Sucroenergética também apresentou crescimento de 92,58% no lucro bruto, com R$ R$ 740,68 milhões
A safra 2020/21 trouxe bons resultados para a Pedra Agroindustrial, que atingiu um lucro líquido de RS 407,56 milhões, o maior da série histórica iniciada em 2012/13. Em comparação com o período anterior, quando obteve R$ 137,38 milhões, a sucroenergética contabilizou um crescimento de 196,7%.
A companhia, que possui três unidades em operação – Pedra, em Serrana (SP); Buriti, em Buritizal (SP); e Ipê, em Nova Independência (SP) –, tinha como valor mais alto registrado até então o lucro de R$ 184,67 milhões visto em 2016/17.
De acordo com a companhia, a sucroenergética processa mais de 11 milhões de toneladas de cana por safra, produzindo em torno de 674 milhões de litros de etanol, sete milhões de sacas de açúcar e energia suficiente para suprir uma população de 500 mil habitantes.
A Pedra Agroindustrial não registra prejuízo desde a safra 2012/13, quando teve um déficit de R$ 24,61 milhões. Os lucros da empresa vêm crescendo desde o ciclo de 2018/19, ocasião em que houve recuperação após uma queda de 80,1% ocorrida no ano anterior.
Confira na reportagem completa, exclusiva para assinantes:
- Resultados líquidos anuais da Pedra Agroindustrial
- Relação entre receitas e custos
- Lucro bruto dos últimos anos
- Dívida atual da empresa
A safra 2020/21 trouxe bons resultados para a Pedra Agroindustrial, que atingiu um lucro líquido de RS 407,56 milhões, o maior da série histórica iniciada em 2012/13. Em comparação com o período anterior, quando obteve R$ 137,38 milhões, a sucroenergética contabilizou um crescimento de 196,7%.
A companhia, que possui três unidades em operação – Pedra, em Serrana (SP); Buriti, em Buritizal (SP); e Ipê, em Nova Independência (SP) –, tinha como valor mais alto registrado até então o lucro de R$ 184,67 milhões visto em 2016/17.
De acordo com a companhia, a sucroenergética processa mais de 11 milhões de toneladas de cana por safra, produzindo em torno de 674 milhões de litros de etanol, sete milhões de sacas de açúcar e energia suficiente para suprir uma população de 500 mil habitantes.

A Pedra Agroindustrial não registra prejuízo desde a safra 2012/13, quando teve um déficit de R$ 24,61 milhões. Os lucros da empresa vêm crescendo desde o ciclo de 2018/19, ocasião em que houve recuperação após uma queda de 80,1% ocorrida no ano anterior.
Desempenho operacional
Pelo segundo ano consecutivo, a Pedra Agroindustrial contabilizou um crescimento no seu lucro bruto. Na safra 2020/21, ela obteve o maior aumento do valor, tendo uma alta de 92,58% ante a safra anterior, passando de R$ R$ 384,61 milhões para R$ 740,68 milhões.

A receita operacional líquida também registrou crescimento no último ciclo, saltando de R$ 1,82 bilhão para R$ 2,29 bilhões, o que representa um avanço de 26,3% ante 2019/20. Já os custos com produtos também aumentaram, mas a uma taxa menor, tendo uma variação de 19,5% e saindo dos R$ 1,39 bilhão do ano anterior para R$ 1,66 bilhão.
Com isso, a relação entre custos e receitas teve uma melhora pelo segundo ano consecutivo, caindo de 76,7% para 72,5% – neste indicador quanto mais baixo o valor, melhor é o desemprenho da sucroenergética. O melhor resultado da série histórica até então era o de 2016/17, quando a empresa alcançou 72,9%; já o pior foi em 2018/19, com 85,4%.

Além do melhor desempenho operacional, outro fator levou ao melhor resultado bruto: a sucroenergética contabilizou um aumento de R$ 110,41 milhões no valor justo de seu ativo biológico (cana em pé) em 2020/21. Na safra anterior, a empresa viu uma desvalorização de R$ 39,08 milhões.
Perfil da dívida
Como demonstra o balanço financeiro, a dívida da Pedra Agroindustrial com empréstimos e financiamentos era de R$ 1,04 bilhão no dia 31 de março deste ano. O valor representa uma pequena queda de 1,7% ante o valor visto ao final do período anterior, de R$ 1,06 bilhão.
Deste valor bruto, R$ 262,68 milhões correspondem a débitos com vencimento ao longo da safra 2021/22. Neste caso, embora a dívida total tenha caído, a posição teve um crescimento de 81,2% quando comparada ao total comprometido com débitos de curto prazo no ano anterior, de R$ 161,50 milhões.

Já o valor das dívidas com vencimento em médio e longo prazo teve uma queda de 16,7% na comparação anual, indo de R$ 894,78 milhões para R$ 745,46 milhões em 31 de março de 2021.
A empresa vinha registrando crescimento no seu endividamento total desde 31 de março de 2018, tendo sua primeira queda em quatro anos. O menor valor de endividamento na série histórica é de R$ 476,68 milhões, referente à posição no encerramento da safra 2016/17.
Lucas Vasconcelos – NovaCana