as vendas do último do 4º trimestre fiscal de 2015 aumentaram 82,6% na comparação com a safra passada, somando R$ 346,4 milhões e houve uma melhora de 20,3% no preço médio de venda, o qual estabeleceu um recorde para a empresa, a R$ 1.022,3 por tonelada. Assim, a receita líquida da venda de açúcar representou um aumento de 23,2% em relação à safra passada para o grupo.
Na área de cogeração de energia elétrica, a empresa recebeu um empurrão adicional com a incorporação a seus negócios da Usina Santa Cruz, além de um aumento de produção da Usina São Martinho. A isso se somou a valorização de energia no mercado spot (à vista), reflexo dos reajustes tarifários, o que representou receita de R$ 189,1 milhões (+144% na comparação com a safra anterior).
Mais açúcar na safra 2015/2016
Para a safra 2015/2016, a São Martinho estabeleceu como meta aumentar 4,2% a moagem de cana-de-açúcar, para 19,5 milhões de toneladas e pretende realizar uma safra mais açucareira que a anterior, com 52% da matéria-prima destinada à commodity, um ponto percentual a mais do que na temporada passada.
Esses fundamentos devem resultar em uma produção de açúcar de 1,295 milhão de toneladas, 5,2% mais do que na safra 2014/2015, e 791 milhões de litros de etanol. Já o total de energia produzida com a cogeração é projetada para 733 MWh, 1,8% de alta.
No caso do total de ATR produzido, a expectativa é de redução de 1,5%, para 2,609 milhões de toneladas devido à menor concentração de açúcar na planta, que deve passar de 124 para 134 kg/ton de ATR.

O relatório completo está disponível aqui.
Felipe Vanini Bruning – NovaCana