Mais do que um grande volume de cana-de-açúcar, os produtores buscam por altos níveis de produtividade. Afinal, com um rendimento elevado, é possível diluir os custos fixos e garantir bons retornos.
Entretanto, a temporada 2024/25 foi marcada por desafios. Os incêndios e o calor intenso registrados nos principais estados produtores causaram um maior estresse hídrico nos canaviais, o que levou a uma queda de 10,8% na produtividade, para 78 toneladas por hectare, segundo dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
O instituto pondera que, apesar da retração anual, o montante de 2024/25 está 1,4 tonelada por hectare acima da média das últimas dez safras.
Já conforme os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução de 3% no indicador, com o rendimento dos canaviais em todo o Brasil saindo de 77,90 t/ha em 2023 para 75,58 t/ha no ano passado. Ainda assim, o resultado ficou acima das médias vistas em 2021 e 2022, de 71,77 t/ha e 73,44 t/ha, respectivamente.
A divergência nos números das duas entidades tem justificativas que vão além do período contabilizado. O IBGE coleta os dados junto às prefeituras de cada município do Brasil, então, também é somada a cana produzida para outros fins, como produção de melaço e aguardente. A base do CTC, por outro lado, considera apenas as sucroenergéticas do Centro-Sul.
No texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, confira análises e gráficos:
- Ranking das cidades com produtividade a partir de 85 t/ha
- Histórico das vinte cidades mais produtivas de 2024
- Rendimento das cinco maiores produtoras de cana-de-açúcar
- Evolução de rendimento dos seis principais estados produtores e a média nacional
- Os canaviais mais improdutivos do Brasil, por região
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