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Depois de investir US$ 85 milhões, DuPont fecha usina experimental de etanol celulósico

dupont-celulosico-vonore-1-080116Tecnologia ainda tem muito para avançar, mas desenvolvimento não acontecerá em usina piloto da Dupont

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O ano mal começou e parece que as perspectivas para o etanol celulósico continuam pessimistas. Nos Estados Unidos, o país mais amigável em termos de políticas públicas favoráveis aos celulósicos, a DuPont anunciou que vai encerrar as atividades de sua planta de demonstração de E2G em Vonore, no Tennesse.

A decisão a acontece depois de mais de US$ 85 milhões terem sido colocados na planta-piloto. Ao todo 38 profissionais da empresa e 11 terceirizados atuavam na fábrica. A estrutura foi oficialmente inaugurada há apenas cinco anos.

Mesmo sendo consenso que desenvolvimento tecnológico do novo combustível ainda está em sua infância e muita pesquisa ainda precisa ser feita para aprimorar a produção, a posição oficial da Dupont...

O ano mal começou e parece que as perspectivas para o etanol celulósico continuam pessimistas. Nos Estados Unidos, o país mais amigável em termos de políticas públicas favoráveis aos celulósicos, o impacto veio com um anúncio de que a DuPont pretende encerrar as atividades de sua biorrefinaria em Vonore, no Tennesse. A estrutura foi oficialmente inaugurada há apenas cinco anos.

A planta, que funcionava desde 2009, foi construída em uma parceria com o governo do estado como parte de uma iniciativa de US$ 70,5 milhões destinada à pesquisa em biocombustíveis, incluindo US$ 40,7 milhões para aquisição de terras, construção das instalações e aquisição de equipamentos. Outros US$ 100 milhões foram investidos na ocasião por meio de uma parceria entre a DuPont e a Danisco – posteriormente, a primeira faria a aquisição da outra companhia, criando a DuPont Danisco Cellulosic Ethanol. Nos números fornecidos pela empresa, os investimentos na planta piloto de Vonore foram superiores a US$ 85 milhões.

Segundo informações publicadas pelo jornal The Daily Times, um porta-voz da DuPont teria confirmado que o fechamento aconteceu “em um esforço para agilizar as operações”.

Conforme informações da DuPont datadas de 2013, a planta em Vonore tinha a capacidade de produzir 250 mil galões [algo próximo a um milhão de litros] de etanol celulósico, sendo classificada como “biorrefinaria em escala demonstrativa”. Nela, eram realizados estudos que envolviam a utilização de diferentes matérias-primas, incluindo a gramínea switchgrass, típica do país.

Missão cumprida ou conteção financeira?

A refinaria surgiu como parte de uma parceria entre a DuPont e a fundação de pesquisa da Universidade do Tennessee.

Mesmo sendo consenso que desenvolvimento tecnológico do novo combustível ainda está em sua infância e muita pesquisa ainda precisa ser feita para aprimorar a produção, a posição oficial da Dupont é de que a fábrica já cumpriu seu objetivo.

O diretor global de negócios em biocombustíveis avançados da companhia, Jan Koninckx, relatou que a DuPont ingressou a parceria com o objetivo de desenvolver tecnologia para alavancar a geração de etanol celulósico a uma capacidade comercial.

“Esse objetivo foi alcançado, conforme demonstrado com a recente inauguração da unidade de produção de etanol celulósico em escala comercial em Nevada, Iowa, no dia 30 de Outubro de 2015. A nova instalação tem capacidade de produzir 30 milhões de galões [113,56 milhões de litros] por ano”, afirma.

A unidade, que chegou a receber uma visita de representantes do BNDES, iniciou suas atividades no segundo semestre de 2015.

Segundo informações divulgadas pela empresa ao The Daily Times, por meio do porta-voz Aaron Woods, a empresa deve continuar a pesquisa com switchgrass, embora nenhuma pesquisa adicional deva ser realizada em Vonore. “Será em uma escala menor, mas suficiente”, completa.

O comunicado oficial ainda assegura: “A DuPont continua comprometida com a comercialização de biocomustíveis celulósicos, focando seus esforços em sua instalação em Iowa e assegurando oportunidades de licenciamento de tecnologia ao redor do mundo”.

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Impactos do fechamento

Além de ser um aspecto desanimador para os interessados no avanço do etanol celulósico, o encerramento da unidade de Vonore também trouxe reflexos para a economia da região.

Com relação aos funcionários, foi destacado que eles receberão benefícios e outros tipos de suporte enquanto buscam por novas posições no mercado, existindo também a possibilidade de inscrição para posições na própria companhia. Segundo o porta-voz Aaron Woods, 38 empregados e 11 trabalhadores terceirizados atuavam na fábrica.

Entretanto, eles não devem ser os únicos a serem afetados. Para as pesquisas com switchgrass, a empresa trabalhava em parceria com a companhia de pesquisa Genera que, por sua vez, possuía relações comerciais com 61 fazendeiros da região, os quais mantinham uma área de aproximadamente 2 milhões de hectares destinados à produção de biocombustível.

Renata Bossle – NovaCana

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