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CBio flutua por intervenção do governo e não por dinâmicas de mercado, diz professor

Para Márcio Thomé, da PUC-Rio, é saudável analisar e questionar o programa, desde que visando uma transição energética com mais sustentabilidade

NovaCana 11 min de leitura

O impacto do RenovaBio sobre os preços dos combustíveis sempre foi um ponto crucial para o programa de incentivo ao uso de renováveis. Em 2018, quando a política pública ainda estava sendo desenhada, o Ministério de Minas e Energia (MME) estimou que, em um horizonte de dez anos – ou seja, em 2028 –, o preço da gasolina C chegaria a cair, ainda que apenas 0,01%.

Por enquanto, esta redução ainda não foi registrada. Um estudo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) encomendado pela Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (Brasilcom) e divulgado em dezembro de 2023, calculou, pelo contrário, um aumento médio de R$ 0,12 por litro de gasolina nos postos. No caso do diesel, a alta foi de R$ 0,14/L.

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