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Credores da Clealco aprovam mudança em plano de recuperação judicial

Entre as novas possibilidades para a obtenção de recursos está a venda da usina Clementina e de fazendas pertencentes ao grupo, além da entrada de novos acionistas

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Na última terça-feira (30), os credores do grupo Clealco aprovaram a inclusão de novos termos no plano de recuperação judicial da companhia. Conforme divulgado pela empresa, agora, a Clealco tem até o fim de 2025 para quitar a maior parte da sua dívida, que passa de R$ 1 bilhão. O montante representa cerca de 80% do valor devido.

O prazo, de acordo com comunicado enviado à imprensa, está “mais alinhado às estratégias de retomada de um ciclo virtuoso do negócio”. Isso inclui, segundo a empresa, investimentos na manutenção e na renovação de canaviais.

O CEO do grupo Clealco, Alberto Pedrosa, explicou em entrevista ao NovaCana que as mudanças no plano de recuperação também resolvem questões que ficaram pendentes no planejamento que foi votado no ano passado. O novo texto teve aprovação de 91% dos credores habilitados, que votaram de forma virtual.

Entre as alterações está o maior prazo de venda da usina Queiroz que, a princípio, se encerrava em maio deste ano. “Nós negociamos um novo acordo, que basicamente nos dá um prazo muito mais longo para resolver a questão da nossa recuperação judicial e para a companhia vender uma usina. Pode ser a Queiroz ou a Clementina”, detalha Pedrosa.

Além disso, anteriormente não estava prevista a possibilidade de venda da usina Clementina, localizada no município paulista de mesmo nome. De acordo com o CEO, agora, isto passa a ser uma opção para os acionistas: “É uma outra maneira de fazer esse pagamento dos credores. É uma opção efetivamente possível dentro do plano que foi votado”.

Na última terça-feira (30), os credores do grupo Clealco aprovaram a inclusão de novos termos no plano de recuperação judicial da companhia. Conforme divulgado pela empresa, agora, a Clealco tem até o fim de 2025 para quitar a maior parte da sua dívida, que passa de R$ 1 bilhão. O montante representa cerca de 80% do valor devido.

O prazo, de acordo com comunicado enviado à imprensa, está “mais alinhado às estratégias de retomada de um ciclo virtuoso do negócio”. Isso inclui, segundo a empresa, investimentos na manutenção e na renovação de canaviais.

O CEO do grupo Clealco, Alberto Pedrosa, explicou em entrevista ao NovaCana que as mudanças no plano de recuperação também resolvem questões que ficaram pendentes no planejamento que foi votado no ano passado. O novo texto teve aprovação de 91% dos credores habilitados, que votaram de forma virtual.

Entre as alterações está o maior prazo de venda da usina Queiroz que, a princípio, se encerrava em maio deste ano. “Nós negociamos um novo acordo, que basicamente nos dá um prazo muito mais longo para resolver a questão da nossa recuperação judicial e para a companhia vender uma usina. Pode ser a Queiroz ou a Clementina”, detalha Pedrosa.

Além disso, anteriormente não estava prevista a possibilidade de venda da usina Clementina, localizada no município paulista de mesmo nome. De acordo com o CEO, agora, isto passa a ser uma opção para os acionistas: “É uma outra maneira de fazer esse pagamento dos credores. É uma opção efetivamente possível dentro do plano que foi votado”.

Venda sem sucesso

Em novembro do ano passado, os credores da Clealco recusaram uma oferta de compra para a unidade Queiroz. A justificativa, conforme o CEO da empresa disse à época, é que a proposta apresentada pelo fundo de investimentos Amerra Capital Management não cumpria o edital.

A princípio, o valor de venda da usina deveria ser utilizado para o pagamento de cerca de R$ 1 bilhão em dívidas – a oferta recebida, porém, foi de US$ 47 milhões. Em relação à capacidade de moagem da usina, o montante seria inferior a US$ 15 por tonelada, considerado baixo pela companhia.

De acordo com Pedrosa, o prazo adicional acordado nesta semana permite que a venda de uma das duas usinas aconteça em melhores condições, uma vez que a companhia está se recuperando e melhorando seus índices operacionais.

O grupo reiniciou as operações na unidade Clementina em junho. Com isso, a Clealco aumentou sua previsão de moagem total para 5,5 milhões de toneladas em 2020/21. O volume representa um crescimento de 34% em relação ao total esmagado em 2019/20, quando apenas a unidade Queiroz estava em funcionamento.

Outros caminhos

Além disso, Pedrosa afirma que as mudanças no plano de recuperação também possibilitam que a companhia proponha soluções alternativas – além da venda de uma usina – para o pagamento dos credores. Segundo ele, entre elas estão a entrada de um novo acionista ou um novo financiamento.

“Isso é muito favorável para a companhia, para que ela continue a se reestruturar e fazer o seu plano de transformação que está funcionando muito bem”, completa.

Conforme Pedrosa, outra deliberação do plano é a venda de terras pertencentes ao grupo, mas que seguirão arrendadas. De acordo com ele, podem ser negociadas 40 fazendas localizadas na região das cidades de Queiroz e Clementina, ambas em São Paulo.

Segundo o CEO, a perspectiva é que as áreas sejam compradas por investidores que já são parceiros da Clealco. Ele ainda destaca que o leilão provavelmente será organizado dentro de 60 dias.

Gabrielle Rumor Koster - NovaCana

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