Cerradinho Bioenergia, que possui capacidade de processamento de 4,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, apresentou relatório financeiro referente ao período encerrado em 31 de dezembro de 2015
A Cerradinho Bioenergia, que possui uma usina em Chapadão do Céu (GO) e capacidade de processamento de 4,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, apresentou relatório financeiro referente ao período encerrado em 31 de dezembro de 2015, o que reflete as atividades do terceiro trimestre da safra 2015/16. Esta é a primeira safra em que a companhia apresenta seus desempenhos trimestrais.
Saiba como se comportou a receita da usina no período, assim como a evolução do lucro e endividamento no terceiro trimestre da temporada.
A Cerradinho Bioenergia, que possui uma usina em Chapadão do Céu (GO) e capacidade de processamento de 4,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, apresentou relatório financeiro referente ao período encerrado em 31 de dezembro de 2015, o que reflete as atividades do terceiro trimestre da safra 2015/16. Esta é a primeira safra em que a companhia apresenta seus desempenhos trimestrais.
De acordo com as demonstrações financeiras da companhia, após registrar prejuízos nos últimos dois trimestres, a Cerradinho encerrou o terceiro período da temporada com um lucro líquido de R$ 8,5 milhões. O número representa um crescimento comparado aos R$ 5,6 milhões registrados no fim de 2014.
Já o lucro bruto, que mede a diferença entre a receita operacional líquida e os custos de produção, ficou na casa dos R$ 115 milhões, cerca de 30% maior do que o mesmo período da safra anterior. O índice é resultado de uma receita operacional líquida da companhia 37% maior na mesma comparação, atingindo R$ 457,7 milhões, e um custo que passou de 244,4 milhões para 342 milhões no período encerrado em 2015.
Receita da produção
O destaque na comparação do último relatório foi o aumento de 50% na receita com a venda de etanol, atingindo R$ 450 milhões. O número representa o montante bruto não descontados os impostos e custos, e, no mesmo trimestre da safra anterior, chegou a R$ 299 milhões.
No mesmo recorte, a receita com energia elétrica apresentou queda de 33%, atingindo R$ 35 milhões comercializados. Por fim, outros produtos da companhia renderam R$ 3,6 milhões no mesmo período da atual temporada, contra R$5,9 milhões no terceiro trimestre da safra 2014/15, resultando em uma queda de 38%.
Endividamento
Outro dado relevante do balanço da companhia é a piora no perfil de endividamento na comparação com o início da safra em março, período em que tinha apresentado melhora nesse resultado. A Cerradinho registrou um aumento de 39% do total das dívidas com empréstimos e financiamentos, alcançando um total de dívidas dessa natureza em 563,2 milhões.
O aumento é resultado tanto do aumento das dívidas de curto prazo (com vencimento em 12 meses), quanto das que vencem entre três e mais de cinco anos. No caso das dívidas que vencem em um ano, a Cerradinho acumula mais de R$ 196 milhões, um aumento de quase 60% na comparação com o início da safra. Já as dívidas de longo prazo, aquelas que vencem entre três e cinco ou em até mais de cinco anos, somam R$ 242 milhões – um aumento de 83% no mesmo confronto.
Considerando a emissão de debêntures, que atualmente somam R$ 161,916 milhões, e as operações de mercado futuro (R$ 203 milhões), o valor total de empréstimos e financiamentos da empresa chega a R$ 725,7 milhões, um montante 22% maior que o observado em 31 de março do ano passado.
Alta alavancagem
Observado desde o início da safra, quando o primeiro relatório foi publicado, também é destaque a alta do valor de alavancagem da Cerradinho. O índice corresponde à divisão da dívida líquida (total de empréstimos, subtraído do montante de caixa e equivalente de caixa) pelo capital total, ou seja, pela soma do patrimônio líquido.
O alto grau de alavancagem representa maiores riscos para os investidores, mas também maiores taxas de retorno, pois o resultado fica sensível a qualquer variação na receita bruta.
No período findo em março de 2015 a alavancagem era de 44% e, agora, no período de outubro a dezembro o número apresentado foi de 52%. Destaca-se que este número está levemente abaixo ao resultado do segundo semestre da safra, quando o grau de alavancagem era de 55%.
Perspectivas
Para o encerramento da safra 2015/16, a Cerradinho mantém a expectativa já anunciada de esmagar o equivalente a sua capacidade máxima de moagem: 4,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Em janeiro, a empresa afirmou que, antes mesmos da conclusão do ano de 2015, já havia atingido seu recorde histórico de moagem no ano calendário (janeiro a dezembro) de 4,6 milhões. A companhia também projeta uma produção de aproximadamente 403 milhões de litros de etanol e geração de 259,1 GW ao fim da temporada.
Com relação à safra anterior, os números representam um crescimento de 14,6% na moagem total registrada em 4,1 milhões de toneladas. O crescimento da cogeração apresenta percentual similar, cerca de 14,2% no confronto com os 226,8 GW registrado em 2014/15. Já para a produção de etanol, cuja o volume era de 340 milhões de litros, o aumento esperado representa uma variação de 18,5%.
Marina Gallucci – NovaCana

