Endividamento da companhia cresceu ao longo da última temporada, mas peso dos débitos com vencimento em até 12 meses caiu
Atingindo a marca de oito prejuízos consecutivos, a Usina Açucareira Ester apresentou uma perda líquida de R$ 21,2 milhões na safra 2018/19 – um valor 40% superior ao apresentado na safra anterior, quando a companhia teve um prejuízo de R$ 15,13 milhões.
Com mais de 120 de história, a usina está localizada em Cosmópolis (SP) e tem capacidade para moer mais de 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra.
Os números referentes à temporada passada, encerrada em 31 de março, foram divulgados em outubro no Diário Oficial de São Paulo. A última vez que a sucroenergética divulgou um resultado líquido positivo foi em 2010.
O resultado foi acompanhado de uma margem operacional mais apertada, com os custos dos produtos vendidos representando 81,6% das receitas líquidas. Na safra passada, esse indicador era de 77,6%.
Saiba mais sobre o desempenho da companhia em 2018/19 e sobre seu histórico de resultados nos últimos dez anos nos seguintes indicadores:
- Lucro bruto e lucro líquido
- Receitas líquidas e custos com produção
- Perfil da dívida
Atingindo a marca de oito prejuízos consecutivos, a Usina Açucareira Ester apresentou uma perda líquida de R$ 21,2 milhões na safra 2018/19 – um valor 40% superior ao apresentado na safra anterior, quando a companhia teve um prejuízo de R$ 15,13 milhões.
Com mais de 120 de história, a usina está localizada em Cosmópolis (SP) e tem capacidade para moer mais de 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra.
Os números referentes à temporada passada, encerrada em 31 de março, foram divulgados em outubro no Diário Oficial de São Paulo. A última vez que a sucroenergética divulgou um resultado líquido positivo foi em 2010.

O resultado foi acompanhado de uma margem operacional mais apertada, com os custos dos produtos vendidos representando 81,6% das receitas líquidas.
Na safra passada, esse indicador era de 77,6% e, ao longo das últimas dez temporadas, o valor mais alto registrado foi em 2016/17, com 87,1%. Na ocasião, o prejuízo foi similar ao mais recente, atingindo R$ 21,23 milhões.
Em 2018/19, a receita da Usina Ester foi de R$ 295 milhões, o que representa um crescimento anual de 6,1%. O aumento nos custos, porém, foi ainda maior, de 11,6%, alcançando R$ 241,14 milhões.

Com este resultado – somado a uma valorização de R$ 790 mil em seu ativo biológico –, a companhia registrou um lucro bruto de R$ 55,2 milhões. Este número representa uma queda de 6,5% em relação a 2017/18.

Assim, o prejuízo líquido final deriva principalmente das despesas financeiras, que somaram R$ 54,05 milhões; dos custos administrativas, de 22,5 milhões; das despesas com vendas, de R$ 18,49 milhões; e do impacto da variação cambial, de R$ 14,9 milhões.
Estes números foram apenas parcialmente contrabalanceados pelas receitas operacionais e financeiras, que somaram R$ 33,54 milhões.
Perfil da dívida
O alto valor contabilizado como despesas financeiras, aliás, é resultado do endividamento da companhia. Em 31 de março de 2018, a Usina Ester contabilizou R$ 169,39 milhões em empréstimos e financiamentos com vencimento em até 12 meses, além de R$ 105,08 milhões com vencimento para além deste prazo.
Um ano depois, o peso das dívidas com vencimento ao longo da safra 2019/20 é 46,2% menor: R$ 91,08 milhões. Porém, o endividamento total da companhia com empréstimos e financiamentos subiu para R$ 315,72 milhões – o mais alto das últimas quatro safras. Na comparação com a posição ao fim da temporada 2017/18, este valor aumentou em 15%.

Ao longo das últimas dez temporadas, o endividamento da Usina Ester variou entre R$ 205,8 milhões (registrado em 31 de dezembro de 2012) e R$ 319,53 milhões (em 31 de março de 2015).
Renata Bossle – NovaCana