Esta é a última safra em que usinas Batatais e Lins divulgam resultado em conjunto; cisão aconteceu em março deste ano
Desde março, as usinas Batatais e Lins estão operando com administrações separadas – até então, ambas faziam parte do grupo Batatais. Desta forma, a safra 2019/20 representa a última temporada em que as duas unidades apresentaram seu balanço financeiro de forma agrupada.
No período, as companhias registraram um resultado líquido positivo de R$ 13,34 milhões. Ainda que distante dos R$ 240,52 milhões vistos em 2016/17, o desempenho representa uma recuperação ante o prejuízo de R$ 7,04 milhões visto na safra anterior.
O resultado foi possível após um crescimento de quase 95% no lucro bruto da companhia, que passou de R$ 119,08 milhões para R$ 231,98 milhões. Esta melhora, por sua vez, foi obtida por meio de um aumento nas receitas e uma redução nos custos.
No texto completo (exclusivo para assinante), leia mais sobre:
- Desempenho financeiro do grupo Batatais
- Evolução das receitas e custos da companhia
- Resultados individuais da usina
- Perfil das dívidas com empréstimos e financiamentos
Desde março, as usinas Batatais e Lins estão operando com administrações separadas – até então, ambas faziam parte do grupo Batatais. Desta forma, a safra 2019/20 representa a última temporada em que as duas unidades apresentaram seu balanço financeiro de forma agrupada.
No período, as companhias registraram um resultado líquido positivo de R$ 13,34 milhões. Ainda que distante dos R$ 240,52 milhões vistos em 2016/17, o desempenho representa uma recuperação ante o prejuízo de R$ 7,04 milhões visto na safra anterior.

O resultado foi possível após um crescimento de quase 95% no lucro bruto da companhia, que passou de R$ 119,08 milhões para R$ 231,98 milhões. Esta melhora, por sua vez, foi obtida por meio de um aumento nas receitas e uma redução nos custos.
Além disso, a sucroenergética também registrou ganhos no valor justo de seu ativo biológico (cana em pé). Enquanto a safra 2018/19 viu uma desvalorização de R$ 20,85 milhões, a temporada mais recente registrou uma variação positiva de R$ 16,24 milhões.

Especificamente, as receitas da companhia subiram 12,23% no período, de R$ 593,73 milhões para R$ 666,34 milhões. Ao mesmo tempo, os custos com os produtos vendidos caíram 0,71%, encerrando a temporada 2019/20 em R$ 450,6 milhões.
Para efeitos de comparação, é possível observar que os custos representavam o equivalente a 76,4% das receitas em 2018/19. Na temporada encerrada em março deste ano, este índice caiu para 67,6%, o que significa que houve uma melhora nas margens.

Ainda assim, o resultado líquido da companhia poderia ter sido melhor. Segundo os números apresentados, as variações cambiais levaram a uma perda de R$ 67,21 milhões na última safra. Este é o pior resultado obtido desde que a companhia passou a divulgar o valor, em 2015/16.
Ao longo de toda a série histórica, iniciada na temporada 2013/14, o grupo Batatais registrou ganhos com a variação cambial apenas em 2016/17, quando contabilizou R$ 20,88 milhões.

Desempenho da usina
Além de divulgar os resultados agrupados das unidades, a Batatais também deu início à apresentação dos números da nova estrutura da companhia – ou seja, sem considerar os resultados da usina Lins.
Segundo os valores apresentados, o resultado líquido da companhia em 2019/20 foi de R$ 21,66 milhões. Como o valor está 62,4% acima do desempenho agrupado, é possível deduzir que a usina Lins teve prejuízo na temporada. Os resultados individuais da unidade, entretanto, não foram divulgados.
Ainda de acordo com a divulgação da Batatais, a unidade teve uma receita líquida de R$ 487,48 milhões, com custos de produção de R$ 312,34 milhões. Ambos os valores representam em torno de 70% do obtido pelo grupo.
De acordo com comunicado enviado à imprensa em março, a Batatais registrou uma moagem de 4,16 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra. Para 2020/21, a perspectiva é um pouco menor, com 4,15 milhões de toneladas.
Perfil das dívidas
Embora o resultado do período tenha sido apresentado pela companhia de duas formas – com e sem a contabilização da unidade Lins –, a posição das dívidas da Batatais não foi dividida.
Segundo o balanço financeiro, ao longo da atual safra, a sucroenergética precisará lidar com o vencimento de R$ 182,38 milhões em empréstimos e financiamentos. O montante é 25,56% menor que o registrado um ano antes, quando a companhia possuía R$ 245 milhões em dívidas com vencimento no curto prazo.
Por sua vez, considerando empréstimos com vencimento acima de 12 meses, a posição em 31 de março trazia um acumulado de R$ 889,96 milhões. Na comparação com o registrado um ano antes, este valor representa uma diminuição de 14,35%.

Desta forma, considerando uma dívida total de R$ 1,07 bilhão com empréstimos e financiamentos, a Batatais contabilizou uma queda de 16,49% no comparativo entre a posição vista no encerramento das duas últimas temporadas.
Renata Bossle – NovaCana