O setor sucroenergético já viu dias melhores. A produção de cana das safras mais recentes não tem ultrapassado as 600 milhões de toneladas, a produtividade está baixa e a área plantada não vê crescimento há anos. De acordo com o banco holandês Rabobank, isso indica uma estagnação do setor.
Porém, o banco também afirma, em relatório recente, que esses indicadores não deixam a situação do setor clara. Enquanto algumas empresas seguem com crescimento constante, recebendo boas ofertas de financiamento e mantendo um bom relacionamento com os fornecedores – o que resulta em custos competitivos e margens operacionais confortáveis –, também há companhias com altos níveis de alavancagem, cujas margens operacionais são frequentemente pressionadas e os investimentos quase não vêm.
Desta forma, um ranking das melhores empresas do setor pode trazer uma falsa sensação de avanço geral, que seria compartilhado por todas as companhias – pelo menos quando há melhorias nos indicadores individuais.
Os maiores destaques do setor sucroenergético figuram na lista Valor 1000, do Valor Econômico, que analisa o desempenho anual de empresas brasileiras. Na categoria açúcar e álcool, o ranking elenca as dez empresas do setor que tiveram os melhores resultados consolidados de 2018. São oito critérios avaliados, com diferentes pesos, e que configuram uma nota final.
A campeã do setor na edição mais recente voltou a ser a Copersucar, assim como em 2016 – ano passado, ela ocupou a segunda posição, atrás da São Martinho. Sua nota é maior do que a de 2017, porém, no ranking geral de receita líquida, que engloba todos os setores, a empresa caiu duas posições, passando da 18ª para a 20ª.
Além do ranking geral de excelência, conheça também as dez companhias com os melhores resultados em cada um dos oito critérios avaliados:
- Receita líquida (total vendido em milhões de reais)
- Margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida)
- Rentabilidade (lucro líquido sobre patrimônio líquido)
- Crescimento sustentável (variação da receita líquida sobre patrimônio ajustado)
- Margem da atividade (lucro sobre a receita líquida)
- Liquidez corrente (ativo circulante sobre passivo circulante)
- Giro do ativo (receita líquida sobre ativo total)
- Cobertura de juros (Ebitda sobre despesas financeiras)
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