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Rabobank projeta superávit de 1,5 milhão de toneladas de açúcar na safra global 2021/22

Banco acredita que déficit de 2,8 milhões de toneladas em 2020/21 será seguido de excedente

NovaCana 6 min de leitura

Em relatório trimestral divulgado hoje, 22, o banco holandês Rabobank afirma esperar um superávit de 1,5 milhão de toneladas no balanço global de açúcar em 2021/22 (outubro a setembro). A entidade considera que os aumentos produtivos mais do que compensarão a retomada no consumo. “Esperam-se recuperações da produção na Tailândia, União Europeia e Austrália, bem como aumentos contínuos na Índia, China e Paquistão”, destaca.

Em relação à atual temporada, 2020/21, o banco estima um déficit de 2,8 milhões de toneladas ante o de 300 mil toneladas projetado em dezembro.

Segundo o Rabobank, a produção atual será inferior à demanda por conta de ajustes para baixo nas estimativas de fabricação do adoçante na União Europeia, na Rússia e na Tailândia, indicando ligeiro aperto nos estoques mundiais. Além disso, gargalos logísticos verificados na Ásia e no Brasil, entregas físicas de curto prazo apertadas e entrada de fundos no mercado também contribuíram para a projeção de um déficit maior.

Com isso, a expectativa é que os preços continuarão firmes, sendo negociados na ICE entre 15 e 15,5 centavos de dólar por libra-peso em 2021, mantendo os fluxos de exportação ativos. O banco destaca que os preços do açúcar bruto vêm oscilado recentemente após uma forte alta no início do ano. Depois de chegarem a quase 19 centavos de dólar por libra-peso em meados de fevereiro, os contratos com vencimento em maio estão em torno de 16 centavos de dólar por libra-peso.

Quanto ao consumo, o Rabobank espera um aumento de 1,4% em relação à temporada passada. No entanto, como não há previsão para o fim da pandemia de covid-19, o banco acredita ser possível que a retomada na demanda precise ser revisada para baixo.

Confira as perspectivas do banco para a safra brasileira 2021/22 no texto completo (exclusivo para assinantes).

Em relatório trimestral divulgado hoje, 22, o banco holandês Rabobank afirma esperar um superávit de 1,5 milhão de toneladas no balanço global de açúcar em 2021/22 (outubro a setembro). A entidade considera que os aumentos produtivos mais do que compensarão a retomada no consumo. “Esperam-se recuperações da produção na Tailândia, União Europeia e Austrália, bem como aumentos contínuos na Índia, China e Paquistão”, destaca.

Em relação à atual temporada, 2020/21, o banco estima um déficit de 2,8 milhões de toneladas ante o de 300 mil toneladas projetado em dezembro.

Segundo o Rabobank, a produção atual será inferior à demanda por conta de ajustes para baixo nas estimativas de fabricação do adoçante na União Europeia, na Rússia e na Tailândia, indicando ligeiro aperto nos estoques mundiais. Além disso, gargalos logísticos verificados na Ásia e no Brasil, entregas físicas de curto prazo apertadas e entrada de fundos no mercado também contribuíram para a projeção de um déficit maior.

Com isso, a expectativa é que os preços continuarão firmes, sendo negociados na ICE entre 15 e 15,5 centavos de dólar por libra-peso em 2021, mantendo os fluxos de exportação ativos. O banco destaca que os preços do açúcar bruto vêm oscilado recentemente após uma forte alta no início do ano. Depois de chegarem a quase 19 centavos de dólar por libra-peso em meados de fevereiro, os contratos com vencimento em maio estão em torno de 16 centavos de dólar por libra-peso.

Quanto ao consumo, o Rabobank espera um aumento de 1,4% em relação à temporada passada. No entanto, como não há previsão para o fim da pandemia de covid-19, o banco acredita ser possível que a retomada na demanda precise ser revisada para baixo.

A temporada 2019/20, segundo o banco, terminou com um pequeno excedente de 445 mil toneladas de açúcar.

A temporada brasileira

O relatório do Rabobank aponta que, na nova safra brasileira, que começa oficialmente em abril, o clima segue sendo uma preocupação. Considerando que as chuvas de fevereiro ficaram significativamente abaixo da média em muitas regiões com plantio de cana-de-açúcar, o banco estima uma moagem de 575 milhões de toneladas em 2021/22 no Centro-Sul, ante as 605 milhões de 2020/21.

O mix de produção, por sua vez, deve seguir voltado ao açúcar, assim como na temporada atual, com a fabricação estimada em 36 milhões de toneladas do adoçante. Além disso, a maior parte da exportação da commodity projetada já foi precificada em níveis atrativos de preços e de câmbio.

Ainda assim, o Rabobank observa que há desafios logísticos: “Atrasos na colheita e nas exportações de soja deste ano levantaram preocupações de que o fluxo dos envios de açúcar no início da temporada pudesse, como no ano passado, ser afetado por restrições logísticas”.

O relatório ainda alerta que as perspectivas robustas para os preços do petróleo e o real fraco sugerem que, se o mercado de etanol ficar apertado, a produção do biocombustível poderia se tornar vantajosa ante a de açúcar no segundo semestre de 2021. Há muitas incertezas, porém, quanto à sua competitividade, já que os preços do petróleo, o câmbio, a demanda local de combustível e até mesmo possíveis intervenções governamentais no mercado de combustíveis podem influenciá-la.

No atual cenário, os preços bem sustentados da gasolina permitiram que o etanol subisse para níveis muito elevados durante a entressafra de cana-de-açúcar, chegando a R$ 2,90 por litro, sem impostos. No entanto, de acordo com o relatório, a perspectiva é que o valor do renovável diminua à medida em que a moagem começar, em abril.

Além disso, o avanço da covid-19 no país também gera questionamentos em relação ao consumo. “Com grande parte do país sob medidas mais restritivas, já que a média diária de mortes por covid-19 atinge seu nível mais alto, a demanda por combustível pode cair nas próximas semanas”, completa o documento.

De acordo com o Rabobank, o quadro atual impôs uma dúvida aos produtores, que poderiam começar as operações mais cedo, em março, para capitalizar os altos preços atuais do etanol, ou atrasar o início da safra para meados de abril. A segunda opção dará à cana mais tempo para se desenvolver após as condições de seca dos últimos 12 meses, levando a um maior nível de produção.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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