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Ranking traz as 100 cidades brasileiras que mais produziram cana-de-açúcar em 2019

Além de observar os dados de produção, o NovaCana cruzou a área das cidades com a dedicada à cultura a fim de verificar a representatividade da cana

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Na safra 2019/20, o setor sucroenergético registrou uma expansão da moagem e uma melhora na qualidade da matéria-prima. No Centro-Sul, por exemplo, o incremento na quantidade de cana moída em relação a 2018/19 foi de 3%.

Considerando o ano civil de 2019 (janeiro a dezembro) e o cultivo em todo o Brasil, a produção de cana chegou a 752,9 milhões de toneladas de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este valor representa certa estabilidade, já que houve um aumento de apenas 0,77% em relação a 2018.

O número diverge em quase 100 milhões de toneladas do volume divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o mesmo período, de 653,77 milhões. A discrepância ocorre porque os dados do ministério são obtidos com as usinas de açúcar e etanol, enquanto os do IBGE são passados pelas prefeituras das cidades e incluem cana para outros fins, como a produção de bebidas e melaço.

Conforme o instituto, dos 5.572 municípios brasileiros, 3.333 possuem cana-de-açúcar plantada em seu território, ou seja, quase 60%. Este levantamento é atualizado anualmente com os volumes produzidos em cada unidade da federação, os dados de área colhida e o valor pago pela cana.

Pelo terceiro ano consecutivo, Morro Agudo (SP) foi a cidade com a maior produção de cana. Desde o início da série histórica, em 2006, a cidade só não esteve na liderança em 2014, quando Uberaba (MG) foi a primeira, e em 2016, quando Rio Brilhante (MS) conseguiu a dianteira.

Em 2019, Morro Agudo produziu 7,62 milhões de toneladas de cana, 6,1% a menos que um ano antes. Tendo uma área de 138,81 mil hectares, 71,32% foram dedicados à cultura, ou 99 mil.

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O NovaCana ainda cruzou os dados de área plantada nas cidades brasileiras com suas áreas territoriais totais, também divulgadas pelo IBGE, para analisar a representatividade da cana em cada município.

Confira, na versão completa (para assinantes), gráficos e análises com:

- Ranking das 100 cidades que mais produziram cana
- Histórico da relação entre quantidade de cana produzida e área colhida
- Histórico das 20 cidades e dos seis estados que mais produziram cana-de-açúcar
- Representatividade da cana nos municípios brasileiros
- Quanto das cidades que mais produziram é cana

Na safra 2019/20, o setor sucroenergético registrou uma expansão da moagem e uma melhora na qualidade da matéria-prima. No Centro-Sul, por exemplo, o incremento na quantidade de cana moída em relação a 2018/19 foi de 3%.

Considerando o ano civil de 2019 (janeiro a dezembro) e o cultivo em todo o Brasil, a produção de cana chegou a 752,9 milhões de toneladas de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este valor representa certa estabilidade, já que houve um aumento de apenas 0,77% em relação a 2018.

O número diverge em quase 100 milhões de toneladas do volume divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o mesmo período, de 653,77 milhões. A discrepância ocorre porque os dados do ministério são obtidos com as usinas de açúcar e etanol, enquanto os do IBGE são passados pelas prefeituras das cidades e incluem cana para outros fins, como a produção de bebidas e melaço.

Conforme o instituto, dos 5.572 municípios brasileiros, 3.333 possuem cana-de-açúcar plantada em seu território, ou seja, quase 60%. Este levantamento é atualizado anualmente com os volumes produzidos em cada unidade da federação, os dados de área colhida e o valor pago pela cana.

As cidades com mais cana

Pelo terceiro ano consecutivo, Morro Agudo (SP) foi a cidade com a maior produção de cana. Desde o início da série histórica, em 2006, a cidade só não esteve na liderança em 2014, quando Uberaba (MG) foi a primeira, e em 2016, quando Rio Brilhante (MS) conseguiu a dianteira.

Em 2019, Morro Agudo produziu 7,62 milhões de toneladas de cana, 6,1% a menos que um ano antes. Tendo uma área de 138,81 mil hectares, 71,32% foram dedicados à cultura, ou 99 mil.

Já Uberaba obteve a segunda maior produção no período, com 6,8 milhões de toneladas. O município tem uma área total muito maior do que a primeira colocada no ranking, 452,4 mil hectares, mas ocupou apenas 18,55% dela com cana, 83,9 mil hectares. Além disso, a cidade ganhou uma posição em relação a 2018, quando ocupava o terceiro lugar, ainda que sua produção não tenha variado no período.

Já a terceira colocação de 2019 ficou com Nova Alvorada do Sul (MS), que estava em quarto lugar um ano antes. O município foi responsável por 6,52 milhões de toneladas de cana (+10%) colhidas de 83,90 mil hectares. Como a área da cidade é de 402,50 mil hectares, a cana ocupou 23,58% do total.

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A quarta colocação foi de Rio Brilhante (MS), que perdeu duas posições no comparativo anual. Na cidade, foram produzidas 6,33 milhões de toneladas, 19,44% a menos que em 2018. A cana correspondeu a 21,8% do território, com área plantada de 86,82 mil hectares. Sozinho, o município abriga três usinas: a Eldorado, da Atvos, a Passa Tempo e a Rio Brilhante, ambas da Biosev.

Na sequência, Quirinópolis (GO) manteve a posição de um ano antes, com a produção de 5,94 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 4,94% no mesmo comparativo. Os 70,96 mil hectares de cana plantada corresponderam a 18,73% do território total da cidade.

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Das 100 cidades que mais produziram cana em 2019, 49 tiveram aumento na produção, 24 não passaram por variação e 27 sofreram reduções.

A cidade com o maior aumento foi Diamantino (MT), tendo ampliado a produção em 166,16% e chegando às 2,23 milhões de toneladas produzidas no levantamento mais recente. Na outra ponta, o município com a maior redução, de 28,89%, foi Edéia (GO), tendo produzido 2,72 milhões em 2019 ante as 3,82 milhões de toneladas de um ano antes.

Dentre os 20 maiores produtores, as modificações foram pequenas de um ano para outro: os destaques ficaram com Denise (MT), que subiu da 21ª para 12ª colocação, enquanto Goiatuba (GO), que elencava a 16ª colocação em 2018, caiu para a 24ª em 2019 e Edéia caiu da 19ª para a 53ª posição.

Os estados com maior representatividade no ranking das 100 cidades com maior produção foram São Paulo (58), Goiás (13) e Minas Gerais (11). Além disso, municípios de Mato Grosso do Sul apareceram oito vezes e de Mato Grosso, seis. Tocantins, Paraná, Bahia e Alagoas apareceram com um município cada.

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Os dados completos sobre produção, por estado e por município, além de informações de área, rendimento e preço médio da cana-de-açúcar estão disponíveis no NovaCana DATA.

Mais da metade das cidades tem cana

Seguindo a tendência de estabilidade na moagem, a área colhida em todo o Brasil foi de 10,08 milhões de hectares em 2019, contra os 10,01 milhões de um ano antes. No comparativo com o território total, a área correspondeu a 1,18%, praticamente a mesma fatia de um ano antes – o recorde é de 1,22%, ocorrido em 2014.

Além disso, a relação entre a área colhida e a quantidade de cana moída, ou seja, o rendimento médio dos canaviais brasileiros, ficou em 74,68 toneladas por hectare. Isto representa um acréscimo de apenas 0,1% no comparativo com as 74,60 t/ha de um ano antes.

O rendimento também segue bem distante do recorde da série histórica: as 80,25 t/ha registradas em 2009. Por outro lado, os canaviais brasileiros já tiveram anos piores. Em 2014, a relação entre os indicadores foi de 70,62 t/ha.

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Considerando os desempenhos municipais, Areiópolis (SP) foi o que apresentou a maior área plantada em relação a sua área total: dos 8,60 milhões de hectares da cidade, 8 milhões foram de cana-de-açúcar, representando 93,12% – um ano antes, esta representatividade era de 81,48%.

No ranking de maiores produtores, a cidade ficou na 312ª posição, tendo cultivado 675,5 mil toneladas de cana em 2019. O rendimento foi de 84,44 t/ha, acima da média nacional, o que ainda representa uma melhora de 1,73% no comparativo com 2018. Além disso, a cidade aumentou em mil hectares sua área plantada, enquanto a produção teve uma ampliação de 16,27%.

Santa Lúcia e Orindiúva, ambas paulistas, vieram em seguida, com a cana correspondendo a 89,59% e 88,53% do território total das cidades, respectivamente. A primeira foi responsável por 1,03 milhão de toneladas no ano, ficando na 211ª posição do ranking nacional, enquanto a segunda gerou 1,53 milhão de toneladas, ficando em 138º. Santa Lúcia registrou a mesma moagem que um ano antes, enquanto Orindiúva teve um aumento de 2,93% no indicador.

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Em 2019, 16 cidades registraram que entre 70% e 80% de seus territórios foi dedicado para a cana; outras 35 ocuparam entre 60% e 70%; e 52 ficaram entre 50% e 60%. Além disso, 908 municípios têm de 1% a 50% das suas áreas dedicada para a cultura, enquanto 2.317 cidades possuem menos de 1% de cana.

Vale destacar que Dolcinópolis e Mirassolândia, ambas de São Paulo, foram retiradas da análise, já que apresentavam informações de área de cana discrepantes em relação ao seu território total.

Concentração da cana em seis estados

O estado que mais produziu cana-de-açúcar foi São Paulo, com 425,62 milhões de toneladas, volume que sofreu uma retração de 1,14% ante 2018. A quantia corresponde a 56,53% do total colhido em 2019. Além disso, sua cana foi proveniente de uma área de 5,51 milhões de hectares, de modo que o rendimento médio foi de 77,17 t/ha (-1,09%).

Em uma área de 946,97 mil hectares de cultivo, Goiás foi responsável por 75,32 milhões de toneladas de cana, com pequena retração de 0,55% no comparativo com um ano antes. O estado, responsável por 10% da produção total no país, teve uma produtividade um pouco maior que São Paulo, chegando a 79,53 t/ha. Ainda que este seja o melhor resultado dentre os dez maiores produtores, houve uma queda anual de 0,51%.

Com um volume de cana um pouco menor, Minas Gerais aparece em terceiro no ranking, já que contabilizou 72,97 milhões de toneladas da matéria-prima em 2019, 3,05% a mais que um ano antes. Sua produtividade média ficou em 77,35 t/ha (+0,27%) no resultado mais recente.

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Na sequência, Mato Grosso do Sul e Paraná foram responsáveis por 52,25 milhões e 41,66 milhões de toneladas, respectivamente. Os estados ocupam os quarto e quinto lugares no ranking desde 2016, quando inverteram suas posições.

Já Mato Grosso foi responsável por 23,32 milhões de toneladas, ficando na sexta posição do ranking.

Juntos, os dez maiores estados produtores representaram 97,3% da cana-de-açúcar brasileira em 2019, ou 732,56 milhões de toneladas. Além disso, nenhum destes mudou sua colocação no ranking em relação a um ano antes. Ainda assim, Mato Grosso e Alagoas tiveram os aumentos mais significativos em sua produção, de 14,12% e 11,73%, respectivamente.

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Além de São Paulo e Goiás, Pernambuco e Paraíba também tiveram retrações. O primeiro viu sua produção de cana cair 3,57%, ficando com 12,14 milhões de toneladas. Já o segundo teve uma diminuição de 0,32%, produzindo 5,43 milhões.

Considerando todas as unidades federativas, Maranhão e Espírito Santo trocaram de posição, com o estado capixaba perdendo uma colocação e ficando em 14º lugar em 2019. Além disso, o Amazonas saiu da 21ª colocação para a 24ª; Santa Catarina, da 22ª para a 21ª; Rondônia, da 23ª para a 22ª; e o Distrito Federal, da 24ª para a 23ª. A capital federal, aliás, teve o melhor rendimento, de 89 t/ha, enquanto o resultado mais baixo foi o de Roraima, com apenas 9,95 t/ha.

NovaCana DATA

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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