Com indicadores referentes ao período de 2012/13 a 2021/22, banco fortalece visão de heterogeneidade entre as usinas
A distância entre as sucroenergéticas com uma boa saúde financeira e aquelas com números ruins segue crescendo – é o que demonstram dados do Itaú BBA com atualizações periódicas. A mais recente análise, que foi divulgada em relatório do banco de 9 de novembro, fortalece essa característica do setor.
Com dados da safra 2012/13 até a 2021/22, o banco observa o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) por tonelada e a dívida líquida por tonelada das usinas. Os dois indicadores servem como termômetro de como anda o desempenho operacional-financeiro das empresas.
A amostra mais recente, de 2021/22, corresponde a 58 grupos localizados no Centro-Sul e que foram responsáveis pela moagem de 311 milhões de toneladas no ciclo em questão, o equivalente a 60% do colhido na região na temporada.
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A distância entre as sucroenergéticas com uma boa saúde financeira e aquelas com números ruins segue crescendo – é o que demonstram dados do Itaú BBA com atualizações periódicas. A mais recente análise, que foi divulgada em relatório do banco de 9 de novembro, fortalece essa característica do setor.
Com dados da safra 2012/13 até a 2021/22, o banco observa o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) por tonelada e a dívida líquida por tonelada das usinas. Os dois indicadores servem como termômetro de como anda o desempenho operacional-financeiro das empresas.
A amostra mais recente, de 2021/22, corresponde a 58 grupos localizados no Centro-Sul e que foram responsáveis pela moagem de 311 milhões de toneladas no ciclo em questão, o equivalente a 60% do colhido na região na temporada.

Para a análise, o banco dividiu as usinas em quatro grupos.
- O grupo A, com 12 empresas, teve grande escala de ativos diferenciados e os melhores desempenhos. A parcela correspondeu a 93 milhões de toneladas moídas.
- O grupo B possui companhias bastante saudáveis operacional e financeiramente, mas com alavancagem e/ou liquidez inferiores às do grupo A. Nesse caso, 28 empresas elencaram a fatia e moeram 154 milhões de toneladas.
- Já o grupo C contou com sucroenergéticas com alguma fragilidade seja por alavancagem, liquidez ou por menor eficiência operacional. Nele estiveram 11 empresas correspondendo a 35 milhões de toneladas de moagem em 2021/22.
- Por fim, o grupo D, com sete empresas que processaram 29 milhões de toneladas, é das que apresentam os piores resultados.
Se, por um lado, há uma parcela das usinas em condições financeiras consideradas bastante favoráveis, por outro, ainda há um grupo que, a despeito dos bons preços, não conseguiu reduzir os níveis de alavancagem, tendo dificuldade de manter o indicador em patamares saudáveis.
“O grande ponto é que parte relevante estava em condições bastante favoráveis para crescimento, expansão e investimentos de maneira geral”, disse o gerente de agronegócio do Itaú BBA, Guilherme Bellotti de Melo, durante a Conferência NovaCana 2022.
Ele destaca que existem diferenças consideráveis olhando a realidade individual, afinal, o setor sucroenergético segue bastante heterogêneo. “Este é um dos setores que nos ajuda a entender que olhar a média, de maneira geral, não é tão inteligente assim”, completa Melo.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana