Usinas

Credores da Clealco aprovam mudança em plano de recuperação judicial

Entre as novas possibilidades para a obtenção de recursos está a venda da usina Clementina e de fazendas pertencentes ao grupo, além da entrada de novos acionistas


novaCana.com - 03 jul 2020 - 10:09

Na última terça-feira (30), os credores do grupo Clealco aprovaram a inclusão de novos termos no plano de recuperação judicial da companhia. Conforme divulgado pela empresa, agora, a Clealco tem até o fim de 2025 para quitar a maior parte da sua dívida, que passa de R$ 1 bilhão. O montante representa cerca de 80% do valor devido.

O prazo, de acordo com comunicado enviado à imprensa, está “mais alinhado às estratégias de retomada de um ciclo virtuoso do negócio”. Isso inclui, segundo a empresa, investimentos na manutenção e na renovação de canaviais.

O CEO do grupo Clealco, Alberto Pedrosa, explicou em entrevista ao novaCana que as mudanças no plano de recuperação também resolvem questões que ficaram pendentes no planejamento que foi votado no ano passado. O novo texto teve aprovação de 91% dos credores habilitados, que votaram de forma virtual.

Entre as alterações está o maior prazo de venda da usina Queiroz que, a princípio, se encerrava em maio deste ano. “Nós negociamos um novo acordo, que basicamente nos dá um prazo muito mais longo para resolver a questão da nossa recuperação judicial e para a companhia vender uma usina. Pode ser a Queiroz ou a Clementina”, detalha Pedrosa.

Além disso, anteriormente não estava prevista a possibilidade de venda da usina Clementina, localizada no município paulista de mesmo nome. De acordo com o CEO, agora, isto passa a ser uma opção para os acionistas: “É uma outra maneira de fazer esse pagamento dos credores. É uma opção efetivamente possível dentro do plano que foi votado”.


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