A gigante japonesa Mitsui & Co, mal estreou sua operação no setor sucroenergético brasileiro e já está de saída. A companhia atua em joint venture com a norte-americana Dow Chemical, na usina Santa Vitória Açúcar e Álcool, o único greenfield inaugurado em 2015
A gigante japonesa Mitsui & Co, mal estreou sua operação no setor sucroenergético brasileiro e já está de saída. A companhia atua em joint venture com a norte-americana Dow Chemical, na usina Santa Vitória Açúcar e Álcool, o único greenfield inaugurado em 2015.
Mas, passados apenas seis meses de funcionamento da unidade localizada em Santa Vitória, Minas Gerais, a Mitsui já anuncia sua saída.
A gigante japonesa Mitsui & Co, mal estreou sua operação no setor sucroenergético brasileiro e já está de saída. A companhia atua em joint venture com a norte-americana The Dow Chemical, na usina Santa Vitória Açúcar e Álcool, o único greenfield inaugurado em 2015.
Mas, passados apenas seis meses de funcionamento da unidade localizada em Santa Vitória, Minas Gerais, a Mitsui já anuncia sua saída. O grupo com sede em Tóquio, anunciou um acordo para a venda de toda sua participação acionária – equivalente a 50% da usina – para a Dow, que passará a única acionista.
A venda foi selada em aproximadamente US$ 200 milhões e deve ser concluída antes do dia 12 de julho de 2016, segundo comunicado da Mitsui.
A capacidade de moagem da usina é de 2,7 milhões de toneladas de cana e produção de 240 milhões de litros de etanol por safra. A expectativa de moagem para a safra 2015/16 é de 2 milhões de toneladas.
Considerando a metade da capacidade de moagem da usina, proporcional à participação acionária da empresa, o acordo garante um preço de pouco mais US$ 148 por tonelada de capacidade instalada.
Sem entrar em detalhes, a multinacional afirmou, no final de outubro, que vai continuar a contribuir com o “fornecimento estável de recursos renováveis” e que a “Mitsui mantém e reforça a sua parceria estratégica e aliança com a Dow e continuará a esforçar-se para novas oportunidades de negócios com eles também no futuro”.
A saída da companhia japonesa, acontece após uma série de projeções frustradas que acabaram no desenvolvimento apenas parcial do projeto e mais de dois anos de atraso no início de operação da usina.
A intenção inicial das sócias era construir uma biorrefinaria para produzir não só etanol e bioeletricidade, mas também ‘plástico verde’ (polietileno à base de etanol). Contudo, após reiteradas mudanças de cronograma, a ideia de fabricar biopolímeros da cana foi adiada por tempo indeterminado, sob a justificativa do aumento dos custos e dificuldades legais para a propriedade de terras por parte de estrangeiros no Brasil.
O mais recente cronograma, retirado do site da companhia, previa o início das operações em 2014, o que não aconteceu
Amanda SchArr – NovaCana