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Rabobank prevê teto para o etanol hidratado em R$ 1,45/litro

usina-destilaria biosevCom a nova tributação que passará a incidir sobre os combustíveis no Brasil banco prevê espaço para alta de até nove centavos

- NovaCana - 3 min de leitura

Com a nova tributação que passará a incidir sobre os combustíveis no Brasil, o banco holandês Rabobank prevê espaço para uma alta de até nove centavos no preço do etanol hidratado, em relação ao valor praticado na última semana.

Veja a seguir os detalhes da expectativa do banco para o mercado de açúcar, etanol, as incertezas em relação ao clima e a política.

Com a nova tributação que passará a incidir sobre os combustíveis no Brasil, o banco holandês Rabobank prevê espaço para uma alta de até nove centavos no preço do etanol hidratado, em relação ao valor praticado na última semana no estado de São Paulo. A avaliação foi divulgada nesta quinta-feira (29) em relatório sobre as perspectivas de mercado para o agronegócio no primeiro trimestre de 2015.

Com a volta da cobrança da Cide sobre a gasolina e o aumento de Pis/Cofins, decretadas dia 29, o banco acredita que o teto da remuneração ao produtor de etanol seja de R$ 1,45 por litro de etanol hidratado.

Já sob a influência das medidas anunciadas pelo Ministro da Fazenda, com alta de 6,2% em relação à semana precedente, o indicador semanal Cepea-Esalq registrou o valor de R$ 1,36 para as operações realizadas entre 19 e 23 de janeiro, em São Paulo.

“A Petrobras não deu sinais de que pretende baixar os preços para compensar a elevação dos impostos. O aumento da gasolina na bomba deverá ser refletido no teto de preços para o etanol hidratado”, resume o relatório.

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 Atenção para o clima no campo e em Brasília

Apesar das medidas já sinalizarem positivamente para o horizonte da safra 2015/16, que inicia em abril, o banco chama atenção para a influência de dois fatores. Uma melhora para o setor ainda estaria à mercê de decisões do governo sobre “se a trajetória de preços domésticos da gasolina sofrerá ou não alterações frente à queda de preços internacionais de petróleo e seus derivados e se haverá ou não aumento na mistura de etanol anidro em gasolina C dos atuais 25% para 27,5%”.

Outro fator de incerteza é o clima. A incidência de chuvas será definitiva as condições da próxima temporada canavieira. Atualmente, diz o relatório, com precipitações abaixo da média nas tradicionais áreas produtoras do centro-sul, a perspectiva é de que o desenvolvimento do clima “em fevereiro e março será crítico”.

O maior impacto recairá sobre a commodity já que o mercado mundial se encaminha para o primeiro défice dos estoques após anos de excedente de açúcar. “Quanto menor o nível de chuvas acumulado nos próximos meses, mais provável será a reação do mercado internacional de açúcar”.

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 Açúcar

A desvalorização da moeda brasileira está criando oportunidades de compensar os baixos preços do açúcar no mercado internacional. O Rabobank acredita que para os próximos meses a situação de câmbio deve continuar oferecendo condições positivas aos contratos futuros.

“Apesar do baixo nível das cotações de futuros de açúcar para 2015/16, o enfraquecimento do real frente ao dólar criou oportunidades ao longo dos últimos meses para trava preços na faixa R$ 900/tonelada – R$ 1.000/tonelada (base FOB porto)”.

Por outro lado a análise do banco pondera que o mercado de açúcar continua pressionado devido à valorização do dólar, ao volume dos estoques mundiais e à posição líquida vendida dos fundos.

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Gráficos Rabobank

Amanda SchArr – NovaCana

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