Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 9 a 15 de novembro:

Os valores do etanol caíram em 13 estados e os da gasolina reduziram em 12 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em quatro estados
O preço do etanol hidratado subiu nas usinas paulistas, mato-grossenses e goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 357 cidades brasileiras, 16 a mais do que no período anterior
Entre 9 e 15 de novembro, os preços do etanol seguiram em elevação na média nacional, mas os da gasolina voltaram a cair. O biocombustível foi negociado a R$ 4,29 por litro, com ampliação de 0,2% ante os R$ 4,28/L da semana anterior. O seu concorrente fóssil, por sua vez, foi vendido a R$ 6,16/L, queda de 0,2%.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com isso, o valor do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor, ainda que esteja bem próximo ao limite. Conforme a ANP, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina foi de 69,6% na média nacional, superior aos 69,4% do período anterior.
Considerando as médias estaduais, o biocombustível é tido como competitivo em quatro estados.

De 10 a 14 de novembro, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,8236/L, aumento de 0,9% ante os R$ 2,7997/L da semana anterior. Já as usinas goianas e mato-grossenses passaram por altas de 2,3% e 0,5%, respectivamente. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação aos valores nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 357 cidades brasileiras, 16 a mais do que no período anterior.
De acordo com a ANP, de 9 a 15 de novembro, os preços médios do etanol caíram em 13 estados, aumentaram em oito e ficaram estáveis em cinco e no Distrito Federal. Já os da gasolina tiveram queda em 12 unidades da federação, subiram em seis e se mantiveram em nove.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível aumentou 0,2%, para R$ 4,10/L, enquanto o da gasolina ficou estável em R$ 6,03/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 68%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,66/L, queda de 0,4%. Já a gasolina se estabilizou em R$ 6,39/L. Dessa forma, a relação entre os valores dos combustíveis foi de 72,9%, sem vantagem econômica para o consumo do renovável.
Por sua vez, em Minas Gerais, os preços do etanol tiveram elevação de 0,5%, para R$ 4,26/L, e os da gasolina baixaram 0,2%, para R$ 5,98/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 71,2% do preço do combustível fóssil, também acima do limite da competitividade.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol ampliou 0,2%, para R$ 4,35/L, enquanto o da gasolina caiu 0,3%, para R$ 6,30/L. Com isso, a relação entre os preços foi de 69%, considerada favorável ao etanol.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol ficou subiu 0,5%, para R$ 3,93/L – ainda assim, o menor valor dentre todos os estados e o único abaixo de R$ 4/L –, e o da gasolina aumentou em 0,2%, para R$ 5,94/L. Com isso, o valor do biocombustível correspondeu a 66,2% do preço de seu concorrente fóssil, em um resultado economicamente favorável para o consumo do renovável e o mais competitivo do país.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,3% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol e o da gasolina ficaram estáveis, em R$ 4,42/L e R$ 6,47/L, respectivamente.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Em 8 de agosto, a ANP anunciou que a liberação de recursos deve permitir que a amostragem chegue a até 417 localidades.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana