Resultados apresentados pela Petrobras mostram que a sua produção de biocombustíveis continua gerando um prejuízo cada vez maiorOs primeiros três meses de 2013 seguiram o roteiro costumaz de prejuízo crescente para a Petrobras Biocombustível (PBio).
Nesta notícia:
- O prejuízo líquido e operacional da PBio
- As justificativas para as perdas com etanol e biodiesel
- O resultado geral e destaques
Os primeiros três meses de 2013 seguiram o roteiro costumaz de prejuízo crescente para a Petrobras Biocombustível (PBio). De acordo com os resultados do primeiro trimestre, apresentados nesta semana pela Petrobras, os biocombustíveis geraram um prejuízo líquido de R$ 48 milhões de reais à empresa, valor 182% maior do que o do último trimestre do ano passado. Já em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento não foi tão elevado, mas cresceu 9%.
A justificativa para a estatal seguir acumulando cada vez mais prejuízo, foi a mesma para as comparações entre os dois períodos. Segundo o relatório divulgado, as investidas no setor de etanol tiveram resultados positivos devido ao aumento de 11% nos preços médios. Contudo, eles não foram suficientes para compensar totalmente a queda nos preços praticados nos leilões de biodiesel e, consequentemente, nas margens brutas das operações de biodiesel nas usinas próprias.
O resultado operacional, que considera apenas o que foi gasto para produzir os biocombustíveis e o seu preço de venda, excluindo as participações da PBio e os créditos de imposto, alcançou um prejuízo de R$ 67 milhões, ante a perda de R$ 51 milhões no primeiro e R$ 49 milhões no último trimestre do ano passado.
Entre os destaques do relatório está o aumento de preço da gasolina, que contribuiu "para a redução da defasagem dos derivados vendidos no Brasil em relação à paridade internacional". A própria empresa deu assim subsídios para que o setor de etanol continue cobrando reajustes nos preços da gasolina e o fim dos subsídios ao combustível fóssil.
Ao comentar o aumento no volume de vendas da gasolina, a Petrobras também confirma a desvantagem do preço do biocombustível na maioria dos estados, dizendo que este foi um dos motivos para a ampliação de 6% nas vendas.
Vivian Faria – NovaCana
![]() |
- O prejuízo líquido e operacional da PBio
- As justificativas para as perdas com etanol e biodiesel
- O resultado geral e destaques
Os primeiros três meses de 2013 seguiram o roteiro costumaz de prejuízo crescente para a Petrobras Biocombustível (PBio). De acordo com os resultados do primeiro trimestre, apresentados nesta semana pela Petrobras, os biocombustíveis geraram um prejuízo líquido de R$ 48 milhões de reais à empresa, valor 182% maior do que o do último trimestre do ano passado. Já em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento não foi tão elevado, mas cresceu 9%.
A justificativa para a estatal seguir acumulando cada vez mais prejuízo, foi a mesma para as comparações entre os dois períodos. Segundo o relatório divulgado, as investidas no setor de etanol tiveram resultados positivos devido ao aumento de 11% nos preços médios. Contudo, eles não foram suficientes para compensar totalmente a queda nos preços praticados nos leilões de biodiesel e, consequentemente, nas margens brutas das operações de biodiesel nas usinas próprias.
O resultado operacional, que considera apenas o que foi gasto para produzir os biocombustíveis e o seu preço de venda, excluindo as participações da PBio e os créditos de imposto, alcançou um prejuízo de R$ 67 milhões, ante a perda de R$ 51 milhões no primeiro e R$ 49 milhões no último trimestre do ano passado.
Resultado geral e destaques
O lucro líquido total da Petrobras no primeiro trimestre foi de R$ 7,693 bilhões, valor um pouco abaixo dos R$ 7,747 bilhões do quarto trimestre de 2012. Em comparação com os R$ 9,214 bilhões obtidos no mesmo período de do ano passado, a diminuição foi de 16,5%.Entre os destaques do relatório está o aumento de preço da gasolina, que contribuiu "para a redução da defasagem dos derivados vendidos no Brasil em relação à paridade internacional". A própria empresa deu assim subsídios para que o setor de etanol continue cobrando reajustes nos preços da gasolina e o fim dos subsídios ao combustível fóssil.
Ao comentar o aumento no volume de vendas da gasolina, a Petrobras também confirma a desvantagem do preço do biocombustível na maioria dos estados, dizendo que este foi um dos motivos para a ampliação de 6% nas vendas.
Vivian Faria – NovaCana