Resultado foi acompanhado de maior receita, melhora no desempenho operacional e, também, por precatórios do IAA
O ano passado trouxe bons resultados para a J. Pilon, controladora de uma usina de cana-de-açúcar em Cerquilho (SP). A companhia vem ampliando seus números desde 2018 e alcançou um lucro líquido de R$ 35,63 milhões em 2020. Em comparação com os R$ 28,13 milhões do ano anterior, o aumento foi de 26,7%.
Os dados foram publicados pela companhia no Diário Oficial de São Paulo do último dia 4 e se referem ao período de janeiro a dezembro.
Assim como ocorreu em 2019, a J. Pilon teve seu resultado beneficiado pelo recebimento de parcelas dos precatórios do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Os montantes são referentes a duas ações movidas pela Copersucar contra a União envolvendo os prejuízos causados às usinas por conta do preço fixado pelo governo para açúcar e etanol, realizado por meio do IAA, nas décadas de 1980 e 1990.
De acordo com a sucroenergética, a soma dos valores acrescentou R$ 31,34 milhões ao seu caixa. Considerando os gastos de R$ 18,59 milhões referentes ao processo judicial, o lucro líquido da companhia recebeu um adicional de R$ 16,46 milhões.
Leia mais no texto completo (exclusivo para assinantes):
- Histórico de resultados da J. Pilon
- Receita líquida e custos de produção
- Evolução do lucro bruto e do líquido
- Endividamento da companhia
O ano passado trouxe bons resultados para a J. Pilon, controladora de uma usina de cana-de-açúcar em Cerquilho (SP). A companhia vem ampliando seus números desde 2018 e alcançou um lucro líquido de R$ 35,63 milhões em 2020. Em comparação com os R$ 28,13 milhões do ano anterior, o aumento foi de 26,7%.
Os dados foram publicados pela companhia no Diário Oficial de São Paulo do último dia 4 e se referem ao período de janeiro a dezembro.
Assim como ocorreu em 2019, a J. Pilon teve seu resultado beneficiado pelo recebimento de parcelas dos precatórios do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Os montantes são referentes a duas ações movidas pela Copersucar contra a União envolvendo os prejuízos causados às usinas por conta do preço fixado pelo governo para açúcar e etanol, realizado por meio do IAA, nas décadas de 1980 e 1990.
De acordo com a sucroenergética, a soma dos valores acrescentou R$ 31,34 milhões ao seu caixa. Considerando os gastos de R$ 18,59 milhões referentes ao processo judicial, o lucro líquido da companhia recebeu um adicional de R$ 16,46 milhões.

Desta forma, sem os valores proporcionados pelos precatórios, o resultado líquido da J. Pilon teria sido de R$ 19,18 milhões – aumento de 47,4% em relação aos R$ 13,01 milhões do ano anterior, levando em conta os mesmos critérios.
Desempenho operacional
A melhora no resultado da J. Pilon foi acompanhada de um aumento de 23,8% na receita líquida da companhia, que passou de R$ 203,78 milhões em 2019 para R$ 252,24 milhões em 2020.
No período, os custos de produção também aumentaram, mas a uma taxa menor, de 22,2%. Em 2020, a empresa despendeu R$ 201,07 milhões, ante os R$ 164,56 milhões do ano anterior.

Com isso, os custos representaram o equivalente a 79,71% da receita líquida da sucroenergética, caracterizando o melhor desempenho desde 2016, quando este índice era de 77,65%.
Além disso, o resultado permitiu uma elevação anual de 30,5% no lucro bruto da J. Pilon, que passou de R$ 39,23 milhões em 2019 para R$ 51,17 milhões em 2020.

Endividamento em queda
Ao mesmo tempo em que tem ampliado seus resultados, a J. Pilon também reduziu seu endividamento. Segundo o balanço financeiro da companhia, os empréstimos bancários contraídos somavam R$ 1,43 milhão em 31 de dezembro, queda de 69,2% em relação à posição de um ano antes.
Deste total, R$ 882 mil terão vencimento ao longo de 2021, enquanto R$ 543 mil possuem prazos que se estendem até dezembro de 2023.
Com isso, os empréstimos com vencimento em curto prazo representam 61,9% do endividamento da companhia, uma posição 7,6 pontos percentuais abaixo da vista um ano antes.

Ainda conforme a companhia, toda a dívida bancária é referente a empréstimos feitos pela linha Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Renata Bossle – NovaCana