Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE recuaram mais de 2% nesta segunda-feira, sofrendo um revés após os ganhos acentuados da semana passada, que haviam levado o adoçante a uma máxima de seis semanas.
O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,43 centavo de dólar, ou 2,6%, a 16,29 centavos de dólar por libra-peso. O primeiro contrato chegou a atingir a marca de 16,80 centavos na sexta-feira, maior nível desde 26 de fevereiro.
Operadores disseram que houve uma dose de realização de lucros na sessão desta segunda, após a recente alta guiada pelas compras por fundos frente ao cenário de perspectivas menores para as safras da União Europeia e do centro-sul do Brasil.
“Nós tivemos mais tempo para avaliar os resultados das geadas nas áreas sul e central do cinturão da beterraba na UE; as geadas mataram muitas das plantas recém-germinadas e deixaram os agricultores com uma escolha difícil –replantar ou não”, disse Robin Shaw, analista da Marex Spectron, em nota.

O açúcar branco para agosto recuou 9,30 dólares, ou 2,0%, para 454,00 dólares a tonelada.
O consumo de açúcar na Índia durante a época de pico de demanda deve cair pelo segundo ano consecutivo, depois que vários Estados impuseram restrições para conter o aumento no número de casos de covid-19.
Marcelo Teixeira e Nigel Hunt