Sucroalcooleira está na eminência de um default (calote)
O Grupo Virgolino de Oliveira (GVO), sucroalcooleira que está na eminência de um default (calote) de seus títulos da dívida (bonds), se reuniu com os acionistas e detentores dos bonds no dia 11 de dezembro.
Duas fontes com conhecimento do assunto disseram que foi discutido um acordo para a conversão da dívida em participação acionária e o investimento de mais dinheiro no negócio.
O Grupo Virgolino de Oliveira (GVO), sucroalcooleira que está na eminência de um default (calote) de seus títulos da dívida (bonds), se reuniu com os acionistas e detentores dos bonds no dia 11 de dezembro. Duas fontes com conhecimento do assunto disseram que foi discutido um acordo para a conversão da dívida em participação acionária e o investimento de mais dinheiro no negócio.
Embora os detalhes permanecem em negociação, é cada vez mais provável que os bondholders (credores dos títulos) acabem detendo a maior parte da empresa, disse uma das pessoas envolvidas que pediu para não ser identificada. A GVO também está mantendo conversas paralelas com potenciais investidores externos que podem injetar capital adicional para a empresa.
Depois da reunião nesta quinta-feira, em Nova York, disseram os envolvidos, um anúncio não é iminente e as negociações se mantém em curso.
Os bonds de US$ 300 milhões da GVO, com vencimento em 2018, despencaram para 4 centavos de dólar, de acordo com o sistema de comunicação preço de bonds Trace, da Financial Industry Regulatory Authority.
A indústria canavieira do Brasil tem sido confrontada com a seca, limitação dos preços domésticos do etanol e um excesso de oferta global para o açúcar.
Em outubro, a companhia disse que estava em negociações com os credores para chegar a um acordo fora dos tribunais. O grupo de credores dos bonds está trabalhando com o Blackstone Group LP como consultor financeiro, segundo pessoas com conhecimento na discussão. A GVO está com a consultoria do banco nova-iorquino Moelis & Co.
Representantes da GVO e do Blackstone não responderam aos pedidos de comentário feitos pela reportagem da Bloomberg.
Jonathan Levin - Bloomberg
Tradução e adaptação NovaCana