Companhia diminuiu prejuízo em seus resultados financeiros e apresentou um lucro bruto de R$ 312,48 milhões, aumento de 356,3% ante a safra anterior
Após triplicar seu prejuízo na safra 2019/20, a Clealco obteve um lucro histórico em 2020/21, conseguindo o mais elevado resultado até então e o primeiro valor positivo desde 2012/13. A companhia, que está em recuperação judicial desde 2018, registrou um lucro líquido de R$ 69,36 milhões. No período anterior, as perdas foram de R$ 286,65 milhões.
De acordo com a empresa, um dos motivadores para o resultado foi a aprovação de um aditamento ao plano de recuperação judicial por 91% dos credores habilitados, o que possibilitou um alongamento das dívidas de curto prazo.
Além disso, a sucroenergética retomou as atividades na usina de Clementina (SP), que havia ficado parada na safra anterior. Em relação à produção, a empresa ampliou a moagem em 37%, para 5,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, fabricando 526 mil toneladas de açúcar e 151,6 milhões de litros de etanol, aumentos de 37,5% e 16,6%, respectivamente, ante 2019/20.
Como afirma o CEO da Clealco, Gustavo Rodrigues, a empresa está orgulhosa dos resultados. “Não só por termos obtido números nunca vistos em 40 anos, mas principalmente pela forma como conduzimos a companhia na direção destes resultados”, afirma e completa: “Com estratégias operacionais, financeiras e comerciais assertivas, conseguimos aproveitar as oportunidades e melhorar a performance do grupo mesmo frente a adversidades”.
Confira na reportagem completa, exclusiva para assinantes:
- Resultados líquidos anuais da Clealco
- Relação entre receitas e custos
- Lucro bruto dos últimos anos
- Dívida atual da empresa
Após triplicar seu prejuízo na safra 2019/20, a Clealco obteve um lucro histórico em 2020/21, conseguindo o mais elevado resultado até então e o primeiro valor positivo desde 2012/13. A companhia, que está em recuperação judicial desde 2018, registrou um lucro líquido de R$ 69,36 milhões. No período anterior, as perdas foram de R$ 286,65 milhões.
De acordo com a empresa, um dos motivadores para o resultado foi a aprovação de um aditamento ao plano de recuperação judicial por 91% dos credores habilitados, o que possibilitou um alongamento das dívidas de curto prazo.
Além disso, a sucroenergética retomou as atividades na usina de Clementina (SP), que havia ficado parada na safra anterior. Em relação à produção, a empresa ampliou a moagem em 37%, para 5,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, fabricando 526 mil toneladas de açúcar e 151,6 milhões de litros de etanol, aumentos de 37,5% e 16,6%, respectivamente, ante 2019/20.

Como afirma o CEO da Clealco, Gustavo Rodrigues, a empresa está orgulhosa dos resultados. “Não só por termos obtido números nunca vistos em 40 anos, mas principalmente pela forma como conduzimos a companhia na direção destes resultados”, afirma e completa: “Com estratégias operacionais, financeiras e comerciais assertivas, conseguimos aproveitar as oportunidades e melhorar a performance do grupo mesmo frente a adversidades”.
Desempenho operacional
De acordo com a empresa, a Clealco obteve um Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 429,7 milhões em 2020/21, com margem de 41,6% – 17 pontos percentuais superior a vista no exercício anterior.
Além disso, a sucroenergética contabilizou um crescimento anual de 356,3% no seu lucro bruto, com R$ 312,48 milhões. Este é o maior crescimento e o maior valor absoluto da série histórica iniciada em 2012/13. O pior resultado foi em 2017/18, quando a empresa obteve um prejuízo bruto de R$ 5,95 milhões.

No período, a receita operacional líquida também registrou crescimento, saltando de R$ 619,46 milhões para R$ 1,03 bilhão, o que representa um avanço anual de 67%. Na série histórica, a maior receita operacional líquida da Clealco foi em 2016/17, quando contabilizou R$ 1,29 bilhão.
Já os custos com produção aumentaram, mas a uma taxa menor, tendo uma variação de 31% e saindo dos R$ 550,98 milhões da safra anterior para R$ 721,75 milhões. Este é o primeiro crescimento de custos após três ciclos consecutivos de retração.

Com isso, a relação entre custos e receitas da Clealco teve o menor resultado em oito temporadas, caindo de 88,9% em 2019/20 para 69,8% – neste caso, quanto mais baixo o valor, melhor é o desempenho. Em 2012/13, o indicador estava em 68%, o melhor da sucroenergética na série histórica; já o pior resultado foi em 2017/18, quando os custos ultrapassaram a receita e o valor ficou em 100,6%.
Resultado financeiro
A Clealco também apresentou uma melhora em seu resultado financeiro. Mesmo estando negativo em R$ 132,93 milhões, o valor significa uma retração de 24,8% em relação às perdas de R$ 176,69 milhões vistas na safra anterior.

No período, as receitas financeiras diminuíram 64,4%, passando de R$ 137,03 milhões em 2019/20 para R$ 48,75 milhões na safra encerrada em março deste ano. Contudo, a companhia também registrou uma menor despesa financeira, com R$ 92,7 milhões, uma queda anual de 1,3%.
Além disso, por mais que o impacto da variação cambial siga negativo, ele saiu dos R$ 218,3 milhões vistos em 2019/20 para R$ 88,97 milhões. A última vez em que a Clealco obteve um resultado positivo neste quesito foi em 2016/17, com ganhos de R$ 76,92 milhões.
Perfil da dívida
Já em relação às dívidas, os empréstimos e financiamentos da sucroenergética somavam R$ 1,26 bilhão no dia 31 de março deste ano. Assim, a Clealco registrou uma variação de 0,6% ante o valor visto ao final do período anterior, de R$ 1,25 bilhão. Este é o terceiro ano consecutivo em que a empresa aumenta a posição do seu endividamento total.

Contudo, o valor de débitos com vencimento em curto prazo teve uma queda de 87,8%, uma vez que a empresa conseguiu alongar o prazo para pagamento destas dívidas. Desta forma, os débitos a serem pagos ao longo da safra 2021/22 somavam R$ 149,31 milhões.
O outro valor que compõe a dívida bruta são os empréstimos e financiamentos com vencimento em médio e longo prazo. Neste caso, a variação da posição anual foi de 3.336,4%, saltando de R$ 32,37 milhões para R$ 1,11 bilhão, o maior valor da série histórica.
Lucas Vasconcelos – NovaCana