Sucroenergética reduziu custos e melhorou indicadores operacionais
Para a Alcoeste, destilaria tradicional de Fernandópolis (SP), a queda na demanda de etanol registrada em 2020 poderia representar um motivo de grande preocupação. Entretanto, a unidade sucroenergética do grupo Arakaki, que inaugurou sua planta de açúcar na safra 2017/18, registrou seu melhor resultado líquido em quatro anos, com lucro de R$ 20,18 milhões.
O valor, que está 141,7% acima do visto em 2019, foi divulgado no Diário Oficial de São Paulo em conjunto com o balanço financeiro da companhia para o período de janeiro a dezembro.

Apesar do lucro maior, a Alcoeste não contabilizou crescimento nas receitas em 2020. Pelo contrário, segundo o documento, seus rendimentos líquidos caíram 4,4%, de R$ 363,68 milhões para R$ 347,51 milhões no comparativo anual.
No mesmo período, por outro lado, a companhia teve uma queda de 15,4% nos custos de produção.
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Para a Alcoeste, destilaria tradicional de Fernandópolis (SP), a queda na demanda de etanol registrada em 2020 poderia representar um motivo de grande preocupação. Entretanto, a unidade sucroenergética do grupo Arakaki, que inaugurou sua planta de açúcar na safra 2017/18, registrou seu melhor resultado líquido em quatro anos, com lucro de R$ 20,18 milhões.
O valor, que está 141,7% acima do visto em 2019, foi divulgado no Diário Oficial de São Paulo em conjunto com o balanço financeiro da companhia para o período de janeiro a dezembro.

Apesar do lucro maior, a Alcoeste não contabilizou crescimento nas receitas em 2020. Pelo contrário, segundo o documento, seus rendimentos líquidos caíram 4,4%, de R$ 363,68 milhões para R$ 347,51 milhões no comparativo anual.
No mesmo período, por outro lado, a companhia teve uma queda de 15,4% nos custos de produção. Para efeitos de comparação, enquanto as despesas eram equivalentes a 82,4% da receita em 2019, este indicador passou a ser de 72,9% em 2020.

Com isso, o lucro bruto da companhia registrou um aumento anual de 73,4%, passando de R$ 71,16 milhões para R$ 123,4 milhões.
Este número também foi ajudado pela valorização do ativo biológico da companhia (cana em pé), contabilizada em R$ 29,26 milhões.

Os melhores resultados operacionais, no entanto, foram minimizados por aumentos de despesas em outras áreas. Os gastos comerciais subiram mais de seis vezes no ano, para R$ 8,18 milhões, enquanto os administrativos cresceram 9,7%, para R$ 20,03 milhões.
Além disso, a Alcoeste divulgou um prejuízo de R$ 76,74 milhões em seu resultado financeiro líquido de 2020, 69,7% maior que o do ano anterior. A companhia não divulgou dados detalhados de impacto cambial, receitas e despesas financeiras.
Perfil da dívida
Embora o endividamento da Alcoeste tenha registrado um leve recuo ao final de 2019, ele voltou a crescer no ano passado. Em 31 de dezembro de 2020, as dívidas brutas da companhia com empréstimos e financiamentos somavam R$ 465,88 milhões, 14,5% acima da posição de um ano antes.

Deste total, R$ 182,06 milhões estavam comprometidos com débitos que vencem ao longo de 2021. Na comparação com o endividamento de curto prazo contabilizado no ano fiscal anterior, houve uma elevação de 45,2%.
Por sua vez, a posição das dívidas com vencimento em médio e longo prazos se manteve relativamente estável, com variação anual de 0,8%. Em 31 de dezembro, estes débitos eram de R$ 283,82 milhões.
Renata Bossle – NovaCana