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[Infográfico] 2º trimestre de 2022/23 desafia Raízen, São Martinho e Jalles

Desempenho operacional-financeiro das sucroenergéticas é comparado por meio de cinco indicadores


NovaCana - Publicado: 10 Jan 2023 - 09:35

No começo de novembro, várias sucroenergéticas divulgaram resultados referentes ao segundo trimestre da safra 2022/23. Entre elas estão as três companhias do setor com ações negociadas na bolsa de valores B3: Raízen, São Martinho e Jalles.

Os números trouxeram resultados menores em comparação com o mesmo período da safra passada – ou, até mesmo, prejuízos. Entretanto, é preciso olhar para esses dados com cautela, afinal, o contexto mudou.

Há um ano, as sucroenergéticas comemoravam desempenhos recordes. Agora, precisam lidar com aumentos de custos e um cenário que desfavorece as vendas de etanol no mercado doméstico. A São Martinho, inclusive, optou por concentrar esforços na exportação do biocombustível.

Além disso, embora estas empresas tenham portes diferentes, seus resultados podem ser comparados por meio de indicadores. Para calcular estes valores, o NovaCana usou dados fornecidos pelas empresas à Comissão de Valores Imobiliários (CVM) por meio do Formulário de Informações Trimestrais (ITR). No caso da Raízen, foram coletadas as informações específicas da Raízen Energia.

Os números já foram detalhados na newsletter NC+, enviada com exclusividade para os assinantes NovaCana.

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Em comparação com o mesmo período da safra passada, a moagem trimestral da Raízen caiu 11,6% e a da São Martinho teve retração de 8,1%; já a da Jalles passou por uma leve alta de 0,3%.

Assim, na relação entre o resultado líquido e a moagem de cana-de-açúcar – que demonstra o quanto as empresas lucraram em comparação com a quantidade de matéria-prima colhida – o destaque vai para a Jalles, com um lucro de R$ 76,79/t. O valor representa alta ante o trimestre anterior e reverte o prejuízo de R$ 4,44/t observado um ano antes.

Por sua vez, a São Martinho saiu de um lucro de R$ 37,98/t no segundo trimestre de 2021/22 para R$ 23,84/t no mesmo período de 2022/23. Mesmo com a retração, houve alta frente ao primeiro trimestre deste ano (R$ 28,37/t).

Em contrapartida, a Raízen Energia teve um prejuízo líquido trimestral de R$ 329,16 milhões; um ano antes, a companhia havia lucrado R$ 146,1 milhões. Assim, o resultado mais recente equivale a uma perda de R$ 9,97/t.

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Renata Bossle – NovaCana