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GranBio e BNDESPar aportam R$ 45 milhões no negócio de segunda geração

granbio-usina 270814Em 2015, por meio de aumentos de capital e emissão debêntures, o grupo controlado pela família Gradin já aportou R$ 513 milhões nos negócios liderados pela GranBio

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A GranBio Investimentos, empresa da família Gradin, que controla todas as empresas do grupo relacionadas ao etanol de segunda geração, está recebendo mais recursos de seus acionistas, a maior parte do braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Esta é a terceira vez no ano que uma empresa do grupo GranBio amplia seu capital. O recente histórico de investimentos das empresas da família Gradin revelam que, somente em 2015, o grupo já aportou R$ 513 milhões no negócio, por meio de aumentos de capital e emissão debêntures. 

A GranBio Investimentos, empresa de biotecnologia da família Gradin, que controla todas as empresas do grupo relacionadas ao etanol de segunda geração, está recebendo mais recursos de seus acionistas, a maior parte do braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A companhia anunciou no último sábado (12), por meio de publicação obrigatória, uma nova chamada de capital no valor de R$ 45 milhões.

Esta operação faz parte do acordo firmado entre os acionistas em 2013, quando o BNDESPar, braço de investimentos do banco, se tornou acionista minoritário, com 15% do capital da GranBio, fatia adquirida por R$ 600 milhões.

De acordo com o comunicado, o BNDES deve aportar, por meio de seu braço de investimentos, dois terços do valor – R$ 30 milhões.

Já a GranInvestimentos, holding que controla a GranBio e outros negócios da família Gradin, ficou responsável por cobrir R$ 15 milhões, um terço do montante total deliberado.

Aprovada em reunião de acionistas no dia 6 de julho e informada ao mercado somente agora, esta é a terceira oportunidade no ano em que uma das empresas do grupo pioneiro no etanol de segunda geração no Brasil amplia o capital social.

Histórico de investimentos

O recente histórico de investimentos das empresas da família Gradin revelam que, somente em 2015, o grupo já aportou R$ 513 milhões no negócio por meio de aumentos de capital e emissão debêntures, distribuídos entre GranBio, Bioflex e a holding controladora.

Em maio, a GranInvestimentos efetuou um aumento de capital de R$ 12 milhões. Esse aporte elevou de R$ 40 milhões para R$ 52 milhões o capital da companhia, representando uma injeção de recursos de 30%.

Ainda em maio deste ano, a Bioflex Agroindustrial (Alagoas), primeira usina de etanol celulósico de escala comercial do mundo, recebeu um aporte de R$ 176,4 milhões em aumento de capital.

Além disso, a GranInvestimentos fez uma oferta de debêntures no valor de R$ 200 milhões em março. Naquela ocasião, a companhia informou que os recursos obtidos com a emissão seriam integralmente utilizados para pagamento de obrigações de curto prazo e reforço de caixa e para atender aos negócios de gestão.

Outra operação de captação de recursos foi efetuada em fevereiro, quando a Bioflex Agroindustrial, empresa responsável pelos ativos industriais da GranBio, captou R$ 80 milhões em debêntures.

No vermelho

A GranBio fechou 2014 com um prejuízo de R$ 93,4 milhões. O segmento de etanol celulósico foi responsável por um resultado negativo de R$ 85,1 milhões, desempenho que já era esperado desde as divulgações dos resultados da Bioflex, que teve um prejuízo de R$ 29,9 milhões no ano anterior. Por outro lado, a GranEnergia, secundária em termos de capital, teve lucro líquido de R$ 6,7 milhões no período.

Felipe Vanini Bruning – NovaCana

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