Emissão pretendia captar R$ 200 milhões, contudo, sucroenergética recebeu propostas para R$ 423,4 milhões
O grupo Santa Adélia fez sua primeira emissão de debêntures incentivadas no valor total de R$ 200 milhões. De acordo com a companhia, a busca pelos papéis atingiu o equivalente a 2,12 vezes o volume financeiro desejado para a captação.
O projeto da companhia foi aprovado como prioritário pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em novembro do ano passado, tendo como objetivo a recuperação da cana-de-açúcar nas safras 2020/21 e 2021/22 nas unidades de Jaboticabal (SP) e Pereira Barreto (SP).
Segundo o representante da empresa, em entrevista exclusiva para o NovaCana, a expectativa era captar R$ 200 milhões, porém a oferta dos investidores foi de R$ 423,4 milhões. Com isso, o grupo conseguiu uma redução de 0,3% ao ano na taxa para bookbuilding (coleta de intenções de investimento).
De acordo com a Santa Adélia, o processo teve dois coordenadores: o Santander – que atuou como banco líder – e o Itaú BBA. Além disso, a emissão contou com rating corporativo e de emissão de AA- junto à agência de classificação de risco S&P Global Ratings.
Esta não foi a primeira incursão da companhia no mercado de capitais. Em 2019, a Santa Adélia emitiu Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no valor de R$ 109,5 milhões.
Saiba mais sobre as estratégias de captação de recurso da Santa Adélia e as características da atual emissão de debêntures no texto completo (exclusivo para assinantes).
O grupo Santa Adélia fez sua primeira emissão de debêntures incentivadas no valor total de R$ 200 milhões. De acordo com a companhia, a busca pelos papéis atingiu o equivalente a 2,12 vezes o volume financeiro desejado para a captação.
O projeto da companhia foi aprovado como prioritário pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em novembro do ano passado, tendo como objetivo a recuperação da cana-de-açúcar nas safras 2020/21 e 2021/22 nas unidades de Jaboticabal (SP) e Pereira Barreto (SP).
Segundo o representante da empresa, em entrevista exclusiva para o NovaCana, a expectativa era captar R$ 200 milhões, porém a oferta dos investidores foi de R$ 423,4 milhões. Com isso, o grupo conseguiu uma redução de 0,3% ao ano na taxa para bookbuilding (coleta de intenções de investimento).
De acordo com a Santa Adélia, o processo teve dois coordenadores: o Santander – que atuou como banco líder – e o Itaú BBA. Além disso, a emissão contou com rating corporativo e de emissão de AA- junto à agência de classificação de risco S&P Global Ratings.
“O volume de ofertas reflete como o mercado enxerga a Santa Adélia, vendo valor na companhia e ofertando recursos para esta captação”, Santa Adélia
Esta não foi a primeira incursão da companhia no mercado de capitais – e nem deve ser a última. Em 2019, a Santa Adélia emitiu Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no valor de R$ 109,5 milhões.
“Temos o objetivo de fazer novas emissões periódicas. Pretendemos continuar acessando o mercado de capitais para cada vez mais termos reconhecimento dos investidores em relação a empresa. Quanto mais difundida a empresa estiver no mercado financeiro, maior é a captação”, afirma o representante da Santa Adélia.
Segundo a sucroenergética, se são feitas emissões recorrentes, vários investidores acabam por conhecer a empresa, seus números e o trabalho desenvolvido. Desta forma, crescem as possibilidades de captação.
Debêntures e remuneração
As debêntures emitidas pela Santa Adélia são do tipo simples, não conversíveis em ações, e em série única, com valor unitário de R$ 1 mil. A liquidação ocorreu no dia 21 de fevereiro e o prazo de vencimento está marcado para 15 de fevereiro de 2028, dentro de seis anos.
O valor nominal das debêntures será atualizado de acordo com a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a ser apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir da data inicial de rentabilidade até a data do pagamento. O IPCA será verificado na véspera do pagamento ou corresponderá à média dos três dias úteis prévios à data de realização do processo de bookbuilding.
Os investidores também contarão com juros remuneratórios que podem variar entre o maior valor entre duas opções. Na primeira, os juros correspondem à taxa interna de retorno do Tesouro IPCA+ com vencimento em 15 de agosto de 2026, somados a 1,7% ao ano. Já a outra opção envolve juros de 5,4%.
Além disso, as debêntures possuem garantia real de cessão fiduciária de uma conta vinculada à própria companhia. Elas foram emitidas sob forma nominal e escritural, ou seja, sem emissão de cautelas ou certificados. Assim, os investidores que precisarem comprovar a titularidade podem fazê-lo por meio do extrato de conta de depósito a ser emitido pelo escriturador.
Lucas Vasconcelos – NovaCana