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Após investir em cristalização, Alta Mogiana registra queda na produção de açúcar

Usina pretendia direcionar até 75% da cana para a fabricação commodity em 2024/25, mas teve uma retração em seu mix

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Para o diretor comercial da Alta Mogiana, Luiz Gustavo Junqueira, a usina de São Joaquim da Barra (SP) representa “de uma maneira até dramática” a atual situação do setor sucroenergético na região Centro-Sul. Ele se refere, principalmente, às dificuldades encontradas para cristalizar a cana-de-açúcar após a temporada de seca e de incêndios.

“Nós fizemos um investimento relevante para aumentarmos o mix de produção, saindo de aproximadamente 70% para 75%. Ou seja, o objetivo era aumentar em 5 pontos percentuais o mix de açúcar”, relata e segue: “O que acabou acontecendo na prática é que o mix, ao invés de aumentar 5 pontos, caiu 10 pontos”.

Com isso, a unidade, que direcionou 70% da matéria-prima para a fabricação de açúcar em 2023/24, deve encerrar a safra 2024/25 com um índice de 60%. Os dados foram apresentados por Junqueira durante a 24ª edição da Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada em São Paulo (SP).

De acordo com ele, neste ano, a unidade registrou a maior área queimada de sua história. “Evidentemente, a produção de cana-de-açúcar no Brasil é muito heterogênea e existem regiões que foram menos afetadas com incêndios, como o Paraná. Mas existem áreas que tiveram um impacto muito maior”, pondera.

Ainda segundo o diretor, o quadro gera preocupação em relação à disponibilidade de cana-de-açúcar e à qualidade industrial da cultura para a próxima temporada.

Renata Bossle – NovaCana

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