Venda da unidade São Luiz, da Abengoa Bioenergia, está prevista em plano de recuperação judicial da companhia
Os acionistas da Ferrari Agroindústria, que controla uma usina em Pirassununga (SP), foram convocados para uma assembleia a ser realizada na próxima sexta-feira (10). Segundo publicado no Diário Oficial de São Paulo, o objetivo da reunião é a participação da companhia no leilão da usina São Luiz, unidade da Abengoa Bioenergia localizada no mesmo município.
Ainda de acordo com a publicação, além de discutir a participação no leilão, os acionistas devem tratar sobre a possibilidade de venda da unidade de cogeração da usina São Luiz. A decisão, obviamente, estaria vinculada ao sucesso da Ferrari no certame.
Esta não é a primeira vez que o grupo demonstra interesse na unidade. A princípio, a venda da usina São Luiz estava prevista para 14 de abril, porém a pandemia de coronavírus dificultou a entrega de propostas e a Abengoa solicitou um adiamento à justiça. Na época, a Ferrari Agroindústria era a única empresa considerada habilitada para adquirir a São Luiz.
Há uma semana, porém, a Abengoa pediu que a suspensão do leilão fosse cancelada, o que permitiria a escolha de uma nova data. A solicitação foi acatada pela justiça.
“Entendo ser viável e proveitoso a todos os credores e recuperandas o ingresso de uma nova interessada no certame, posto que a concorrência pressupõe a elevação dos valores”, aponta o juiz Gustavo de Castro Campos, da vara única do foro de Santa Cruz das Palmeiras, em São Paulo. Ele ainda complementa: “Assim, havendo mais interessados é justa a possibilidade de redesignação das datas para realização do certame eletrônico”.
Saiba mais sobre as tentativas de venda da usina São Luiz e a recuperação judicial da Abengoa Bioenergia no texto completo (exclusivo para assinantes).
Os acionistas da Ferrari Agroindústria, que controla uma usina em Pirassununga (SP), foram convocados para uma assembleia a ser realizada na próxima sexta-feira (10). Segundo publicado no Diário Oficial de São Paulo, o objetivo da reunião é a participação da companhia no leilão da usina São Luiz, unidade da Abengoa Bioenergia localizada no mesmo município.
Ainda de acordo com a publicação, além de discutir a participação no leilão, os acionistas devem tratar sobre a possibilidade de venda da unidade de cogeração da usina São Luiz. A decisão, obviamente, estaria vinculada ao sucesso da Ferrari no certame.
Esta não é a primeira vez que o grupo demonstra interesse na unidade. A princípio, a venda da usina São Luiz estava prevista para 14 de abril, porém a pandemia de coronavírus dificultou a entrega de propostas e a Abengoa solicitou um adiamento à justiça. Na época, a Ferrari Agroindústria era a única empresa considerada habilitada para adquirir a São Luiz.
Há uma semana, porém, a Abengoa pediu que a suspensão do leilão fosse cancelada, o que permitiria a escolha de uma nova data. A solicitação foi acatada pela justiça.
“Entendo ser viável e proveitoso a todos os credores e recuperandas o ingresso de uma nova interessada no certame, posto que a concorrência pressupõe a elevação dos valores”, aponta o juiz Gustavo de Castro Campos, da vara única do foro de Santa Cruz das Palmeiras, em São Paulo. Ele ainda complementa: “Assim, havendo mais interessados é justa a possibilidade de redesignação das datas para realização do certame eletrônico”.
Em recuperação judicial desde setembro de 2017, a Abengoa Bioenergia sempre manifestou interesse em vender suas unidades. Além da usina São Luiz, a companhia também controla a usina São João, localizada em São João da Boa Vista (SP). Juntas, as unidades têm capacidade para moer 6,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra.
Em 2018, a Abengoa chegou a anunciar um acordo para a venda de suas duas usinas ao fundo Carval, uma subsidiária independente da Cargill, por US$ 80 milhões. Na época, foi divulgado que o fundo pretendia investir R$ 100 milhões nas usinas. As negociações, porém, não foram adiante.
Antigos donos podem estar interessados
Embora não tenham formalmente se habilitado para o leilão previsto para abril, o empresário Mario Dedini Ometto e seu filho, Adriano Gianetti Dedini Ometto, foram mencionados como possíveis interessados na São Luiz.
Em reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico em janeiro, fontes consultadas afirmavam que eles pretendiam enviar uma proposta para aquisição da usina. Os Ometto já foram donos da unidade, que foi vendida para a Abengoa em 2007.
Além disso, até recentemente, eles também eram proprietários do terreno em que a usina está localizada e de parte considerável dos canaviais da região. Para impedir a falência da companhia, porém, os empresários aceitaram trocar o terreno da usina por áreas da Abengoa no perímetro urbano. Na mesma ocasião, também foi acordado o fim de uma disputa judicial que já se estendia por mais de uma década.
Renata Bossle – NovaCana