Aumentos gradativos nos lucros e uma diminuição da dívida com empréstimos e financiamentos têm feito parte dos mais recentes resultados financeiros do Grupo Pedra Agroindustrial
Aumentos gradativos nos lucros e uma diminuição da dívida com empréstimos e financiamentos têm feito parte dos mais recentes resultados financeiros do Grupo Pedra Agroindustrial – apesar do ‘escorregão’ registrado em 2014/15. De propriedade da família Biagi, a companhia tem quatro usinas em São Paulo, totalizando uma capacidade de moagem superior a 10,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra.
No ciclo 2016/17, encerrado em 31 de março deste ano, o Grupo Pedra Agroindustrial registrou um lucro de R$ 184,67 milhões, um crescimento de 90,2% em relação ao resultado de 2015/16. O número vem acompanhado de diversos indicadores positivos, como um crescimento dos resultados operacionais e, consequentemente, do lucro bruto, além da redução das dívidas.
Os destaques do resultado no texto e gráficos exclusivos a seguir.
Aumentos gradativos nos lucros e uma diminuição da dívida com empréstimos e financiamentos têm feito parte dos mais recentes resultados financeiros do Grupo Pedra Agroindustrial – apesar do ‘escorregão’ registrado em 2014/15. De propriedade da família Biagi, a companhia tem quatro usinas em São Paulo, totalizando uma capacidade de moagem superior a 10,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra.
No ciclo 2016/17, encerrado em 31 de março deste ano, o Grupo Pedra Agroindustrial registrou um lucro de R$ 184,67 milhões, um crescimento de 90,2% em relação ao resultado de 2015/16. O número vem acompanhado de diversos indicadores positivos, como um crescimento dos resultados operacionais e, consequentemente, do lucro bruto, além da redução das dívidas.

As receitas, especificamente, cresceram 23,13% na comparação com a safra anterior, chegando a R$ 1,58 bilhão. Esse aumento foi mais acelerado que o dos custos dos produtos vendidos, que ficou em R$ 1,15 bilhão (+16,98%).

Com essa melhora nos indicadores operacionais, o lucro bruto do grupo também cresceu. Nesse caso, o aumento foi de 14,36%, indo para R$ 409,81 milhões ante os R$ 358,35 milhões de 2015/16.

O resultado, contudo, poderia ter sido mais positivo: a Pedra Agroindustrial registrou uma grande variação do valor justo de seu ativo biológico (cana em pé). Em 2015/16, a contabilização acrescentou R$ 60,49 milhões ao balanço financeiro da companhia. Já em 2016/17, houve uma perda de R$ 17,48 milhões.
Perfil da dívida e alavancagem
Além da melhora nos resultados financeiros da safra, o grupo também registrou uma queda em suas dívidas com empréstimos e financiamentos. Em 31 de março de 2016, elas somavam R$ 608,7 milhões – um ano depois, o valor era de R$ 476,68 milhões (-21,69%).

As dívidas dessa modalidade com vencimento em até 12 meses também viram uma redução – dessa vez, de 33,05%. Em 31 de março de 2017, os empréstimos e financiamentos comprometidos no curto-prazo somavam R$ 147,43 milhões. Em 2016, esse número era de R$ 220,2 milhões.

Essa queda nas dívidas e a melhora nos indicadores operacionais (desconsiderando juros, impostos, depreciação e amortização) fizeram com que a alavancagem do Grupo Pedra Agroindustrial também caísse. Esse índice – que chegou a 19,12 vezes em 2014/15 – ficou em 3,88 vezes em 2016/17 (queda anual de 38,7%).

Renata Bossle – NovaCana