O market share dos 10 principais grupos do setor sucroenergético na visão da Raízen
A Raízen apresentou uma nova avaliação sobre quem são seus principais concorrentes no mercado de açúcar e etanol. A ideia é convencer os investidores de que é um bom negócio apostar na empresa.
A avaliação ressalta a distância entre a joint venture entre Shell e Cosan e as principais empresas competidoras. O segundo lugar no ranking, ocupado pela Odebrecht, fica 28 milhões de toneladas atrás da Raízen em capacidade de moagem.
A lista traz um total de 10 empresas organizadas pela quantidade de cana que conseguem processar por safra e market share de cada uma.
Em 2014, a empresa já havia apresentado esta relação, conforme documento obtido pelo NovaCana. De lá para cá, algumas mudanças ocorreram: o market share da Raízen aumentou e o das concorrentes diminuiu; além disso, um grande player deixou de integrar a lista dos top 10, enquanto alguns mudaram de posições. Os quatro primeiros lugares permaneceram inalterados.
A Raízen apresentou uma nova avaliação sobre quem são seus principais concorrentes no mercado de açúcar e etanol. A ideia da empresa é convencer os investidores de que é um bom negócio apostar na Raízen.
A avaliação ressalta a distância entre a joint venture entre Shell e Cosan e as principais empresas competidoras. O segundo lugar no ranking, ocupado pela Odebrecht, fica 28 milhões de toneladas atrás da Raízen em capacidade de moagem.
A lista traz um total de 10 empresas organizadas pela quantidade de cana que conseguem processar por safra e market share de cada uma.
Em 2014, a empresa já havia apresentado esta relação, em um outro documento destinado aos investidores.
Concorrentes internacionais
De acordo com o arquivo, no mercado internacional de açúcar e etanol os principais concorrentes da Raízen são o American Sugar Refining Group, Sudzucker Group, Tereos International e Shree Renuka Sugars.
No mercado brasileiro, o número de concorrentes citados pela empresa é maior. Entre os principais estão: Louis Dreyfus Commodities, Grupo Guarani, Bunge, Grupo Santa Terezinha, Grupo São Martinho, Carlos Lyra, Grupo Tercio Wanderley, Grupo Zilor, Grupo Oscar Figueiredo, Grupo Da Pedra, Grupo Irmãos Biagi e os produtores que comercializam seus produtos por intermédio da Coopersucar.
Em um dos gráficos apresentados, a Raízen situa a posição da companhia em relação a outros players na distribuição de combustíveis e na produção/comercialização de etanol.
Maior share de mercado
Na tabela atualizada sobre o market share da Raízen e seus concorrentes, a joint-venture apresentou um leve aumento na participação em relação aos dados anteriores. Além disso, a participação somada das outras empresas caiu 5%, ampliando ainda mais a liderança da Raízen no setor. Juntas, as concorrentes apresentadas somam 40% do mercado nacional.
É importante destacar que os números foram apresentados pela própria Raízen aos seus investidores, o NovaCana não foi responsável pela apuração dos dados.
De todas as empresas que aparecem no gráfico, apenas as duas primeiras – Raízen e Odebrecht – não apresentaram diminuição na capacidade de moagem e no market share.
A Bunge, que aparecia na listagem anterior, foi substituída pelo grupo Lincoln Junqueira, controlador das usinas do grupo Alto Alegre e da usina Alta Mogiana.
Os novos números apresentados trazem um aumento de 0,6 ponto percentual da participação da Raízen no setor, assim como crescimento de três milhões de toneladas na capacidade de moagem.

Veja como estava a situação das empresas, segundo a Raízen, em 2014:
Outros números
A Raízen também traz alguns outros números relativos às atividades da empresa. Segundo o documento, atualmente a Raízen tem 860 mil hectares de cana-de-açúcar cultivada nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás. Na safra 2015/2016, o índice de mecanização das áreas alcançou 98%.
Toda essa área culmina na produção anual de 4,1 milhões de toneladas de açúcar – tornando a empresa a maior exportadora individual da commodity, segundo o documento – e 2,1 bilhões de litros de etanol.
As informações também colocam a empresa como a maior produtora mundial de energia elétrica a partir do bagaço e da palha de cana. Ao todo, as 24 unidades da Raízen têm potencial de capacidade instalada de cerca de 940 MW.
Atualização 31/05 às 12h15m: A usina Coruripe informou ao NovaCana que os dados apresentados pela Raízen sobre o grupo não correspondem ao volume de moagem efetivado. A usina Coruripe teve uma moagem efetiva de 13,5 milhões de toneladas na safra 2014/15, em 2015/16 foi de 14,12 milhões de toneladas e, para esta safra a expectativa é terminar com uma moagem de 14,26 milhões de toneladas. O número apresentado pela Raízen foi de 12,6.
Jorge Mariano – NovaCana