Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 16 a 22 de novembro:

Os valores do etanol caíram em 12 estados e no Distrito Federal enquanto os da gasolina reduziram em oito unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em cinco estados
O preço do etanol hidratado subiu nas usinas paulistas, mato-grossenses e goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 354 cidades brasileiras, três a menos do que no período anterior
Entre 16 e 22 de novembro, os preços do etanol seguiram em elevação na média nacional e os da gasolina voltaram a subir. O biocombustível foi negociado a R$ 4,31 por litro, com ampliação de 0,5% ante os R$ 4,29/L da semana anterior. O seu concorrente fóssil, por sua vez, foi vendido a R$ 6,18/L, alta de 0,3%.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com isso, o valor do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor, ainda que esteja bem próximo ao limite. Conforme a ANP, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina foi de 69,7% na média nacional, superior aos 69,6% do período anterior.
Considerando as médias estaduais, o biocombustível é tido como competitivo em cinco estados.

De 17 a 21 de novembro, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,8554/L, aumento de 1,1% ante os R$ 2,8236/L da semana anterior. Já as usinas goianas e mato-grossenses passaram por altas de 2,2% e 1,2%, respectivamente. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação aos valores nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 354 cidades brasileiras, três a menos do que no anterior.
De acordo com a ANP, de 16 a 22 de novembro, os preços médios do etanol caíram em 12 estados e no Distrito Federal, aumentaram em 11 e ficaram estáveis em três. Já os da gasolina tiveram queda em oito unidades da federação, subiram em 11 e se mantiveram em oito.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível aumentou 0,2%, para R$ 4,11/L, enquanto o da gasolina ficou estável em R$ 6,03/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 68,2%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,66/L, com estabilidade. Já a gasolina caiu 0,5%, para R$ 6,36/L. Dessa forma, a relação entre os valores dos combustíveis foi de 73,3%, sem vantagem econômica para o consumo do renovável.
Por sua vez, em Minas Gerais, os preços do etanol tiveram elevação de 0,7%, para R$ 4,29/L, e os da gasolina aumentaram 0,3%, para R$ 6/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 71,5% do preço do combustível fóssil, também acima do limite da competitividade.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol subiu 1,6%, para R$ 4,42/L, enquanto o da gasolina caiu 0,3%, para R$ 6,32/L. Com isso, a relação entre os preços foi de 69,9%, no limite do que é considerado favorável ao etanol.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol ficou subiu 0,5%, para R$ 3,95/L – ainda assim, o menor valor dentre todos os estados e o único abaixo de R$ 4/L –, e o da gasolina ficou estável em R$ 5,94/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 66,5% do preço de seu concorrente fóssil, em um resultado economicamente favorável para o consumo do renovável e o mais competitivo do país.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,4% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol subiu 0,2%, para R$ 4,43/L, e o da gasolina aumentou 0,2%, para R$ 6,48/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Em 8 de agosto, a ANP anunciou que a liberação de recursos deve permitir que a amostragem chegue a até 417 localidades.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana