Tendo iniciado há quase um mês, o ciclo global de açúcar 2025/26 deve encerrar superavitário. Na média dos 19 números coletados pelo NovaCana, o excedente será de 3,73 milhões de toneladas; se comparado com o levantamento anterior feito pelo portal, em maio, o volume de produção acima do consumo cresceu 40,2%. Naquele momento, a média das estimativas era de 2,66 milhões de toneladas.
Conforme o Itaú BBA, em relatório lançado no último dia 14, as produções da Índia e da Tailândia estão começando com “boas perspectivas”. O cenário se repete nos países da América Central, especialmente devido às chuvas.
“Essa materialização da produção irá ajustar o balanço global e indicar se o mercado mundial precisará de mais ou menos produto brasileiro. Os preços devem garantir que o Brasil produza menos açúcar do que nos anos de maximização”, aponta o documento. O banco espera um superávit de 1,7 milhão de toneladas em 2025/26.
Já os números da StoneX, divulgados ao final de setembro, indicam aumentos na maioria dos principais países produtores – com exceção de China, que deverá ter uma queda de 0,9%, e de União Europeia e Reino Unido, que deverão reduzir em 9,6%. A estimativa da empresa é que o superávit global seja de 2,77 milhões de toneladas.
“Dentre os principais motivadores, nota-se o crescimento produtivo nos três maiores fabricantes globais da commodity – Brasil, Índia e Tailândia – cujos excedentes exportáveis tendem a crescer em comunhão ao mercado superavitário, superando potenciais quedas em players como a União Europeia, Irã, Ucrânia e alguns países africanos”, detalha a StoneX.
Além disso, há empresas que visualizam um superávit ainda maior, como é o caso da Czarnikow. Em atualização divulgada no começo de outubro, a trading apontou um excedente de 7,4 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26. O valor é 1,2 milhão de toneladas superior à estimativa de agosto e seria o maior desde o ciclo 2017/18, caso se efetive.
Na versão completa, exclusiva para assinantes, você confere a visão de 19 empresas para o ciclo 2025/26, com análises sobre a produção em Índia, Brasil, União Europeia, Tailândia, entre outros, além de gráficos comparativos.
Empresas participantes:
- Abares
- Agroconsult
- BP Bioenergy
- BTG Pactual
- Citi
- Czarnikow
- Datagro
- ED&F Man
- FG/A
- Green Pool
- Hedgepoint
- ISO
- Itaú BBA
- Pecege
- Rabobank
- S&P Global
- Safras & Mercado
- StoneX
- Sucden
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