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Inflação nos alimentos reacende debate sobre comida versus combustíveis

Sumida dos noticiários há vários anos, a polêmica a respeito dos impactos dos biocombustíveis sobre os preços globais dos alimentos está ganhando novo impulso

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Sumida dos noticiários há vários anos, a polêmica a respeito dos impactos dos biocombustíveis sobre os preços globais dos alimentos está ganhando novo impulso. Durante a cúpula anual do G7 – o grupo das sete nações mais ricas do mundo – que se encerrou ontem, 28, representantes da Alemanha e do Reino Unido propuseram uma moratória temporária sobre a produção de biocombustíveis.

Os preços dos alimentos vêm subindo de forma acelerada desde que os impactos iniciais da pandemia da covid-19 sobre a economia global começaram a arrefecer. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que, ao longo dos últimos 24 meses, os preços acumulam alta de 67,2%.

O processo voltou a se acelerar depois da invasão da Ucrânia pela Rússia no final de fevereiro. Em apenas três meses, foram mais de 11,5% de alta nos preços. Essa tendência vem sendo puxada pelos preços dos cereais e óleos vegetais – as principais matérias-primas dos biocombustíveis em termos globais – cujos ganhos nos três meses foram de, respectivamente, 19,4% e 13,6%.

Sumida dos noticiários há vários anos, a polêmica a respeito dos impactos dos biocombustíveis sobre os preços globais dos alimentos está ganhando novo impulso. Durante a cúpula anual do G7 – o grupo das sete nações mais ricas do mundo – que se encerrou ontem, 28, representantes da Alemanha e do Reino Unido propuseram uma moratória temporária sobre a produção de biocombustíveis.

Os preços dos alimentos vêm subindo de forma acelerada desde que os impactos iniciais da pandemia da covid-19 sobre a economia global começaram a arrefecer. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que, ao longo dos últimos 24 meses, os preços acumulam alta de 67,2%.

O processo voltou a se acelerar depois da invasão da Ucrânia pela Rússia no final de fevereiro. Em apenas três meses, foram mais de 11,5% de alta nos preços. Essa tendência vem sendo puxada pelos preços dos cereais e óleos vegetais – as principais matérias-primas dos biocombustíveis em termos globais – cujos ganhos nos três meses foram de, respectivamente, 19,4% e 13,6%.

Isso tem levado governos a questionarem os mandatos de biocombustíveis como forma de garantir a disponibilidade de grãos e óleos vegetais para os mercados alimentares. “Estamos muito inclinados a considerar a questão dos mandatos de biocombustíveis para assegurar que o consumo alimentar seja priorizado”, disse à Reuters um oficial do governo britânico.

Em maio, a presidência do G7 e o Banco Mundial lançaram a Aliança Global para a Segurança Alimentar. A proposta, contudo, não chegou a ganhar tração dentro do G7. Integrante do grupo, os Estados Unidos são o maior produtor global de biocombustíveis e vêm enfrentando dificuldades em seu no mercado de combustíveis.

No começo deste mês, o governo norte-americano publicou as metas para seu programa de biocombustíveis. O documento propôs um volume recorde de mistura para este ano, com 76 bilhões de litros.

Já a União Europeia vem se afastando gradualmente dos biocombustíveis fabricados a partir de fontes de biomassa que tenham uso alimentar, os chamados biocombustíveis de primeira geração. Na mais recente revisão da Diretiva de Energias Renováveis, os governos do bloco concordaram em reduzir gradualmente o espaço para esses biocombustíveis no mercado europeu.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações da Reuters

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