O Ministério de Minas e Energia (MME) finalizou ontem o que talvez seja o ponto mais importante do RenovaBio: as metas do programa até 2028. Mas não só isso. Uma apresentação do MME mostrou que está finalizado o modelo preliminar do RenovaBio estabelecendo os cenários, premissas e impactos do programa.
A apresentação, com 30 slides, é uma das mais completas e detalhadas sobre como o governo está imaginando que o programa vai se desenvolver.
O ponto de destaque, que determinará todo o funcionamento, é a meta proposta. Segundo o modelo a Intensidade de Carbono (IC) deve cair 7% em relação a 2017, passando de 74,25 gCO2/MJ para 68,97 gCO2/MJ. É com base nesse valor que será estabelecido o mercado de créditos de descarbonização (CBios).
O resultado dessa meta é um crescimento de 19,38% nas emissões da matriz de biocombustíveis em comparação com 2018. Esse número pode parecer contraditório, mas ele é o resultado esperado do RenovaBio, de acordo com estabelecido na quarta reunião do Comitê RenovaBio, realizada ontem (25).
Mais especificamente, o número é referente a uma emissão de 345 milhões de toneladas de carbono equivalente na matriz nacional de combustíveis. Apesar de representar um aumento, ele corresponde a uma mitigação de 80 milhões de toneladas, uma vez que um crescimento constante das emissões – ou seja, um cenário sem o RenovaBio – alcançaria um total de 425 milhões de toneladas de carbono.
O documento completo e os detalhes a seguir:
- Impacto nos preços dos combustíveis
- Evolução da demanda por combustível
- Aspectos da concorrência entre biocombustíveis
- Perspectiva de preço dos CBios
- Metas de aquisição de CBios
- Valor de mercado total dos CBios
- Taxa de adoção do programa entre produtores
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