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Mesmo em meio a queda nas receitas, Usina Da Mata lucra R$ 21,17 milhões em 2018

Valor líquido obtido com a venda dos produtos teve redução de 21,3% na comparação anual; resultado se manteve positivo, mas foi agravado por custos estáveis e perdas cambiais

NovaCana 5 min de leitura

Com uma moagem de 3,32 milhões de toneladas na safra 2018/19 – crescimento de pouco mais de 5% em relação à temporada anterior –, a Da Mata Açúcar e Álcool poderia ter continuado sua tendência de crescimento também nos resultados financeiros. Porém, a usina localizada em Valparaíso (SP) foi mais uma das sucroenergéticas a registrar uma queda nas receitas e, consequentemente, nos lucros, no último ano.

De acordo com o balanço referente a 2018 (período de janeiro a dezembro), a Da Mata teve um lucro líquido de R$ 21,17 milhões no período. O número, embora seja positivo, representa uma queda de 53,57% na comparação com 2017.

Um dos principais motivos para essa diminuição está na receita. Em 2018, as vendas da companhia – que pertence aos grupos Grendene e Brasif – geraram a entrada de R$ 435,79 milhões, uma queda de 21,3% ante os R$ 553,51 milhões no ano anterior.

Os custos, em contrapartida, não diminuíram no mesmo ritmo.

Leia mais:

- Histórico do desempenho operacional da companhia
- Moagem e área plantada na safra 2018/19
- Os custos que mais impactaram nos resultados da Da Mata
- Impacto da variação cambial
- Variação no valor do ativo biológico da usina
- Perfil da dívida – vencimentos em curto e longo prazo

Com uma moagem de 3,32 milhões de toneladas na safra 2018/19 – crescimento de pouco mais de 5% em relação à temporada anterior –, a Da Mata Açúcar e Álcool poderia ter continuado sua tendência de crescimento também nos resultados financeiros. Porém, a usina localizada em Valparaíso (SP) foi mais uma das sucroenergéticas a registrar uma queda nas receitas e, consequentemente, nos lucros, no último ano.

De acordo com o balanço referente a 2018 (período de janeiro a dezembro), a Da Mata teve um lucro líquido de R$ 21,17 milhões no período. O número, embora seja positivo, representa uma queda de 53,57% na comparação com 2017.

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Um dos principais motivos para essa diminuição está na receita. Em 2018, as vendas da companhia – que pertence aos grupos Grendene e Brasif – geraram a entrada de R$ 435,79 milhões, uma queda de 21,3% ante os R$ 553,51 milhões no ano anterior.

Os custos, em contrapartida, não diminuíram no mesmo ritmo. Segundo o documento, as despesas da usina com a fabricação de seus produtos caíram 15,9%, de R$ 389,71 milhões em 2017 para R$ 327,72 milhões em 2018.

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Com isso, os custos reduziram a margem de lucro da sucroenergética já em sua fase operacional. No ano anterior, eles representavam 70,4% da receita; em 2018, passaram a ocupar o equivalente a 75,2%.

Dessa forma, a Da Mata viu uma diminuição de 34% em seu lucro bruto, que foi de R$ 108,07 milhões em 2018 – o resultado mais fraco dos últimos três anos.

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Além da fase operacional

O resultado líquido da companhia também foi pressionado por outras despesas. Ainda que a Da Mata tenha reduzido significativamente seus gastos com vendas (de R$ 34,98 mi para R$ 18,68 mi), ela manteve praticamente estáveis suas despesas financeiras (de R$ 50,95 mi para R$ 47,49 mi) e seus gastos administrativos (de R$ 15,90 mi para R$ 16,91 mi).

Outro fator que teve impacto nos resultados foi a variação cambial líquida de R$ 8,69 milhões – em 2017, o impacto do câmbio também foi negativo, mas em apenas R$ 328 mil. Nas últimas safras, a Da Mata registrou variação cambial positiva apenas em 2016, apenas um ano após contabilizar uma perda de R$ 38 milhões.

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Além disso, em 2018, a Da Mata ainda apresentou uma desvalorização de R$ 9,45 milhões no valor justo de seu ativo biológico, ou seja, da cana em pé. A companhia vem registrando perdas nesse quesito desde 2015 – no acumulado dos últimos quatro anos, a variação foi negativa em R$ 48,20 milhões.

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Segundo a Da Mata, aproximadamente 90% da cana-de-açúcar moída em 2018/19 veio de lavouras próprias e parcerias agrícolas. Em 2018, a empresa realizou o plantio de 10,56 mil hectares, sendo que 2,54 mil hectares foram em áreas de expansão. Para 2019, a expectativa é plantar mais de 14,5 mil hectares – 10 mil em áreas de renovação e 4,5 mil em áreas de expansão.

Perfil da dívida

Além de manter seus resultados no azul, a Da Mata também registrou uma redução de 14,3% em suas dívidas entre 2017 e 2018. Em 31 de dezembro do ano passado, os débitos da usina com empréstimos e financiamentos somavam R$ 513,48 milhões – um ano antes, esse montante era de R$ 599,36 milhões.

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Apesar da queda no montante geral, a companhia registrou um endividamento de R$ 212,79 milhões com vencimento ao longo de 2019. Um ano antes, os empréstimos e financiamentos com vencimento em curto prazo somavam de R$ 137,18 milhões.

Renata Bossle – NovaCana

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