NovaCana

Mercado de açúcar demanda resposta rápida das usinas e foco na exportação

Especialistas enxergam um 2021 forte para o açúcar, voltado especialmente ao mercado externo, ainda que com uma produção um pouco menor

NovaCana 16 min de leitura

Os altos e baixos do setor sucroenergético ensinaram às usinas a importância da flexibilidade e da agilidade em alternar suas produções entre o açúcar e o etanol. Após dois anos com o renovável remunerando mais do que a commodity, o cenário de 2020 virou a mesa, fazendo com que as sucroenergéticas concentrassem suas forças no adoçante.

O chefe de trading da Sucden do Brasil, Luiz Silvestre, destaca que o Brasil conseguiu, por esforço dos produtores, colocar-se como um “regulador do mercado mundial de açúcar”. Nos últimos dois anos, ele relata, o país reduziu sua produção em 20 milhões de toneladas e, em 2020, conseguiu acrescentar entre 10 e 11 milhões. “A versatilidade é espetacular”, destaca.

A declaração foi dada em 29 de outubro, durante a 20ª Conferência Internacional Datagro. Na oportunidade, a gerente comercial da USJ Açúcar e Álcool, Luciana Portellinha, reforçou esta visão.

“A virada que fizemos no mix [de produção] foi uma das mais significativas que já vimos. No dia a dia das usinas, cada quilo de ATR a mais foi sendo capturado para a produção de açúcar”, relata, referindo-se à safra atual. A gerente comercial reforça que a temporada favorável e o índice de açúcar total recuperável (ATR) elevado foram beneficiados pela ausência de chuvas.

“Digamos que saímos de um mix de 34% [de direcionamento da matéria-prima para o açúcar] para um de 47%. O preço justificou qualquer esforço”, completa.

Com a virada do mercado internacional para a commodity, a produção brasileira ficou voltada para a exportação. “Como tínhamos demanda, os embarques foram feitos de forma até mesmo adiantada, então o faturamento e fluxo de caixa estavam em dia”, detalha Portellinha. “Quem pôde deixou de vender o etanol, que estava com preço bastante pressionado”.

Olhando adiante, Portellinha acredita que 2021 provavelmente seguirá bastante firme para o açúcar em termos de preço, de forma que o Brasil continuará a priorizar a commodity. “Já temos muito açúcar vendido, ‘hedgiado’, o que traz um conforto”, argumenta.

O diretor de vendas, marketing e logística da Tereos, Gustavo Segantini compartilha da perspectiva da gerente. Para ele, a não ser que o preço do petróleo suba ou o preço do açúcar em Nova York caia muito, a próxima safra seguirá maximizando a produção da commodity, aproveitando-se de uma dinâmica de exportação parecida com a deste ano.

“A demanda global já está pressionando e, por isso, estamos vendo essa recuperação do preço de Nova York”, afirma. “A demanda está maior que a oferta para o curto prazo. Só não vemos uma reação maior para o longo prazo, pois ninguém quer apostar na incerteza por enquanto”.

A gerente comercial da USJ complementa que a temporada 2021/22 deve envolver uma moagem de cana-de-açúcar um pouco menor, mas com fixação recorde de preços do adoçante. Segundo ela, o preço do etanol precisa subir consideravelmente para que a arbitragem de preço passe a favorecer o biocombustível. “É difícil imaginar uma safra que não seja tão açucareira e voltada para a exportação como a que estamos tendo”, considera.

Quanto ao tipo de açúcar, Portellinha visualiza uma participação elevada do branco. Ainda que a produção não seja necessariamente tão alta quanto a que está sendo registrada nesta safra, o volume deve se manter bastante firme, de acordo com ela.

Por sua vez, o diretor comercial do Grupo EQM, Paulo Julio de Mello Filho, espera uma próxima temporada para o Norte-Nordeste com perfil parecido com a do Centro-Sul. “Talvez o etanol recupere um pouco de espaço no mix, mas certamente não será significativo. Acho que a tendência de exportar e travar preço vai continuar”, completa.

Na versão exclusiva para assinantes, confira as perspectivas para a indústria brasileira em relação ao açúcar, descritos por Segantini, Portellinha e Mello Filho.

Os altos e baixos do setor sucroenergético ensinaram às usinas a importância da flexibilidade e da agilidade em alternar suas produções entre o açúcar e o etanol. Após dois anos com o renovável remunerando mais do que a commodity, o cenário de 2020 virou a mesa, fazendo com que as sucroenergéticas concentrassem suas forças no adoçante.

O chefe de trading da Sucden do Brasil, Luiz Silvestre, destaca que o Brasil conseguiu, por esforço dos produtores, colocar-se como um “regulador do mercado mundial de açúcar”. Nos últimos dois anos, ele relata, o país reduziu sua produção em 20 milhões de toneladas e, em 2020, conseguiu acrescentar entre 10 e 11 milhões. “A versatilidade é espetacular”, destaca.

A declaração foi dada em 29 de outubro, durante a 20ª Conferência Internacional Datagro. Na oportunidade, a gerente comercial da USJ Açúcar e Álcool, Luciana Portellinha, reforçou esta visão.

“A virada que fizemos no mix [de produção] foi uma das mais significativas que já vimos. No dia a dia das usinas, cada quilo de ATR a mais foi sendo capturado para a produção de açúcar”, relata, referindo-se à safra atual. A gerente comercial reforça que a temporada favorável e o índice de açúcar total recuperável (ATR) elevado foram beneficiados pela ausência de chuvas.

“Digamos que saímos de um mix de 34% [de direcionamento da matéria-prima para o açúcar] para um de 47%. O preço justificou qualquer esforço”, completa.

Com a virada do mercado internacional para a commodity, a produção brasileira ficou voltada para a exportação. “Como tínhamos demanda, os embarques foram feitos de forma até mesmo adiantada, então o faturamento e fluxo de caixa estavam em dia”, detalha Portellinha. “Quem pôde deixou de vender o etanol, que estava com preço bastante pressionado”.

Olhando adiante, Portellinha acredita que 2021 provavelmente seguirá bastante firme para o açúcar em termos de preço, de forma que o Brasil continuará a priorizar a commodity. “Já temos muito açúcar vendido, ‘hedgiado’, o que traz um conforto”, argumenta.

O diretor de vendas, marketing e logística da Tereos, Gustavo Segantini compartilha da perspectiva da gerente. Para ele, a não ser que o preço do petróleo suba ou o preço do açúcar em Nova York caia muito, a próxima safra seguirá maximizando a produção da commodity, aproveitando-se de uma dinâmica de exportação parecida com a deste ano.

“A demanda global já está pressionando e, por isso, estamos vendo essa recuperação do preço de Nova York”, afirma. “A demanda está maior que a oferta para o curto prazo. Só não vemos uma reação maior para o longo prazo, pois ninguém quer apostar na incerteza por enquanto”.

A gerente comercial da USJ complementa que a temporada 2021/22 deve envolver uma moagem de cana-de-açúcar um pouco menor, mas com fixação recorde de preços do adoçante. Segundo ela, o preço do etanol precisa subir consideravelmente para que a arbitragem de preço passe a favorecer o biocombustível. “É difícil imaginar uma safra que não seja tão açucareira e voltada para a exportação como a que estamos tendo”, considera.

Quanto ao tipo de açúcar, Portellinha visualiza uma participação elevada do branco. Ainda que a produção não seja necessariamente tão alta quanto a que está sendo registrada nesta safra, o volume deve se manter bastante firme, de acordo com ela.

Por sua vez, o diretor comercial do Grupo EQM, Paulo Julio de Mello Filho, espera uma próxima temporada para o Norte-Nordeste com perfil parecido com a do Centro-Sul. “Talvez o etanol recupere um pouco de espaço no mix, mas certamente não será significativo. Acho que a tendência de exportar e travar preço vai continuar”, completa.

Comportamento da demanda interna

De acordo com Portellinha, da USJ, ao mesmo tempo que o consumo no mercado doméstico não caiu na atual temporada, também não é esperado para os próximos anos um crescimento capaz de absorver grandes volumes.

Segantini complementa que as indústrias de alimentos representam 65% da demanda interna por açúcar. Assim, o diretor de vendas da Tereos alerta para a necessidade de contratações de longo prazo, possibilitando um maior planejamento. “[Em 2021/22] As indústrias deixaram para última hora e contrataram menos açúcar do que o planejamento inicial, então se elas forem mais ágeis e fizerem a contratação desde já, não vamos ter um problema de abastecimento interno”, completa.

Esse movimento, ele visualiza, pode fazer com que o fluxo de exportação reduza em 2021, mas tudo depende das indústrias de alimento e bebidas. “Se vier uma segunda onda de covid-19, por exemplo, as usinas não vão apostar na incerteza”, afirma.

Ou seja, a perspectiva é que as sucroenergéticas direcionem sua produção para exportação, com contratos já estabelecidos. “O nível de contratação para outubro já é muito maior que o histórico”, completa Segantini.

Portellinha também acredita que a relação entre mercado doméstico, fornecedores e clientes precisa ser repensada. “É preciso ver o que podemos fazer para dar mais equalização com as condições que temos no mercado externo, não somente de prêmios, mas algo como como contratos de longo prazo com precificações diferenciadas”, expressa.

Pré e pós-pandemia

Em retrospecto, o diretor de vendas da Tereos visualizou três tipos de comportamento em relação ao planejamento de demanda de açúcar no cenário pré-pandemia.

O primeiro deles foi visto nas indústrias de alimentos que estavam preocupadas com a previsão de déficit no mercado global e a possibilidade de um consequente desabastecimento generalizado do mercado doméstico, uma vez que o preço estava se recuperando.

“Elas tinham receio de um aumento ainda mais significativo de preço na safra 2020/21. Por isso, já se anteciparam e fizeram uma renegociação de volume com as usinas, muito parecido com o da safra 2019/20”, detalha o diretor.

Um segundo comportamento veio por parte de indústrias que, acreditando que o preço já estava alto, tomaram a decisão de esperar para entender como seria o mix de produção das usinas “Elas postergaram as negociações para um momento mais próximo dos vencimentos dos contratos”, detalha.

Por fim, o terceiro comportamento foi o das empresas de pequeno porte que, conforme Segantini, não têm tanta tranquilidade no fluxo de caixa. Elas se mantiveram no mercado à vista, aguardando o momento mais oportuno de compra, mas sempre com grande capacidade de estocagem e de contratação.

Com a vinda da pandemia, houve uma redução drástica do consumo global e uma incerteza generalizada por parte do mercado com relação à demanda para o resto do ano. De acordo com Segantini, as indústrias que têm um peso relevante de volume adquirido do adoçante, como as de refrigerantes, chocolate, confeitos e sorvetes, acabaram sendo as principais impactadas.

Novamente, ele visualizou três outros movimentos a partir deste novo cenário. O primeiro deles aconteceu com as indústrias que já tinham seus volumes contratados com as usinas e que passaram a negociar um adiamento das entregas para o fim da safra ou até mesmo para o início da próxima temporada, estendendo as vigências dos contratos.

“Mas isso teve um custo, já que o preço em Nova York caiu”, observa. “Praticamente todas as indústrias arcaram com este adicional para não terem que ficar com esse açúcar em seus próprios estoques”.

Outro comportamento foi o das indústrias de bebidas e alimentos que não tinham volumes contratados. Elas tiveram que fazer negociações de volumes menores do que o inicialmente planejado, inferiores aos adquiridos na temporada anterior.

Por fim, um terceiro movimento veio por parte das indústrias menores. Por conta de problemas de fluxo de caixa e da retração muito forte vista no início da pandemia, elas trabalharam até onde o estoque durou, fechando suas fábricas na sequência. “Várias nem fizeram a reposição, parando a produção ao término do consumo de seus estoques”, completa o diretor da Tereos.

Conforme ele, tal sinalização da postergação do plano de demanda interna de açúcar para a próxima safra – somada aos bons preços da commodity no mercado externo e à desvalorização do câmbio –, estimulou as usinas a direcionarem açúcar para a exportação.

“Afinal, elas também tinham incertezas com a volta da economia”, afirma e completa: “Algumas têm problema de liquidez e possibilidade de aperto do fluxo de caixa. Com isso, aproveitaram também a melhor previsibilidade sobre a sua receita, com liquidez imediata e entrega a curto prazo”.

Segantini complementa que a queda no preço do açúcar, que estava sendo prevista pós pandemia, não foi tão forte assim. Segundo ele, após o pico de corrida às gôndolas no início da pandemia no Brasil, houve uma estabilização. “Isso fez com que o consumo do açúcar dentro de casa compensasse a queda do consumo fora de casa. Muitas empresas tiveram que retomar sua produção ou voltar a produzir a níveis de antes”, relata o diretor.

De acordo com ele, as companhias que mantiveram sua produção no período, em geral, foram as grandes empresas e multinacionais. Elas se aproveitaram da situação para ganhar market share, já que eram as únicas preparadas para abastecer esse mercado.

Com o retorno da demanda, tanto de açúcar quanto de etanol, as empresas que conseguiram planejar melhor os seus contratos e estoques passaram a ser beneficiadas. Por outro lado, a situação não é a mesma para as indústrias que não planejaram suas compras.

Isso ocorre, conforme Segantini, porque o volume que não estava contratado já foi direcionado para exportação. Assim, as empresas que deixaram para comprar açúcar depois terão que buscar adoçante no mercado à vista ou tentar renegociar com os fornecedores.

“O preço do açúcar à vista deve buscar níveis de prêmio sobre Nova York médios de US$ 30 por tonelada, o que já é um preço alto”, Gustavo Segantini (Tereos)

“Veremos muita dificuldade de encontrar açúcar a preços menores do que o valor de exportação”, declara e completa: “São poucas as usinas que têm produto de qualidade no estoque. Por isso, acredito que o que veremos agora é uma reação forte nos preços e nos prêmios negociados no mercado interno para a entressafra”.

A virada do açúcar

Portellinha relembra que, até dezembro de 2019, o preço do açúcar estava entre 12 e 13 centavos de dólar por libra-peso. Considerando o câmbio, na conversão, o valor fica entre R$ 1.100 a R$ 1.200 por tonelada.

“Esse foi um preço de referência por bastante tempo. Tínhamos um teto bem definido, pois a exportação indiana nos amedrontava e mostrava ao mercado que não adianta puxar preço, pois eles poderiam disponibilizar o volume de açúcar”, destaca a gerente comercial da USJ.

À época, conforme Portellinha, o preço do petróleo era bastante robusto e dava força ao etanol. “Olhando para a safra 2020/21, tenho certeza de que todas as usinas estavam privilegiando o etanol em seus planejamentos. Seria uma terceira temporada com mix do produto muito valorizado”, completa.

Porém, com a virada do ano, a situação mudou. Primeiramente, começou a ficar mais evidente uma possível quebra na produção da Índia e Tailândia. Consequentemente, olhando para o balanço mundial, o mercado começou a visualizar um déficit que, segundo ela, ficaria por volta de 7 ou 8 milhões de toneladas.

Com o preço do açúcar respondendo e o dólar sendo negociado a R$ 4, a conjuntura sinalizou um cenário bastante positivo para a commodity. Em seguida, ocorreu a disputa entre Arábia Saudita e Rússia no mercado de petróleo, um fator que derrubou o preço. “Neste momento, creio que muitas usinas já começaram a repensar em como seria o mix”, considera a gerente comercial.

Entre março e maio, com a pandemia já instaurada, todas as commodities foram impactadas. Ainda assim, o câmbio quebrou a barreira dos R$ 5 reais, fazendo com que as usinas voltassem seu mix para o açúcar logo do início da safra. “Isso deu um equilíbrio ao balanço mundial. Com o Brasil trazendo mais açúcar, o mercado sairia de um déficit para um pequeno superávit”, relata Portellinha.

Com isso, as curvas de preço do açúcar e do etanol se inverteram significativamente, o que levou as usinas a darem espaço para o adoçante não só no momento, mas já visualizando o futuro. “Ficou claro que o etanol poderia continuar em níveis mais baixos por muito tempo”, pontua a gerente comercial.

O movimento se deu tanto para o açúcar branco quanto para o VHP, sem concentração em um ou outro. Porém, isso ocorreu proporcionalmente, considerando que o Brasil é um grande exportador de VHP.

“Acrescentamos 10 milhões de toneladas de exportação de um ano para o outro, sendo que dentre 2 a 2,5 milhões foram de açúcar branco, o que é bastante significativo; é o dobro do ano anterior”, completa.

De acordo com ela, neste momento, a tríade demanda, preço e produto favoreceu as usinas. Assim, ainda que houvesse preocupação quanto ao impacto da pandemia na demanda de açúcar no mercado doméstico, ficou claro que a queda não seria tão representativa.

Norte-Nordeste com previsibilidade

Em relação ao Norte-Nordeste, Mello Filho destaca que o mercado é afetado pelo Centro-Sul. “Temos um pouco de tempo para tomar algumas decisões. No caso da pandemia isso foi bem evidente, pois a safra do Centro-Sul começou junto com a pandemia e nós ficamos assistindo ao jogo”, afirma.

O diretor comercial do Grupo EQM relembra que, em um primeiro momento, com o consumo de etanol muito baixo, ficou claro que os produtores seriam forçados a migrar o direcionamento da matéria-prima para o açúcar, o que derrubaria o preço. “Essa era uma primeira avaliação”, pontua.

Ele ainda destaca que a proximidade com o porto favorece a lógica de exportação, que está consolidada há muitos anos. Com isso, uma parte do volume foi exportado e outra parte usada para manter o mercado interno abastecido, sem grandes excessos.

Outro movimento trazido por Mello Filho foi o de analisar as influências dos estados que fazem fronteira com o Nordeste, como Minas Gerais e, em especial, Goiás, que têm grande influência no preço da parte periférica do Nordeste, como Maranhão, Ceará e Piauí, onde há pouca produção de açúcar. Já Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba produzem mais que o consumo interno estadual.

“No início da pandemia, todo mundo já tinha seu programa de exportação baseado em números históricos, todos fizeram hedge. Com o dólar subindo bastante, houve novas rodadas de exportação, os preços foram ficando atrativos e o mercado interno ainda registrava pouca demanda”, lembra Mello Filho.

Assim, ele destaca que as usinas tomaram a decisão de aumentar as exportações e, cada vez que faziam um contrato novo, obtinham um preço melhor devido à crescente desvalorização do real frente ao dólar. “Em função disso, estamos chegando na metade da safra e as exportações estão bastante aceleradas, com muitos navios – especialmente em Maceió – com um volume mais significativo”, relata.

Isso tem provocado uma baixa oferta no mercado interno, especialmente para os atacadistas que adquirirem o produto à vista. Eles representam mais da metade do consumo, o oposto do que ocorre no Centro-Sul, onde a indústria alimentícia é o principal cliente.

Mello Filho aponta que as usinas migraram para a fabricação de açúcar dentro dos seus limites, já que não possuem a mesma flexibilidade de virada do mix que as unidades do Centro-Sul. “As usinas tradicionalmente são mais açucareiras e a capacidade de migrar para o etanol é limitada, com algumas exceções”, completa.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

Compartilhar: