Unidades foram adquiridas pelos grupos Japungu e CMAA em dezembro de 2017 durante leilões da massa falida da Laginha Agroindustrial
Desde maio, a cidade mineira de Canápolis assiste à retomada das atividades na antiga usina Triálcool. Desde que foi adquirida pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), em dezembro de 2017, a unidade passou por investimentos estimados em R$ 120 milhões.
Agora, a usina – rebatizada de Canápolis – recebeu autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para voltar a comercializar etanol. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12), que também informou que a unidade poderá produzir diariamente até 750 mil litros de etanol hidratado e 300 mil litros de anidro.
No final de maio, a usina Vale do Paranaíba já havia sido autorizada pela ANP a produzir até 650 mil litros de hidratado e 400 mil litros de anidro diários. A unidade, localizada em Capinópolis (MG), agora pertence ao grupo Japungu e também foi adquirida em dezembro de 2017.
As duas usinas faziam parte da massa falida da Laginha Agroindustrial, do empresário João Lyra, e não possuíam autorização da agência reguladora desde maio de 2015.
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Desde maio, a cidade mineira de Canápolis assiste à retomada das atividades na antiga usina Triálcool. Desde que foi adquirida pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), em dezembro de 2017, a unidade passou por investimentos estimados em R$ 120 milhões.
Agora, a usina – rebatizada de Canápolis – recebeu autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para voltar a comercializar etanol. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12), que também informou que a unidade poderá produzir diariamente até 750 mil litros de etanol hidratado e 300 mil litros de anidro.
No final de maio, a usina Vale do Paranaíba já havia sido autorizada pela ANP a produzir até 650 mil litros de hidratado e 400 mil litros de anidro diários. A unidade, localizada em Capinópolis (MG), agora pertence ao grupo Japungu e também foi adquirida em dezembro de 2017.
As duas usinas faziam parte da massa falida da Laginha Agroindustrial, do empresário João Lyra, e não possuíam autorização da agência reguladora desde maio de 2015.
Anteriormente, a capacidade diária da unidade em Canápolis era de 350 mil e 300 mil litros, respectivamente. Desta forma, houve uma elevação do volume total autorizado para o hidratado em 114,3%. Por sua vez, a Vale do Paranaíba podia fabricar diariamente 500 mil litros de hidratado e 350 mil litros de anidro, de modo que o novo volume representa um crescimento de 23,5%.
A retomada das atividades, aliás, segue os cronogramas projetados pela CMAA e pelo grupo Japungu. No começo de 2018, alguns meses após a aquisição das usinas, as companhias divulgaram que pretendiam começar o plantio de cana ainda naquele ano, com início da moagem em 2020. Neste período, ainda seriam realizadas adequações no parque industrial.
“A reativação da usina trará grandes benefícios tanto para o município, quanto para as pessoas que vivem em Canápolis e região, como uma maior movimentação da economia local, desenvolvimento da cidade e geração de empregos diretos e indiretos”, afirmou na ocasião o presidente da CMAA, Carlos Eduardo Turchetto Santos.
A unidade Canápolis foi adquirida pela CMAA durante um leilão realizado para liquidação de bens da massa falida da Laginha Agroindustrial. O certame foi concluído poucos dias após a venda da usina Vale do Paranaíba para o grupo Japungu.
Avaliada em R$ 223,04 milhões, a usina em Canápolis foi anunciada como tendo capacidade de moagem de 1,76 milhões de toneladas por safra e uma área de 6,05 mil hectares para canaviais. A unidade, porém, foi vendida com desconto de 40%, sendo arrematada pelo valor mínimo de R$ 133,83 milhões. Já a Vale do Paranaíba foi comprada por R$ 206,385 milhões.
A venda das unidades mineiras de João Lyra, entretanto, envolveu controvérsias. Em agosto de 2019, o desembargador Kléver Rêgo Loureiro acatou um pedido de suspensão da venda de ambas. Mas a decisão acabou sendo cassada poucos dias depois pelo procurador-geral de justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto.
Em seu parecer, Mendonça Neto argumenta que o cancelamento das vendas geraria “graves prejuízos”, uma vez que a falência da Laginha Agroindustrial é uma das maiores ações falimentares da história do país, com mais de 18 mil credores e um passivo de R$ 2 bilhões. Ainda segundo ele, a maior vantagem dos leilões foi justamente o início do pagamento dos credores, além do reaquecimento da economia nas regiões envolvidas.
NovaCana