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Os números do sistema de mudas pré-brotadas da São Martinho

MPB minirrebolos 090115A Usina São Martinho aposta na produção de mudas de cana-de-açúcar com seu próprio sistema de mudas pré-brotadas (MPB).

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A Usina São Martinho, um dos maiores grupos do país, com capacidade de moagem superior a 18 milhões de toneladas, aposta na produção de mudas de cana-de-açúcar com seu próprio sistema de mudas pré-brotadas (MPB).

Com uma biofábrica própria e seguindo os passos do processo de produção de mudas desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC), o grupo conseguiu alcançar o que muitos produtores e viveiristas almejam: um custo de produção competitivo e um pay back relativamente rápido.

Direcionada, inicialmente, a aumentar a eficiência e os ganhos econômicos na implantação de viveiros e no replantio de áreas comerciais, a São Martinho vê no sistema diferentes possibilidades.

A Usina São Martinho, um dos maiores grupos do país, com capacidade de moagem superior a 18 milhões de toneladas, aposta na produção de mudas de cana-de-açúcar com seu próprio sistema de mudas pré-brotadas (MPB).

Com uma biofábrica própria e seguindo os passos do processo de produção de mudas desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC), o grupo conseguiu alcançar o que muitos produtores e viveiristas almejam: um custo de produção competitivo e um pay back relativamente rápido.

Direcionada, inicialmente, a aumentar a eficiência e os ganhos econômicos na implantação de viveiros e no replantio de áreas comerciais, a São Martinho vê no sistema diferentes possibilidades, como o plantio comercial, a formação de viveiros primários sadios, a formação de ruas mães de meiosi e a revitalização de soqueiras falhadas.

O investimento requer, basicamente, uma estrutura física com estufas, escritório e sistemas para funcionamento, tubetes, bandejas e caixas plásticas.

Para montar sua unidade de produção de MPBs, inaugurada em novembro do ano passado, o grupo investiu R$ 4,6 milhões. Com um pay back de 3,5 anos, o retorno do projeto é estimado em R$ 1,5 milhão ao ano.

A tabela abaixo ilustra os ganhos do MPB em relação ao plantio convencional mecanizado.

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Como benefícios do sistema, o grupo aponta um ganho de área maior e uma sobra de cana, que agora pode ser destinada à moagem. “[Com o MPB, há uma] menor necessidade de área de mudas devido à maior taxa de multiplicação”, esclarece a produtora de açúcar e etanol em um documento que detalhe os investimentos feitos no projeto.

Só com a sobra dos entrenós, que agora podem ser destinados à moagem, a São Martinho estima ganhos de 750 toneladas.

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Custo de produção competitivo

Embora a tecnologia MPB tenha sido amplamente difundida no setor, viveiristas e produtores ainda esbarram no fator custo de produção.

Em redes sociais o método tem sido alvo de discussões. O gerente de uma consultoria em projetos agropecuários chegou a argumentar que o preço por muda no MPB pode ultrapassar R$ 0,50.

Na São Martinho, o custo de produção das mudas é de R$ 0,14. Boa parte destes gastos, considerados pelo grupo como “custos diretos” - cerca de 59% - têm a ver com a mão de obra, enquanto que os insumos necessários para iniciar o sistema de produção de MPBs respondem por 39% dos custos estimados.

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Com uma capacidade de produção de 7,5 milhões de mudas e potencial para produzir nos próximos 12 meses até 12,5 milhões de plântulas, a São Martinho se prepara, agora, para uma nova etapa.

O próximo passo é o desenvolvimento de equipamentos para o plantio das mudas, a multiplicação de materiais promissores e a formação de viveiros primários sadios, com foco em canaviais de 8o, 9o e superiores ao 10o corte.

Resultados experimentais já apontaram ganhos de 30% em TCH.

Para saber mais detalhes sobre o sistema de mudas pré-brotadas da São Martinho clique aqui.

Leonardo Siqueira – NovaCana

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