A necessidade de distribuir pelo país de forma mais efetiva o etanol de milho produzido na região Centro-Oeste – especialmente considerando que o volume tende a aumentar – é uma tarefa desafiadora e sobre a qual o setor vem se debruçado cada vez mais.
O coordenador de estudos econômicos da Céleres, Enilson Nogueira, destaca que a demanda por etanol em Mato Grosso não é suficiente para absorver todo o volume produzido e que as usinas têm que escoar o produto para outros estados, especialmente para o principal consumidor de combustíveis: São Paulo. “Esse é um elemento estrutural de curto, médio e longo prazos. Uma dor de cabeça recorrente do setor”, diz.
De acordo com ele, novos etanoldutos são possíveis, mas requerem grandes investimentos. Enquanto isso, os caminhos já conhecidos pelas estradas tendem a ser menos eficazes.
Além das rotas dutoviárias e rodoviárias, Nogueira aponta uma intermediária: utilizar o terminal localizado em Rondonópolis (MT) – administrado pela Ultracargo e com capacidade de 33,97 milhões de litros de armazenamento –, cortando um trecho de estrada e ingressando no modal ferroviário na cidade mato-grossense em direção ao Sudeste.
“Existe a alternativa de descer por caminhão até Rondonópolis, que tem um terminal específico para combustíveis, e depois colocar em uma ferrovia”, relata e explica: “Não resolve completamente a questão, mas é uma possibilidade. Dentro desse contexto, temos visto uma expansão da malha que permite o escoamento. Também envolve financiamento, mas é menor [do que o dutoviário]”.
Saiba mais no texto completo (exclusivo para assinantes NovaCana):
- Alternativas logísticas e “mix” de opções
- Investimentos para etanoldutos em andamento
- Possibilidades do transporte hidroviário
- Competitividade do etanol de milho versus desafios logísticos
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