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Metas “irrealistas” para o etanol celulósico tornam estratégia dos EUA "obsoleta”

epa-eua-290713“Metas irrealistas e ambiciosas não são, na verdade, muito úteis”

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As expectativas irrealistas em relação a contribuição dos biocombustíveis celulósicos para a matriz energética dos Estados Unidos estão tornando a estratégia do Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS, na sigla em inglês) “obsoleta”.

A afirmação foi feita pela Union of Concerned Scientists (UCS, na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos de cientistas para proteção ambiental com sede no Estados Unidos.

A Union of Concerned Scientists (UCS) é uma organização sem fins lucrativos de cientistas para proteção ambiental com sede no Estados Unidos. Veja a seguir mais detalhes sobre a posição externada pelo grupo.

As expectativas irrealistas em relação a contribuição dos biocombustíveis celulósicos para a matriz energética dos Estados Unidos estão tornando a estratégia do Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS, na sigla em inglês) “obsoleta”, disse ontem Jeremy Martin, da Union of Concerned Scientists (numa tradução literal, União dos Cientistas Preocupados), a participantes da Conferência Nacional do Etanol.

A Union of Concerned Scientists (UCS) é uma organização sem fins lucrativos de cientistas para proteção ambiental com sede no Estados Unidos.

A UCS está fazendo uma campanha para os Estados Unidos reduzirem o consumo de gasolina e busca promover motores com maior eficiência, bem como o uso de fontes alternativas de energia que contribuam com esta transição.

A crítica de Martin é que as metas irrealistas estão dificultando o desenvolvimento do mercado. “Metas irrealistas e ambiciosas não são, na verdade, muito úteis”, afirmou o palestrante ao classificar o RFS como atualmente “estagnado”.

“Sem uma percepção realista de onde este mercado está indo, ninguém vai investir. Precisamos de uma percepção realista do que é possível”, completou Martin.

Inércia: EPA

Boa parte da indústria norte-americana tem criticado a inércia nos mercados de biocombustíveis nos EUA. O país aguarda uma direção em relação aos mandatos e aos volumes estabelecidos para 2014, com decisão ainda pendente por parte da Agência de Proteção Ambiental (EPA) do país quanto aos volumes de 2014 e 2015.

Mais cedo, durante a sessão de apresentações do evento, Chris Grundler, da EPA, pediu desculpas aos participantes pelo atraso na definição das metas. Esta falta de definição foi justificada pela quantidade de feedbacks recebidos e o limitado tempo disponível. Segundo a EPA, até junho deste ano serão definidas as metas para 2014,2015 e 2016.

Muito além

Atualmente, o RFS prevê que a indústria de etanol celulósico produza 16 bilhões de galões (60,5 bilhões de litros) até 2022, mas os volumes que estão sendo misturados são estabelecidos numa base anual.

Martin chamou atenção para a contribuição que o etanol celulósico precisaria trazer, que é algo próximo à 1 bilhão de galões ou 3,7 bilhões de litros até 2018.

Em 2013, a EPA revisou os volumes propostos para o etanol celulósico que se esperava misturar ao mix de combustíveis, cujo volume foi reduzido de 1 bilhão de galões (3,7 bilhões de litros) para 6 milhões de galões (22,6 milhões de litros).

Adequar as metas a menores volumes é mais tangível do que os volumes “almejados” nos quais as metas têm focado, disse Martin.

“Um progresso lento e contínuo é melhor do que a estagnação que está acontecendo”, concluiu.

Tradução e adaptação NovaCana

Fonte: Platts

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