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Abaixo da superfície: Rabobank aprofunda disparidade e consolidação silenciosa do setor sucroenergético

Dados sobre a estagnação da moagem escondem que as empresas capitalizadas estão evoluindo enquanto as descapitalizadas afundam em dívidas


novaCana.com - 02 jul 2019 - 09:56

 Uma produção de cana que se mantém pouco acima das 600 milhões de toneladas de cana, uma produtividade abaixo de 80 toneladas por hectare e uma área plantada que dificilmente ultrapassa os 10 milhões de hectares. Segundo o banco holandês Rabobank, estes três indicadores deixam claro que a indústria de sucroenergética no Brasil está estagnada.

Porém, o estrategista global do banco para o açúcar, Andy Duff, aponta, em relatório, que os números médios não oferecem uma noção verídica do que acontece no setor. A aparente estagnação, na verdade, oculta a deterioração de empresas mais fracas, que estariam sendo numericamente compensadas pelo crescimento de companhias “mais robustas e competitivas”.

Com este cenário em mente, os bancos se tornam ainda mais seletivos na disponibilidade de crédito: os mais fortes financeiramente conseguem investir com taxas favoráveis, enquanto os mais fracos têm a aquisição de empréstimos restrita e a custos mais elevados.

Além disso, ainda conforme o relatório, as empresas em um bom patamar conseguem atuar com receitas elevadas e menores custos, permitindo investimentos de capital “substanciais” tanto nos canaviais quanto nas usinas, sustentando a produtividade e melhorando ainda mais suas margens.

No extremo oposto, as empresas em situações financeiras ruins geram um fluxo de caixa incapaz de cobrir o manejo e a renovação dos canaviais. “Como resultado, ao longo dos anos, a produtividade cai, adicionando mais pressão sobre as margens e inflando as dificuldades da companhia. É tudo muito óbvio”, declara Duff, que completa: “O detalhe menos óbvio é que esse processo não é linear”.

Confira, na versão completa, como funciona essa progressão e outros detalhes sobre a análise do banco holandês quanto às perspectivas financeiras do setor sucroenergético brasileiro.

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