A presença estratégica da bioeletricidade é maior em alguns grupos e fica evidente nos resultados. No geral, ao longo dos seis primeiros meses de 2016, o que inclui o período de entressafra das usinas de cana-de-açúcar, a geração conseguiu se manter elevada
Grande aposta para o futuro do setor sucroenergético, a geração de eletricidade pelas usinas está conseguindo manter um ritmo de crescimento forte. Apesar de uma perspectiva inicial de preços baixos para o mercado spot, os valores voltaram a subir – motivados pela seca no Nordeste e pela elevação da projeção de carga – e empolgaram até mesmo os interessados no mercado de longo prazo.
Ao longo dos seis primeiros meses de 2016, o que inclui o período de entressafra das usinas de cana-de-açúcar, a geração conseguiu se manter elevada. Considerando apenas a produção das termelétricas movidas a essa biomassa, é possível ver uma tendência de geração maior para todo o ano.
A presença estratégica da bioeletricidade é maior em alguns grupos e fica evidente nos resultados.
Grande aposta para o futuro do setor sucroenergético, a geração de eletricidade pelas usinas está conseguindo manter um ritmo de crescimento forte. Apesar de uma perspectiva inicial de preços baixos para o mercado spot, os valores voltaram a subir – motivados pela seca no Nordeste e pela elevação da projeção de carga – e empolgaram até mesmo os interessados no mercado de longo prazo.
Ao longo dos seis primeiros meses de 2016, o que inclui o período de entressafra das usinas de cana-de-açúcar, a geração conseguiu se manter elevada. Considerando apenas a produção das termelétricas movidas a essa biomassa, é possível ver uma tendência de geração maior para todo o ano.
Em um resultado que deixa clara a antecipação do início da safra, março se destacou com a geração de 639 GWh, um crescimento de 86,5% em relação ao mesmo mês de 2015. Por sua vez, junho registrou um montante 12,3% inferior ao de 2015 devido principalmente às chuvas que afetaram a região de São Paulo, o estado com a maior produção de cana-de-açúcar do país.

Considerando a geração total do primeiro semestre deste ano, as usinas de cana-de-açúcar totalizaram 7,49 TWh, um valor 10% superior aos 6,81 TWh do primeiro semestre de 2015. Isso indica que o setor está conseguindo manter uma taxa de crescimento estável, uma vez que o aumento da cogeração entre o mesmo período de 2014 e 2015 foi semelhante, de 9,8%.

São Paulo manteve a liderança na geração, com 4,03 TWh durante o período – 13,4% a mais que o observado de janeiro a junho de 2015. Contudo, o estado com maior crescimento relativo da produção foi Mato Grosso do Sul, que ampliou a geração de 846,1 GWh para 1.033,4 GWh (+22,1%). Entre os seis principais estados na geração de eletricidade com bagaço de cana-de-açúcar, Alagoas foi o único a registrar uma queda (-37,6%).

Na sequência, os estados com maior cogeração no primeiro semestre de 2016 foram: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Alagoas, Pernambuco, Tocantins, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Sergipe, Pará, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Paraíba e Piauí.
Cogeração dos grupos sucroenergéticos e das usinas
Os maiores grupos sucroenergéticos com atuação no Brasil também tendem a ser os que mais se destacam na geração de energia elétrica. A Raízen, que é considerada a maior produtora de açúcar do mundo, inclusive, ocupa a liderança do setor na cogeração com 836,2 GWh no semestre.
Essa posição, contudo, é seguida de perto pela Odebrecht Agroindustrial, com 811,1 GWh – um aumento de 22,2% em relação ao observado no mesmo período do ano passado. Embora o grupo controle um número menor de usinas na comparação com a Raízen, a Odebrecht é a campeã na cogeração por unidade. O destaque fica por conta das usinas Santa Luzia e Conquista do Pontal, as duas que mais cogeraram entre janeiro e junho de 2016.

Considerando o resultado agrupado dos grupos, o terceiro lugar é ocupado pela Tereos Internacional (Grupo Guarani), com 330,8 GW.

De qualquer modo, a presença estratégica da bioeletricidade é maior em alguns grupos e fica evidente nos resultados.
A Odebrecht Agroindustrial possui oito de suas nove usinas nessa lista, incluindo a Unidade Eldorado que, no primeiro semestre de 2015, ocupava a 122ª posição. Já a Raízen, que possui 24 usinas – sendo que 13 delas registraram cogeração no período –, possui seis entre as 50 que mais geraram energia no último semestre.
Entre os grupos que mais ampliaram sua geração estão Renuka (+76%), Adecoagro (+66,8%), Noble Group (40,4%), Guarani (+35,2%) e Pedra Agroindustrial (+30,8%).
A São Martinho, por sua vez, apresentou uma ligeira queda de 1,1% na cogeração. Dentro do ranking das 15 maiores produtoras, Biosev (-7,7%), BP Biocombustíveis (-2,8%), Grupo Zilor (-13,7%) e Santa Terezinha (-1%) também registraram queda na produção de eletricidade.

A listagem completa das usinas de cana-de-açúcar que registraram geração de energia elétrica, assim como os dados agrupados por grupos, estados e totais, estão disponíveis em uma planilha interativa na plataforma NovaCana DATA.
Renata Bossle – NovaCana