Em uma análise envolvendo oito indicadores globais, Copersucar, Tereos Internacional, Adecoagro, Biosev e Santa Terezinha estão entre as empresas com melhor desempenho do setor de açúcar e etanol
Ter diversas usinas em atividade e uma grande capacidade de moagem não é exatamente uma garantia de que as companhias do setor de açúcar e etanol estejam empregando bem seus recursos e atingindo os melhores resultados.
Por meio de uma análise de desempenho que leva em consideração oito indicadores, os números consolidados de 2016 apontaram que grupos com uma a três usinas podem atingir resultados superiores na comparação com grandes companhias sucroenergéticas. Este ano, por exemplo, Iaco Agrícola e Usina São Manoel – com uma unidade cada – foram classificados como a quarta e a quinta melhores empresas do setor.
Contudo, o primeiro lugar entre as melhores empresas do setor de açúcar e etanol não ficou com um grupo de usinas, mas com uma trading.
Além do ranking geral de excelência, conheça também as 10 companhias com os melhores resultados em cada um dos oito critérios avaliados:
- Receita líquida
- Margem Ebitda
- Crescimento sustentável
- Rentabilidade
- Margem de atividade
- Liquidez corrente
- Giro do ativo
- Cobertura de juros
Ter diversas usinas em atividade e uma grande capacidade de moagem não é exatamente uma garantia de que as companhias do setor de açúcar e etanol estejam empregando bem seus recursos e atingindo os melhores resultados. Um exemplo disso é a análise de desempenho realizada anualmente pelo especial Valor 1000, do Valor Econômico.
Assim como já foi visto em anos anteriores, os números consolidados de 2016 apontaram que grupos com uma a três usinas podem atingir resultados superiores na comparação com grandes companhias sucroenergéticas. Este ano, por exemplo, Iaco Agrícola e Usina São Manoel – com uma unidade cada – foram classificados como a quarta e a quinta melhores empresas do setor segundo os oito critérios avaliados.
A Iaco Agrícola se destacou especialmente por possuir a maior margem Ebitda e a maior margem de atividade do setor, indicando uma operação altamente lucrativa. A Usina São Manoel – que havia sido a primeira colocada no ano anterior –, por sua vez, apareceu com bons resultados em vários dos critérios atualizados, como margem Ebitda, crescimento sustentável, margem de atividade, liquidez corrente e cobertura de juros.
Contudo, o primeiro lugar entre as melhores empresas do setor de açúcar e etanol não ficou com um grupo de usinas, mas com uma trading. A Copersucar, que atualmente comercializa a produção de 35 usinas, foi beneficiada especialmente pelo bom momento para a exportação de açúcar visto na safra 2016/17.
A companhia apresentou o segundo maior índice de rentabilidade do setor (40,6%), ficando atrás apenas da Usina Santa Fé (45,5%); e o maior giro do ativo, com 3,52 pontos. O primeiro indicador demonstra o quanto as empresas lucraram em relação a seus patrimônios líquidos, enquanto o segundo é referente à receita sobre o total dos ativos.
A Copersucar, contudo, se destacou principalmente por ter registrado a maior receita líquida do ano, com quase R$ 28,27 bilhões. O valor é 177% superior ao obtido pela segunda colocada nesse critério, a Tereos Internacional (R$ 10,2 bilhões).
Aliás, a Tereos Internacional, que controla sete usinas no país, também obteve a segunda posição na análise de crescimento sustentável, que mede a variação da receita líquida sobre o patrimônio ajustado, indicando planejamento e segurança nas estratégias adotadas. Nesse quesito, o primeiro colocado foi o grupo Da Mata. A Tereos ainda apresentou o sexto maior giro do ativo.
Outra companhia de destaque no ranking é a Biosev, braço sucroenergético da Louis Dreyfus Company (LDC). A empresa, que não figurava entre as 10 melhores empresas desde 2015, passou a ocupar a nona posição geral. Com 12 usinas no país, a Biosev apresentou a terceira maior receita líquida do setor (R$ 7,02 bilhões) e o 10º melhor giro do ativo.
Por fim, quem fecha o ranking é a Usina Santa Terezinha, que possui nove unidades. A empresa teve a sexta maior receita líquida do setor sucroenergético (R$ 2,62 bilhões), a oitava melhor margem Ebitda (49,3%) – indicando um bom desempenho operacional – e a oitava melhor cobertura de juros, um indicador que transmite tranquilidade sobre a capacidade da empresa de arcar com seus compromissos com empréstimos e financiamentos.

Raízen
Uma ausência marcante no ranking é a da Raízen, maior sucroenergética do país, com 24 usinas. Isso ocorre porque todas as companhias do grupo foram agrupadas e classificadas dentro do setor de Petróleo e Gás, pois elas incluem a atuação no setor de distribuição de combustíveis.
Dentro desse grupo, a Raízen ocupa a sexta posição, com 26,5 pontos na pontuação de excelência. Um resultado equivalente colocaria o grupo na oitava posição entre as companhias do setor de açúcar e etanol.
NovaCana DATA
Renata Bossle – NovaCana