Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE atingiram uma máxima de seis semanas nesta sexta-feira, aproximando-se dos 17 centavos de dólar por libra-peso, uma vez que o apetite por ativos de risco – como o adoçante – aumentou após dados econômicos positivos dos Estados Unidos e China, com temores relacionados à oferta também dando suporte às cotações.
O contrato maio do açúcar bruto fechou em alta de 0,34 centavo de dólar, ou 2,1%, a 16,72 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento acumulou alta de mais de 8,2% na semana.
O adoçante tem sido apoiado por um cenário econômico mais positivo, além de temores de que a produção de açúcar do Brasil enfrente dificuldades para atingir a marca de 36 milhões de toneladas projetada anteriormente.

Operadores alertaram, no entanto, que o rali é amplamente baseado no entusiasmo do mercado, já que os temores com a safra do Brasil já circulam por algum tempo e o mercado possui ofertas suficientes partindo da Índia.
O açúcar branco para agosto avançou 6,90 dólares, ou 1,5%, para 463,30 dólares a tonelada.
Um total de 129.150 toneladas de açúcar bruto foi negociado frente ao contrato maio na ICE, mostraram dados da bolsa.
Especuladores elevaram a posição comprada líquida em açúcar na ICE em 16.977 contratos, para 117.737, na semana até 13 de abril, segundo dados da CFTC.
A agência estatal do Paquistão (TCP, na sigla em inglês) abriu uma licitação internacional para a compra de 50 mil toneladas de açúcar branco, disseram operadores europeus.
Maytaal Angel e Jessica Resnick-Ault