Com uma metodologia que despertou desconfianças, a Raízen fala sobre seu processo sem responder às contestaçõesA Raízen se manifestou pela primeira vez a respeito da classificação inédita para o etanol de melaço que busca aprovação.
A Raízen se manifestou pela primeira vez a respeito da classificação para o etanol de melaço que busca aprovar junto ao governo da Califórnia (EUA). A empresa confirmou que produzirá etanol exclusivamente a partir do melaço, subproduto da fabricação de açúcar na usina Costa Pinto.
Por meio de nota enviada ao portal NovaCana, a companhia informou que já há dois anos está em diálogo com o Conselho de Qualidade do Ar da Califórnia (California Air Resources Board -CARB) para construir uma metodologia para o cálculo da intensidade de carbono (CI, na sigla em inglês) do ciclo de vida do etanol feito "integralmente" a partir da matéria-prima alternativa.
"A metodologia foi realizada tomando como base dados da unidade Costa Pinto, planta da Raízen localizada em Piracicaba, que conta com 100% de mecanização, produz etanol integralmente a partir do melaço e realiza cogeração de energia elétrica a partir do bagaço. Com isso, de acordo com o modelo desenvolvido, a unidade tem capacidade para produzir etanol com uma intensidade de carbono de 14,93 gCO2e/MJ – índice recomendado pelo CARB", diz a nota.
O valor da intensidade de carbono proposto reduziria em cerca de quatro vezes e meia o CI atualmente atribuído ao etanol da Costa Pinto pelo CARB, que é de 66,40 gCO2e/MJ (veja as classificações e usinas autorizadas a exportar para a Califórnia).
A iniciativa foi recebida com desconfiança na consulta pública, iniciada em dezembro de 2013, e todos os comentários enviados contestam o cálculo proposto. A Odebrecht Agroindustrial classificou como um "mal-entendido" o valor para as emissões relacionadas à mudança no uso indireto da terra.
Já outros comentários consideraram não haver diferença entre o processo da Costa Pinto e outras usinas do centro-sul que habitualmente utilizam para a fabricação do biocombustível alguma proporção de melaço misturado ao caldo.
Segundo a documentação disponibilizada para consulta pública, o volume de produção médio da Costa Pinto é de 127 milhões de litros (33 milhões de galões) de etanol de melaço por ano, dos quais seriam exportados à Califórnia anualmente 30,2 milhões de litros.
Além de confirmar o uso exclusivo do melaço, a Raízen não rebateu as críticas e se limitou a afirmar que "investe constantemente em melhores práticas, desenvolvimento de novas tecnologias e soluções inovadoras para suas operações".
Ainda conforme a nota, o processo para aprovação do etanol de melaço está em consulta pública, aguardando deliberação final dos conselheiros da instituição, o que, conforme a empresa, deve ocorrer ao longo das próximas semanas.
Amanda SchArr – NovaCana
A Raízen se manifestou pela primeira vez a respeito da classificação para o etanol de melaço que busca aprovar junto ao governo da Califórnia (EUA). A empresa confirmou que produzirá etanol exclusivamente a partir do melaço, subproduto da fabricação de açúcar na usina Costa Pinto.
Por meio de nota enviada ao portal NovaCana, a companhia informou que já há dois anos está em diálogo com o Conselho de Qualidade do Ar da Califórnia (California Air Resources Board -CARB) para construir uma metodologia para o cálculo da intensidade de carbono (CI, na sigla em inglês) do ciclo de vida do etanol feito "integralmente" a partir da matéria-prima alternativa.
"A metodologia foi realizada tomando como base dados da unidade Costa Pinto, planta da Raízen localizada em Piracicaba, que conta com 100% de mecanização, produz etanol integralmente a partir do melaço e realiza cogeração de energia elétrica a partir do bagaço. Com isso, de acordo com o modelo desenvolvido, a unidade tem capacidade para produzir etanol com uma intensidade de carbono de 14,93 gCO2e/MJ – índice recomendado pelo CARB", diz a nota.
O valor da intensidade de carbono proposto reduziria em cerca de quatro vezes e meia o CI atualmente atribuído ao etanol da Costa Pinto pelo CARB, que é de 66,40 gCO2e/MJ (veja as classificações e usinas autorizadas a exportar para a Califórnia).
A iniciativa foi recebida com desconfiança na consulta pública, iniciada em dezembro de 2013, e todos os comentários enviados contestam o cálculo proposto. A Odebrecht Agroindustrial classificou como um "mal-entendido" o valor para as emissões relacionadas à mudança no uso indireto da terra.
Já outros comentários consideraram não haver diferença entre o processo da Costa Pinto e outras usinas do centro-sul que habitualmente utilizam para a fabricação do biocombustível alguma proporção de melaço misturado ao caldo.
Segundo a documentação disponibilizada para consulta pública, o volume de produção médio da Costa Pinto é de 127 milhões de litros (33 milhões de galões) de etanol de melaço por ano, dos quais seriam exportados à Califórnia anualmente 30,2 milhões de litros.
Além de confirmar o uso exclusivo do melaço, a Raízen não rebateu as críticas e se limitou a afirmar que "investe constantemente em melhores práticas, desenvolvimento de novas tecnologias e soluções inovadoras para suas operações".
Ainda conforme a nota, o processo para aprovação do etanol de melaço está em consulta pública, aguardando deliberação final dos conselheiros da instituição, o que, conforme a empresa, deve ocorrer ao longo das próximas semanas.
Amanda SchArr – NovaCana