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[Ranking] As 168 cidades com canaviais que renderam acima de 80 t/ha

Relação traz os canaviais mais produtivos do Brasil em 2021, segundo o IBGE

NovaCana 8 min de leitura

Em uma produção em larga escala, o rendimento faz toda a diferença. No setor sucroenergético, tanto canavieiros independentes quanto grandes empresas calculam o custo-benefício de seus canaviais a partir de quantas toneladas podem ser extraídas a cada hectare plantado.

Uma das principais metas de muitas companhias do setor é alcançar os “três dígitos” em seu rendimento médio, ou seja, ultrapassar as 100 toneladas por hectare. Este, entretanto, parece ser um sonho distante para a maioria, especialmente considerando a quebra vista na safra 2021/22, que afetou os resultados.

Segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) houve uma queda de 5,1% na produtividade média nacional, com 71,77 t/ha em 2021 contra os 75,6 t/ha do ano anterior. O resultado interrompe a relativa estabilidade vista nos últimos cinco anos, quando o índice ficou entre 74 t/ha e 75 t/ha. Na verdade, o valor até mesmo se aproxima de um dos piores resultados da série histórica, que atingiu 70,6 t/ha em 2014.

Considerando apenas munícipios que produziram mais de 300 mil toneladas de cana, o NovaCana elencou 168 cidades brasileiras que obtiveram mais de 80 t/ha de rendimento em 2021. No ano, apenas oito cidades ficaram acima de 100 t/ha.

Pelo segundo ano consecutivo, Juazeiro (BA) é a líder da relação, com um rendimento de 146,68 t/ha, uma leve queda de 3,3% ante as 151,71 t/ha vistas em 2020. A goianiense Jataí aparece novamente em segundo, mantendo o rendimento do ano anterior, com 120 t/ha.

O terceiro lugar ficou com Jaíba (MG), que registrou 115 t/ha, uma queda de 2,5% ante o resultado de 2020. Sua produção, por outro lado, cresceu 1,1% e totalizou 983,25 mil toneladas.

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No texto completo, exclusivo para assinantes, você encontra gráficos e análises com:

- Ranking das cidades com canaviais que renderam mais de 80 t/ha
- Histórico de rendimento das vinte cidades mais produtivas
- Evolução de rendimento do Brasil e dos principais estados produtores
- Os canaviais mais improdutivos do país, por região

Em uma produção em larga escala, o rendimento faz toda a diferença. No setor sucroenergético, tanto canavieiros independentes quanto grandes empresas calculam o custo-benefício de seus canaviais a partir de quantas toneladas podem ser extraídas a cada hectare plantado.

Uma das principais metas de muitas companhias do setor é alcançar os “três dígitos” em seu rendimento médio, ou seja, ultrapassar as 100 toneladas por hectare. Este, entretanto, parece ser um sonho distante para a maioria, especialmente considerando a quebra vista na safra 2021/22, que afetou os resultados.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), ao final da temporada, o rendimento médio dos canaviais da região Centro-Sul foi de 61,29 t/ha, uma retração anual de 3,5%; na safra anterior, o valor chegou a 63,53 t/ha.

Já os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam uma queda de 5,1% na média nacional, com 71,77 t/ha em 2021 contra os 75,6 t/ha do ano anterior. O instituto coleta as informações junto às prefeituras de cada município brasileiro, contabilizando também o cultivo de cana para outros fins, como a produção de melaço e aguardente.

O resultado interrompe a relativa estabilidade vista nos últimos cinco anos, quando o índice ficou entre 74 t/ha e 75 t/ha. Na verdade, o valor até mesmo se aproxima de um dos piores resultados da série histórica, que atingiu 70,6 t/ha em 2014.

As cidades campeãs em produtividade

Considerando apenas munícipios que produziram mais de 300 mil toneladas de cana, o NovaCana elencou 168 cidades brasileiras que obtiveram mais de 80 t/ha de rendimento em 2021. No ano, apenas oito cidades ficaram acima de 100 t/ha.

Do total, 117 cidades são de São Paulo, maior estado produtor e consumidor de etanol no país. Outras 20 são de Goiás; 13 de Minas Gerais; 11 do Paraná; e quatro do Mato Grosso do Sul. Bahia, Mato Grosso e Rio Grande do Norte aparecem com uma representante cada.

Pelo segundo ano consecutivo, Juazeiro (BA) é a líder da relação, com um rendimento de 146,68 t/ha, uma leve queda de 3,3% ante as 151,71 t/ha vistas em 2020. A goianiense Jataí aparece novamente em segundo, mantendo o rendimento do ano anterior, com 120 t/ha.

O terceiro lugar ficou com Jaíba (MG), que registrou 115 t/ha, uma queda de 2,5% ante o resultado de 2020. Sua produção, por outro lado, cresceu 1,1% e totalizou 983,25 mil toneladas.

Vargem Grande do Sul (SP) aparece na quarta colocação com uma produtividade em 106,66 t/ha, um aumento de 42,2%. No ano anterior, o município paulista ficou na 514ª posição do ranking, com 75 t/ha.

Outras quatro cidades de São Paulo dividiram a quinta posição, com um rendimento de 100 t/ha. Porto Ferreira e Pontalinda registraram acréscimos no índice, enquanto Leme e Boituva tiveram retrações em sua produtividade.

Entre 2020 e 2021, mais da metade da lista dos vinte municípios com os melhores rendimentos foi alterada, com onze cidades deixando o ranking. As três primeiras colocações foram as únicas que demonstraram estabilidade entre um ano e outro.

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Entre as novidades na lista das 20 mais produtivas estão: Vargem Grande do Sul (SP); Centenário do Sul (PR) com 92,33 t/ha; Andirá (PR) com 92,26 t/ha; Jandaia (GO) com 91,73 t/ha; e Manduri (SP) com 91 t/ha.

Chapadão do Céu (GO), que tinha ficado em quarto lugar em 2020, caiu para a 19ª posição, tendo registrado uma queda de 22,6% na produtividade de seus canaviais. Com um rendimento de 89 t/ha, a cidade goianiense ainda divide a colocação com outros dois municípios: Vicentinópolis (GO) e Santo Antônio da Platina (PR).

Além disso, cinco cidades que tiveram rendimentos acima de 95 t/ha em 2020 saíram da lista, contabilizando médias entre 66,5 t/ha – Itapura (SP) – e 85 t/ha – Nova Ponte (MG). Entre elas, ficaram Tapiratiba (SP), Uberlândia (MG) e São José da Bela Vista (SP).

Os dados completos sobre produtividade por estado e por município, assim como informações sobre área de cultivo, produção e preço médio da cana-de-açúcar estão disponíveis no NovaCana DATA.

Rendimento das cinco cidades com maior produção

As cidades com as maiores produções de cana-de-açúcar em 2021 ficaram mais uma vez longe do ranking de rendimento. Entre as cinco primeiras colocadas, as únicas que aparecem na lista atual são Barretos (SP), com uma produtividade de 83,24 t/ha, e Uberaba (MG), com 80,50 t/ha. Além disso, ambas tiveram retrações nas médias, de 1,9% e 1,8%, respectivamente.

O município mineiro foi o principal produtor de 2021, tendo registrado 8,61 milhões de toneladas de cana-de-açúcar colhidas. Barretos aparece logo na sequência, com 6,59 milhões de toneladas.

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Com uma produção de 5,99 milhões de toneladas, Quirinópolis (GO) apresentou um rendimento de 78,9 t/ha em 2021, queda anual de 4,3%. Enquanto isso, Rio Brilhante teve 77,39 t/ha, sendo o único município da lista que apresentou uma diferença positiva em seu rendimento, com alta anual de 0,7%.

Por fim, Morro Agudo (SP) viu sua produtividade cair 22,1%, para 60 t/ha. A cidade paulista produziu 5,94 milhões de toneladas no ano anterior.

Produtividade por estado

Os seis maiores estados produtores de cana do Brasil apresentaram quedas de rendimento em 2021. A ordem do ranking se manteve inalterada, mas apenas três unidades da federação registraram um índice de produtividade acima da média nacional, de 71,77 t/ha.

Pelo terceiro ano consecutivo, Goiás foi o estado que apresentou o melhor rendimento, com uma média de 77,72 t/ha. O valor representa uma retração de 4,7% ante as 81,57 t/ha vistas em 2020.

Em seguida, Mato Grosso teve uma queda de 1,3% em sua produtividade, o menor da lista, com 77,5 t/ha. São Paulo ficou em terceiro lugar com 74,14 t/ha e uma queda anual de 5,3%.

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A pior retração entre os seis principais produtores, 8,3%, foi em Minas Gerais, com rendimento de 71,52 t/ha. Mato Grosso do Sul, por sua vez, contabilizou uma produtividade de 70,22 t/ha, com queda de 2,3%. Por fim, o índice do Paraná ficou em 66,1 t/ha, uma queda anual de 6,2%.

Contabilizando todos os estados, o Distrito Federal ainda mantém o melhor rendimento entre todas as unidades da federação, com 85 t/ha, mesma média dos últimos quatro anos. Em 2021, a capital do país produziu 17,43 mil toneladas de cana em uma área de 205 hectares.

Na outra ponta da lista está Roraima, com 15,77 t/ha. Apesar de ter o pior rendimento pelo segundo ano seguido, o estado registrou um aumento de 37,7% em sua produtividade, que era 11,45 t/ha em 2020.

Nesta lista, a maior queda foi registrada pelo Amazonas, com 31%. A produtividade média do estado passou de 71,50 t/ha em 2020 para 49,35 t/ha no levantamento mais recente.

Os canaviais mais improdutivos

Considerando apenas municípios com produção acima de 300 mil toneladas em 2021, 57 cidades tiveram um rendimento abaixo de 60 t/ha – mesma quantidade do ano anterior.

Do total, 11 municípios eram do estado de Pernambuco. Alagoas e Paraná empataram com dez representantes cada.

Entre as dez cidades com os menores resultados em produtividade, oito eram da região Centro-Sul e duas do Norte-Nordeste.

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Com uma retração de 20,7%, o município de Itarumã (GO) teve o pior rendimento, com 35,29 t/ha. Ele foi seguido por Campos dos Goytacazes (RJ), com 40 t/ha (-9,7%), que repetiu a posição de 2020.

Em terceiro lugar ficou Icaraíma (PR), com 41,11 t/ha (-9,8%). Aparecida do Taboado (MS) e Aldeias Altas (MA) tiveram uma produtividade média de 42,71 t/ha e 42,12 t/ha, respectivamente.

Giully Regina – NovaCana

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