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Raízen apresenta seus principais concorrentes no mercado de açúcar e etanol

raizen tanque 150914A concorrência no mercado “altamente fragmentado” e competitivo é uma das preocupações da maior produtora de etanol do mundo

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Em um documento enviado a investidores, a Raízen divulgou quem são e que fatia de mercado detém seus principais concorrentes no segmento de açúcar e etanol. 

Além de dar detalhes sobre o market share e a capacidade de moagem dos 10 principais players que atuam no Centro-Sul, a empresa também revelou sua visão em relação aos mercados altamente competitivos e fragmentados de açúcar e etanol.

Em um documento enviado a investidores no início do mês, a Raízen divulgou quem são e que fatia de mercado detém seus principais concorrentes no segmento de açúcar e etanol. As informações estão contidas num prospecto preliminar de distribuição pública de certificados recebíveis do agronegócio, os chamados CRAs. É nesta etapa que a empresa mostra a investidores os fatores que podem afetar negativamente a performance da companhia.

Citando dezenas de riscos que podem afetar os negócios sucroalcooleiros, o prospecto dedicou algumas páginas para avaliar a competição neste mercado.

Para a Raízen, os setores de açúcar e etanol são “altamente competitivos”. Na disputa pelo mercado internacional, a empresa nomeou quatro concorrentes: American Sugar Refining Group, Sudzucker Group, Tereos International e Shree Renuka Sugars. Mas destacou que também enfrenta concorrência de produtores internacionais localizados em mercados altamente regulados, como nos EUA e União Europeia.

No Brasil, a situação é um pouco diferente. Na visão da Raízen, além de competitivo, o setor sucroalcooleiro também é “altamente fragmentado”.

“No Brasil, os principais concorrentes da Raízen, são Louis Dreyfus Commodities - Santelisa Vale, Grupo Guarani, Bunge, Grupo Santa Terezinha, Grupo São Martinho, Carlos Lyra, Grupo Tercio Wanderley, Grupo Zilor, Grupo Oscar Figueiredo, Grupo Da Pedra e Grupo Irmaos Biagi”, informa o prospecto.

A participação da Copersucar na comercialização dos produtos de dezenas de usinas também foi destacada.

Embora mantenha a liderança nos segmentos de açúcar e etanol, “uma possível maior consolidação do mercado local pode levar a pressões competitivas ainda mais intensas”, alerta a Raízen.

Açúcar

O prospecto também mostra a visão da companhia a respeito dos mercados interno e global de açúcar. Quanto às vendas do adoçante no Brasil, os maiores competidores da Raízen são os produtores locais.

Já no mercado externo a competição “é muito intensa, com os preços globais sendo altamente influenciados pela produção em outras regiões do mundo, incluindo Índia, Tailândia, União Europeia, entre outros”, analisa.

Uma das possibilidades apontadas pela Raízen é a existência de produtores globais de açúcar com custos menores do que os dos produtores no Brasil, fato que pode “levar a pressões sobre os preços mundiais, reduzindo a rentabilidade deste segmento”.

Etanol

Quanto ao etanol, a Raízen considera que há “uma forte competição tanto interna quanto externamente com a produção de outros países, especialmente os Estados Unidos”.

Uma queda no preço do milho no mercado internacional, matéria-prima utilizada pelos Estados Unidos, o maior concorrente das usinas brasileiras no mercado externo, pode levar a “significativas reduções no preço do etanol americano, trazendo pressão de preço para o mercado brasileiro”.

Alterações na disponibilidade, qualidade e custo de fertilizantes, energia, água, produtos químicos, mão-de-obra e taxa de câmbio também podem influenciar a posição competitiva da Raízen, diz o documento.

A participação de mercado dos 10 principais players

Embora ocupe o primeiro lugar no ranking das empresas com o maior volume de moagem no país, a competitividade da Raízen é diluída quando considerada a participação dos principais grupos de açúcar e etanol.

É justamente esta fragmentação que preocupa a Raízen. Conforme ilustrado no gráfico abaixo, juntos, os 10 principais players do mercado representam cerca de 45% do volume de moagem do Centro-Sul.

graf raizen market-share

Formação de clusters

O prospecto também apresenta detalhes sobre algumas das vantagens competitividades da Raízen. A formação de clusters é uma delas, já que permite “uma maior eficiência logística e captura de sinergia nas operações das usinas”.

gra-raizen clusters

Na avaliação da empresa, a organização das atividades produtivas em aglomerações regionais é vantajosa, sobretudo em um mercado altamente segmentado, como o de açúcar e etanol.

O prospecto da empresa está disponível na íntegra aqui (.pdf).

Leonardo Siqueira – NovaCana

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